sexta-feira, 13 de junho de 2014

IMAGEM DA ABERTURA DA Iº COPA DA REGIÃO DA MARAVILHA - JURUTI VELHO








MORADORES COBRAM ATUAÇÃO DO SUBPREFEITO DE JURUTI VELHO

 
Moradores da Vila Muirapinima, região de Juruti Velho, participaram no último sábado, 07, de uma reunião na sede Social Boca Júnior, na referida comunidade. Em pauta, a prestação de
contas dos recursos arrecadados pela subprefeitura pelo fornecimento da energia elétrica, e mais empenho para resolver sérios problemas que têm prejudicado muitos moradores. Os moradores querem a prestação de contas dos recursos arrecadados no ano de 2013 e nos primeiros seis meses do ano de 2014. Durante a reunião, Rildo Almeida, responsável pelos equipamentos do cemitério, reclamou do descaso da subprefeitura com a manutenção do material usado nos sepultamentos. “Os equipamentos estão todos danificados, quase em condições de atender às solicitações. Vale ressaltar que esse material foi adquirido no mandato do ex-prefeito Isaias e a falta de manutenção dos mesmos faz com que grande parte desses equipamentos não funcione mais” disse seu Rildo. A situação de diversas ruas, que estão tomadas pelo mato, e o número de terrenos baldios, que tem contribuído para a proliferação do mosquito da dengue foram abordados. No final da reunião foi lido e aprovado um documento, cuja cópia será enviada ao prefeito de Juruti, Marco Aurélio.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

MOVIMENTO SOCIAL FAZ REIVINDICAÇÕES

 
As manifestações ocorridas nos dias 13, 14 e 15 de maio na cidade de Juruti teve como objetivo cobrar do prefeito ações de politicas publicas que atendam as necessidades da população do município.
Algumas das reivindicações dos manifestantes:


 

ENERGIA Por descuido do governo  municipal, o Programa Luz Para Todos – “Programa de Obras 2011/2014” – não atenderá mais de 1.700 residências nos  assentamentos federais PAE Juruti Velho e PA Socó I (ambos afetados pela ALCOA), uma vez que o prefeito até hoje não executou as aberturas de acessos e outros serviços para possibilitar o posteamento e a distribuição dos fios, como se comprometeu em 22.05.2013, por ocasião da reunião com o secretário da Secretaria de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia, Brasília.
 



ESTRADAS  Na região do Planalto  Mamuru, o escoamento da produção é  quase que impossível, bem como está    impedindo de as crianças frequentarem as escolas.
 
 
 
HABITAÇÃO O prefeito Marcos Dolzane não dá explicação sobre o cadastramento para o programa Minha Casa, Minha Vida, nem em qual área fará tais construções.
 


 
Saneamento  O prefeito publicou que tão logo aprovado o Planejamento Orçamentário Participativo, o POP, obras de infraestrutura de saneamento e sanitária seriam iniciadas, pondo em prática o Plano Diretor de Macro e Microdrenagem.
 

 
Água  Nas comunidades faltam microssistemas, e na cidade, por causa dos constantes  apagões e pela falta de gerenciamento, tem havido constantes interrupções no fornecimento para as residências.
 


 
Educação O problema é gravíssimo, pois há atraso no pagamento de professores e   outros   trabalhadores da educação, bem como o não      fornecimento de merenda escolar de qualidade, contratação de professores por indicação política, atraso no pagamento do transporte escolar e no     combustível que abastece as lanchas escolares, o que deixa os alunos sem transporte.

 
Saúde Falta de medicamentos e profissionais nos postos de saúde das comunidades, postos de saúdes abandonados e outros para construir, bem como falta de médicos para atendimento, entre outros.


















 
 
 
 
 

COPA & COZINHA

Por: Frei Betto

Em manifestação de rua em São Paulo, um homem maltrapilho segurava um cartaz: "Sou morador de rua. Quero Copa... cozinha, banheiro, sala, quarto e tudo que tenho direito". Estamos às vésperas da Copa do Mundo. Recebemos visitas em uma casa que ainda
 
não está devidamente arrumada. Estádios são maquiados para disfarçar obras inacabadas e aeroportos se parecem com praças de guerra, tamanha a poeira e os ruídos.

Se a sala da Copa ainda exige faxina, na cozinha o caldeirão ferve. O governo tem o azar de a Copa coincidir com o ano eleitoral. E demonstra que não aprendeu a lição das manifestações de rua na Copa das Confederações, em 2013.

Aquelas foram manifestações pacíficas, mobilizadas pelas redes sociais e "acéfalas": sem discursos, partidos, siglas embandeiradas e propostas. Apenas protestos. A opinião pública deu amplo apoio enquanto elas se mantiveram imunes aos provocadores que, ao depredar os patrimônios público e privado, jogaram parcela considerável da população contra os manifestantes.

Marx já advertira os operários, no século 19, que de nada adiantava quebrar máquinas de fábricas. A luta não é contra os patrões, é contra o sistema, dizia ele. Contudo, ainda hoje o esquerdismo perdura como "doença infantil do comunismo", como diagnosticou Lênin, e a repressão policial se infiltra para desvirtuar os protestos.

O governo erra ao não dialogar com os movimentos sociais, em especial os da juventude. Parece não perceber o paradoxo: fez-se inclusão social, por meio de políticas sociais e medidas "contracíclicas", mas não se promoveu inclusão política. Por mais espantoso que soe, esses 12 anos de governo petista, sustentado por um esdrúxulo balaio de alianças, foram despolitizantes. Nutriram o bolso, não a consciência crítica.

É fato que o governo favoreceu o acesso do povo a bens pessoais. Qualquer barraco de favela contém geladeira, TV, máquina de lavar e telefones celulares. Desonerou-se a "linha branca", congestionaram-se as ruas de carros graças ao crédito facilitado. O que parecia um avanço resultou em equívoco. E os bens sociais? As manifestações pedem educação, saúde, transporte público e segurança "padrão Fifa".

O processo de "aceleração do crescimento" deveria ter feito o percurso inverso, a exemplo da Europa Ocidental a partir da Revolução Industrial. Primeiro, educação de qualidade, sistema de saúde socializado e adequado, saneamento, metrôs e ferrovias. O que favoreceu o acesso aos bens pessoais, malgrado as duas guerras que afetaram o Velho Continente.

O PT não chegou ao Planalto graças à "Carta aos brasileiros" endereçada aos banqueiros e empresários. Chegou pela acumulação de forças dos movimentos pastorais, sociais e sindicais ao longo de 24 anos (1978-2002). Não soube, porém, administrar esse capital político. Isolou-se no Planalto sem dar ouvidos à planície. Abandonou o trabalho de base, a ponto de já não dispor de militância voluntária em períodos eleitorais e se ver obrigado a remunerar jovens desocupados para segurar cartazes nas esquinas...

Agora, a cozinha invade a Copa. Tomara que o governo não troque as bolas pelas balas. Vamos torcer pelo Brasil! Para que vença a Copa e saiba ouvir o clamor da cozinha, cujos manifestantes, na falta de canais políticos confiáveis, aprenderam que governo é que nem feijão, só funciona na panela de pressão.

IMAGENS DA MANIFESTAÇÃO EM JURUTI 14.05.14