quarta-feira, 13 de novembro de 2013

FALTA DE ENERGIA PREJUDICA MAIS DE 4 MIL PESSOAS NA VILA MUIRAPINIMA


A alegria dos moradores dos bairros Central, Alegre, Castanheira e Prainha durou pouco...

                Há 04 dias, os mais de quatro mil moradores da Vila Muirapinima, na região de Juruti Velho, estão sem energia elétrica. Até o momento a população ainda não sabe o real motivo do problema. Alguns acreditam que o gerador foi danificado em virtude da qualidade do óleo diesel usado para garantir o funcionamento da máquina, outros, pela falta de qualificação e de capacitação do profissional responsável pela manutenção do mesmo.

                O gerador que abastece a vila e que foi adquirido pelo governo municipal, após diversas solicitações dos moradores, e entregue à Vila Muirapinima no dia 23 de outubro deste ano. Com o não funcionamento do máquina, a vila toda encontra-se sem energia elétrica, com exceção de alguns que possuem gerador próprio. A situação tem causado diversos prejuízos, principalmente aos comerciantes da vila que todos os dias são obrigados a jogar no lixo dezenas de alimentos perecíveis, que necessitam de refrigeradores para garantir a qualidade.

“Os fregueses reclamam porque o refrigerante está quente. Antes a pessoa chegava ao comércio e levava pra casa dois, três frangos. Hoje ela não pode fazer isso porque não tem como conservar o alimento. Nós, comerciantes, também não podemos comprar muitos produtos para abastecer nossos estabelecimentos. Diminuímos a quantidade de peixe e de carne. O governo precisa ter mais responsabilidade com a população da Vila Muirapinima. Aqui já é uma cidade. Só perdemos para Juruti Novo”, ressalta o comerciante João Pimentel.

                Antes da entrega do atual gerador, a vila era abastecida por outros dois menores, que foram desativados com a chegada do novo.

“A gente percebe que está faltando o administrador do distrito dar uma explicação aos consumidores. A vila recebeu um gerador novo, mas não sabemos se o problema realmente é o que está sendo comentado. Alguns dizem que o problema foi provocado pela qualidade do óleo diesel, outros dizem que a pessoa que opera a máquina não recebeu o treinamento adequado”, destaca o professor Genildo Pereira.

O professor também está preocupado com o andamento das aulas do ensino médio regular, que iniciaram recentemente, e que foram interrompidas por causa da falta de energia na escola. “As aulas estavam programadas para encerrar em 2016, mas essa data deve ser adiada”, lamenta. Genildo Pereira elenca ainda outros problemas que os moradores da Vila Muirapinima estão enfrentando em virtude da falta de energia elétrica. “À noite, além dos carapanãs, que podem causar problemas de saúde, a escuridão também ameaça a segurança pública”, ressalta o educador. As aulas das escolas da rede municipal, que à noite são reservadas aos alunos da EJA – Educação de Jovens e Adultos estão suspensas.

Por sorte, a Unidade de Saúde da Vila Muirapinima, que é referência na região de Juruti Velho, tem gerador de energia próprio. Caso contrário, até o atendimento de saúde seria prejudicado. A energia elétrica do DPM – Departamento de Polícia Militar da Vila Muirapinima tem sido fornecida por um dos comunitários, para que o trabalho desenvolvido pelos policiais militares e agentes comunitários não seja interrompido.

O fornecimento de água também não sofre nem um problema porque os microssistemas que garantem o abastecimento das famílias possuem gerador de energia.

A revolta dos moradores é por causa da falta de comunicação por parte do governo municipal, que não informa a verdadeira causa da interrupção no fornecimento de energia e nem fala sobre as providências que estão sendo tomadas para resolver o problema.

PÉ DE PINCHA GARANTE REPOVOAMENTO DE QUELÔNIOS NO LAGO JURUTI VELHO

Há dez anos, a Universidade Federal do Amazonas auxilia comunitários de Juruti Velho na preservação de quelônios, ajudando tirar da extinção diversas espécies.

Durante muitos anos, a captura de quelônios para a alimentação e para a comercialização foi uma atividade constante na vida de moradores de diversas comunidades que formam a região de Juruti Velho, no município de Juruti/PA. Atividade essa que reduziu drasticamente a população de quelônios. Com o passar dos anos, os próprios moradores foram percebendo que a captura dos quelônios estava se tornando uma atividade difícil, que a quantidade de animais estava diminuindo. A fim de reverter essa situação, moradores de Juruti Velho foram em busca de ajuda e encontraram no Projeto Pé-de-Pincha uma alternativa que,  ao longo de dez anos, tem ajudado a garantir o repovoamento de quelônios no lago da região.

O projeto Pé-de-Pincha foi criado no ano de 1999 por comunitários do município de Terra Santa/PA e por pesquisadores da Universidade Federal do Amazonas – UFAM. O nome do projeto refere-se às pegadas do Tracajá (Podocnemis unifilis) que na areia ficam o formato de “pinchas” (tampinha de refrigerantes de garrafas de vidro). O Pé-de-Pincha tem como missão preservar e conservar as populações de quelônios da Amazônia, bem como realizar trabalhos sociais com as comunidades ribeirinhas. Atualmente, o Pé-de-Pincha está presente em 15 municípios.

“Nós temos alcançado resultados maravilhosos. No contexto geral já fizemos a soltura de mais de um milhão de filhotes. É muito bom, é muito satisfatório. Muita gente que chegou criança para participar do projeto hoje em dia já é adolescente, adulto, e tem repassado a mensagem da conservação para as gerações. A gente vê os resultados. O lago tá repovoado. Se você perguntar para as pessoas como era esse local antes e como está depois da chegada do projeto você vai perceber que há muitas diferenças. Em locais onde praticamente não havia mais quelônios, hoje em dia você encontra bastante. E isso é muito engrandecedor”, declarou Cléo Ohana, engenheira florestal, integrante da coordenação do Pé-de-Pincha.

No município de Juruti, o Pé-de-Pincha atua desde o ano de 2003, beneficiando dezesseis comunidades da região de Juruti Velho. Nesses quase dez anos de atividades os comunitários, com o auxílio dos profissionais da UFAM, já depositaram nas águas do Lago Juruti velho mais de 32 mil quelônios. A iniciativa, além de garantir o repovoamento do lago, evita a extinção de diversas espécies de quelônios.

O trabalho dos comunitários começa no mês de setembro, época da desova dos quelônios. Os animais encontram nas praias formadas nas margens do lago Juruti Velho o local ideal para depositar os ovos, que, posteriormente são recolhidos por moradores e colocados em chocadeiras naturais, também nas margens do lago, mas em locais protegidos da ação de predadores, principalmente do homem. O nascimento dos animais acontece dois meses depois. Após o nascimento, os quelônios recebem tratamento adequado até completarem sete/oito meses, para então ser soltos nas águas do lago.

            O dia dedicado à soltura dos quelônios começa com um grande ritual. No mês de setembro, a equipe da VOX GREEN acompanhou o trabalho do Pé-de-Pincha desenvolvido na comunidade Surval, em Juruti Velho. Um ritual, que mobiliza toda a comunidade, antecede a soltura dos animais. Na capela dedicada a Nossa Senhora do Livramento, comunitários realizam a celebração da vida. Na frente do altar, uma bacia cheia dos pequenos animais é colocada a fim de receber a proteção divina.

            Após a celebração, vem a segunda parte da programação, que acontece no barracão comunitário. Na oportunidade, os moradores que participam ativamente do projeto recebem certificados pelos trabalhos prestados à natureza. Aos demais são repassadas orientações que vão auxiliá-los no combate à captura ilegal de quelônios no lago Juruti Velho.

            A terceira e última etapa do ritual acontece às margens do Lago Juruti Velho. É quando os pequenos animais são conduzidos por moradores ao seu novo lar. As crianças são as mais entusiasmadas. Desde pequenas elas participam do Pé-de-Pincha e aprendem o quanto é importante preservar a natureza. Nesta etapa, a comunidade Surval soltou 1.158 quelônios de várias espécies.

            A parceria com a ACORJUVE – Associação das Comunidades da Região de Juruti Velho tem sido primordial para que o Pé-de-Pinha alcance seu principal objetivo. Boa parte da estrutura necessária para o desenvolvimento das atividades do projeto nas comunidades da região é cedida pela ACORJUVE. Na comunidade Surval, o comunitário Reginaldo Souza Guerreiro, é um dos que percorrem a região reunindo com moradores e repassando uma série de orientações a fim de preservar o lago e garantir a permanência dos quelônios. “Através do diálogo a gente vai conquistando muita gente. Mas, infelizmente, muitas pessoas ainda não têm essa consciência de preservar, querendo só destruir”, lamenta o comunitário, que faz parte da diretoria da ACORJUVE.

Um dos problemas que a região enfrenta para a preservação dos quelônios é a falta de fiscalização. “Precisamos de agentes ambientais voluntários para fazer a fiscalização e com isso não deixar que o trabalho seja prejudicado”, declarou o engenheiro de pesca Alex Leão, integrante do Pé-de-Pincha.

“O papel da comunidade é inspecionar, fiscalizar, evitar que as pessoas coletem os ovos dos locais protegidos. Muita gente só pensa em pegar os ovos e os quelônios para comer, sem se preocupar com a preservação dos animais. O trabalho não para, é contínuo, muita vigilância”, informou o coordenador do Pé-de-Pincha na comunidade Surval, Davi Assunção Matos.

            Em 2014 haverá nova soltura de quelônios no Lago Juruti Velho. De acordo com Davi Assunção, neste ano já foram recolhidos mais de 50 ovos de quelônios só na comunidade Surval. “No ano que vem a nossa meta é soltar pelo menos três mil quelônios”, informou o coordenador.
 
ANO
QUANTIDADE
2003
1.527
2004
1.755
2005
3.109
2006
4.320
2007
3.697
2008
3.193
2009
1.630
2010
4.410
2011
5.061
2012
3.753

 

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

PRESERVAR HOJE, PARA TER O FUTURO MELHOR AMANHÃ

CONVITE
 
A comunidade do SURVAL, região PAE juruti-velho, convida você para participar da festa de 10 anos de implantação do PROJETO PÉ DE PINCHA e soltura de tracajás.
 
DATA: 14 DE SETEMBRO 2013       LOCAL: COMUNIDADE SURVAL.
 
PROGRAMAÇÃO
 
As 8h Celebração em Ação de Graças.
As 9h Palestram com assessoria dos membros da equipe do projeto pé-de-pincha – UFAM- em seguida soltura de tracajás e entrega de certificado aos participantes da referida comunidade.
As 11h Apresentação das garotas pé-de-pincha, com premiação do 1º ao 3º colocado.
Cada comunidade onde há o projeto, trazer uma garota para o desfile.
.As 13h - Inicio do torneio nas categorias masculino e feminino.
 
PREMIAÇÃO DO TORNEIO MASCULINO
1º colocado R$ 300,00 - 2º colocado R$150,00 - 3º colocado 1 cx de cerveja.
 
PREMIAÇÃO DO TORNEIO FEMININO
 
#1º colocado R$100,00 - 2º colocado R$50,00 - 3º colocado 1fardo de refrigerante.
 
OBS: AS EQUIPES SERÃO FORMADAS POR 05 JOGADORES/AS.
Durante o dia haverá leilões de galinha caipira e muito som ao vivo
E as 14 h direto de Parintins, SHIRLEY a musa do bolero ao vivo
A noite grande embalo dançante com as bandas:
 
ELITE, PANCADÃO, AMOR PAIXÃO, DM SHOW. Até as 03h da manhã
Venha participar vai ser imperdível!
Haverá serviço de bar e restaurante e segurança policial.
 
O SURVAL PROMOVE E VOCÊ PARTICIPA!

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

MONITORAMENTO DO PROJETO PILOTO DE CRIAÇÃO DE PEIXES

A equipe do Projeto Acorjuve Sustentável esteve fazendo o monitoramento: medição, pesando os peixes dos tanques do Projeto Piloto – sede da ACORJUVE, o trabalho de acompanhamento é desenvolvido pela equipe todos os meses para saber como os peixes tem se desenvolvidos, durante o trabalho e feito a limpeza dos tranques para afastar possivel fungos que podem prejudicar o crescimento.
 

AVALIAR: VER MAIS CLARO PARA CAMINHAR MAIS LONGE...

 
Esse foi o objetivo da reunião que aconteceu ontem (23/08) no centro de reuniões Jamanchi – sede da Acorjuve – Vila Muirapinima, com a presença dos Secretários municipais Antonio Marcos de Souza - Integração Comunitária, Eraldo Albuquerque – Agricultura e Abastecimento e o Vereador Pedro Natividade, durante a reunião foi expostos o plano de trabalho de cada secretaria e as atividades desenvolvidas durante os 08 meses de mandatos.

MANDATO COLETIVO

  Chega certo momento que, duas coisas são importantes: olhar para trás rever a caminhada feita e agradecer a Deus, aos companheiros e companheiras, a comunidade em que vivemos, as pessoas que confiam em nosso trabalho e a nós mesmos.
 Rever nos permite ver de novo a caminhada feita. É consciência, hoje, de como agimos ontem, para melhor agir amanhã. Rever a caminhada nos permite perceber as forças e as oportunidades que tivemos para construir um processo de mudança para melhor. Mas é necessário perceber as fraquezas que persistem como desafios, que precisamos enfrentar.
Neste momento é que, nós nos propusemos a entender e aprofundar o trabalho de coletividade e saber que cada conquista realizada depende de muitos e muitas
Uma sexta feira diferente, os secretários e vereador parou, para ouvir o povo que os elegeram e confiam no trabalho que vem sendo desenvolvido por estes.
Parabéns aos secretários de Agricultura e Abastecimento - Eraldo Albuquerque, ao Secretário Antonio Marcos Tavares e ao vereador Pedro Natividade
 
 

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

CRIAÇÃO DE GALINHAS E DE PEIXES EM GAIOLAS – ALTERNATIVA QUE PODE MUDAR A VIDA DE COMUNIDADES DA REGIÃO DE JURUTI VELHO

Dona Ester Pereira
Dona Ester Pereira
 
Juruti Velho, a cerca de 03h de barco do porto de Juruti, Oeste do Pará, é uma região composta por 51 comunidades, onde vivem aproximadamente 9 mil pessoas. Tem atraído a atenção de turistas de várias partes do Brasil e do exterior por suas belezas naturais, que mostram o potencial turístico que a região oferece. As águas escuras que banham Juruti Velho revelam grande atrativo no período de setembro a fevereiro: belas praias de areia branca e de água cristalina, que podem ser encontradas com facilidade em quase todas as comunidades que formam a região. Mas tanta beleza esconde uma triste realidade: capturar o peixe para a alimentação do dia a dia dos comunitários não é nada fácil. A escassez do produto tem levando muitos moradores a investir em outras atividades, como a criação de peixe em gaiola flutuante e a criação de galinha. A iniciativa faz parte de um projeto denominado ACORJUVE Sustentável, criado pela Associação das Comunidades da Região de Juruti Velho.
Há dois anos, a rotina de dona Ester de Matos Pereira, que mora na comunidade Monte Moriá, tem sido a mesma: acordar cedo, preparar o café para o marido e cuidar das galinhas que cria no quintal. A criação de aves foi alternativa encontrada por ela para conseguir um dinheiro a mais, haja vista que a produção de derivados da mandioca, como a farinha e o beiju, não estava sendo suficiente para gerar a renda necessária para a manutenção da família e da pequena propriedade, que fica às margens do lago Juruti Velho.
Além da criação de galinhas e peixes, há a produção de mudas de espécies nobres
 
 Além da criação de galinhas e peixes, há a produção de mudas de espécies nobres
O casal recebe frequentemente a vista de pessoas de várias partes do município de Juruti, interessadas nas galinhas criadas por dona Ester. Segundo ela, a criação dá muito trabalho, mas os resultados são satisfatórios. Em 2012, dona Ester recebeu da Associação das Comunidades da Região de Juruti Velho – ACORJUVE uma importante contribuição que fortaleceu ainda mais a atividade. Com recursos oriundos da associação, ela construiu um novo galinheiro e recebeu 50 pintos. Dona Ester explica que depois de 03 meses as aves estão no ponto de abate. Cada frango é vendido a um preço que varia de R$ 20,00 a R$ 25,00. Alguns chegam a pesar cerca de 02 quilos.
Nos próximos meses, o casal de comunitários pretende preparar um local especial para investir na produção de ovos.
Hoje, dona Ester cuida de aproximadamente 100 aves, que estão no ponto de ser comercializadas. As galinhas são alimentadas duas vezes ao dia, pela manhã e tarde. Diariamente, são necessários 15 quilos de ração ou de milho para alimentá-las.
Enquanto dona Ester cuida das aves, o esposo dela, seu José, trabalha na produção de mudas de espécies nobres, como o Cumaru. As mudas produzidas por ele são usadas no reflorestamento do local onde moram. O casal ainda cultiva árvores frutíferas que, em breve, estarão produzindo e gerando mais uma alternativa de renda.
Gaiolas flutuantes para criação de peixes, como o tambaqui
Gaiolas flutuantes para criação de peixes, como o tambaqui
Hoje, 25 comunitários de Juruti Velho estão investindo na criação de galinha. E esse número deve aumentar, pois outros moradores estão mostrando interesse em desenvolver a atividade, que tem se apresentado como uma boa fonte de renda.
Além da criação de galinha, alguns produtores também apostam na produção de hortaliças e na criação de peixe em gaiola flutuante.
A proposta de criação de peixe em gaiola surgiu no ano passado. Em 2012, alguns moradores de Juruti Velho participaram de treinamento e receberam orientações para desenvolver a atividade. Na oportunidade, os comunitários ficaram entusiasmados e apostaram na idéia. Em janeiro de 2013, trinta e duas pessoas começaram a colocar em prática os conhecimentos adquiridos e, com o apoio da ACORJUVE, estão criando peixes da espécie tambaqui, em gaiolas colocadas no lago Juruti Velho.
As gaiolas são construídas em madeira, encontrada na própria região, e forradas com uma espécie de tela. Recipientes de plástico fixados nas bordas das gaiolas garantem a flutuação. “Apresentamos aos comunitários um material acessível. Tanto a madeira quanto os recipientes plásticos podem ser encontrados com facilidades, a baixo custo”, destaca a técnica em Recursos Pesqueiros da ACORJUVE, Sara Xavier de Oliveira, que presta assistência aos criadores de peixe.
Sara Xavier, técnica de recursos pesqueiros, dá assistência aos produtores
Sara Xavier, técnica de recursos pesqueiros, dá
assistência aos produtores
 
Na comunidade Capitão, por exemplo, a criação de peixe em gaiola é desenvolvida por dois produtores. Seu Antonio Carlos da Silva Magalhães é um deles. Há pouco mais de dois meses deu início à atividade. Numa pequena gaiola, o comunitário colocou 1000 alevinos de tambaqui, dos quais 500 foram doados pela Associação das Comunidades da Região de Juruti Velho, que também vai fornecer a alimentação dos peixes até eles completarem 11 meses, ocasião em que estarão aptos para a comercialização. Enquanto aguarda, seu Antonio tem se dedicado ao plantio da mandioca para a produção de farinha e de outros derivados, bem como à plantação de hortaliças, para o consumo próprio.
Cada gaiola mede pouco mais de 7m³ e é suficiente para manter os 1.000 alevinos confortáveis durante os primeiros 04 meses. Depois, há a necessidade de mais gaiolas para dividir a quantidade de peixes. Com espaço suficiente, o tambaqui adquire peso e tamanho ideais para comercialização. Regulamente, a técnica em recursos pesqueiros, Sara Xavier, visita os produtores, fazendo o acompanhamento da criação.
Seu Antonio fornece o alimento aos peixes, à base de ração balanceada, três vezes ao dia. Por semana são necessários 03 quilos de ração. Quanto à atividade, o comunitário está muito confiante. Para capturar o peixe usado na alimentação de sua família, composto pela mulher e por onze filhos, seu Antonio precisa ir às margens do rio Amazonas, que fica distante da região, e passar horas pescando. Com a criação, que em breve estará pronta para ser comercializada, o comunitário vai aproveitar uma boa parte para alimentar a família.
 
Fonte: RG 15/O Impacto e Udirley Andrade

terça-feira, 20 de agosto de 2013

STTR SANTARÉM INVESTINDO NA FORMAÇÃO DOS SINDICALIZADOS

 
O sindicato dos trabalhadores/as rurais de Santarém tem tido a preocupação em capacitar trabalhadores/as rurais com objetivo de fortalecer a luta sindical e implementar a agricultura familiar sustentável e solidário. Na conclusão dos curso...s os participantes visitarão experiências que vem sendo desenvolvidas na região Oeste do Pará. No período de 23 a 30 de agosto a ACORJUVE, através do Projeto Acorjuve Sustentável receberá 09 participantes do curso, oriundos de diversas regiões de Santarém: Lago Grande, Curuá Una, Várzea e Arapinuns. A equipe permanecerá 07 dias acompanhando os trabalhos nas comunidades que o PAS vem sendo desenvolvidos e no Projeto piloto na sede da ACORJUVE - Vila Muirapinima.

ESTER MULHER DE CORAGEM


Mulher de coragem encara os desafios e faz a vida acontecer.
Dona Ester Matos juntamente com seu esposo seu José, moradores da comunidade Moriá - JV, sempre determinados a conseguir seus objetivos, ela é uma das primeiras a participar do Pr...ojeto Acorjuve Sustentável, iniciou com 50 bicos, de onde tira seu sustento. Domingo (18/08) estivemos na residência de dona Ester, sempre alegre, nos acolheu com uma mesa farta, ela nos contou como tem sido desafiador e satisfatório trabalhar com criação de galinhas.

sábado, 17 de agosto de 2013

FELIZ ANIVERSÁRIO


Um momento especial de renovação para sua alma e seu espírito, porque Deus, na sua infinita sabedoria, deu à natureza, a capacidade de desabrochar a cada nova estação e a nós capacidade de recomeçar a cada dia.

Desejo a você, um ano cheio de amor e de alegrias.
Afinal fazer aniversário é ter a chance de fazer novos amigos, ajudar mais pessoas, aprender e ensinar novas lições, vivenciar outras dores e suportar velhos problemas.
Sorrir novos motivos e chorar outros, porque, amar o próximo é dar mais amparo, rezar mais preces e agradecer mais vezes.
Fazer Aniversário é amadurecer um pouco mais e olhar a vida como uma dádiva de Deus.
É ser grato, reconhecido, forte, destemido.
É ser rima, é ser verso, é ver Deus no universo;
Parabéns a você nesse dia tão grandioso.
 
Desconhecido