quinta-feira, 30 de junho de 2011
sábado, 25 de junho de 2011
DESMAMENTO DA AMAZÔNIA AUMENTOU 72% EM MAIO DE 2011
20/6/2011
O desmatamento da floresta Amazônica em maio desse ano foi de 165 quilômetros quadrados. Se comparado com os 96 quilômetros quadrados desmatados no mesmo mês do ano passado, o dado representa um aumento de 72%. As informações são do Boletim Transparência Florestal, divulgado hoje (17) pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon).
A reportagem é de Amazônia.org.br, 17-06-2011.
O Estado que mais desmatou foi o Pará, responsável por 39% do desmatamento total, seguido por Mato Grosso (25%) e Rondônia (21%). O restante ocorreu no Amazonas (12%), Tocantins (2,5%) e Acre (0,1%).
Em maio de 2011, o Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) monitou apenas 47% da área florestal na Amazônia Legal. Os outros 53% do território estavam cobertos por nuvens o que dificultou o monitoramento na região central e norte do Pará, e nos Estados do Amapá e Roraima que tiveram mais de 80% da área florestal coberto por nuvens
O desmatamento acumulado no período de agosto de 2010 a maio de 2011, correspondendo aos dez primeiros meses do calendário atual de desmatamento, totalizou 1.435 quilômetros quadrados. Houve um aumento de 24% em relação ao período anterior (agosto de 2009 a maio de 2010) quando o desmatamento somou 1.161 quilômetros quadrados.
As florestas degradadas na Amazônia Legal - áreas em que a mata é explorada ou queimada, mas não totalmente derrubada - somaram 248 quilômetros quadrados em maio de 2011. Desse total, 42% ocorreu em Mato Grosso, seguido pelo Pará (27%), Rondônia (22%), Amazonas (7%), Tocantins (1,5%), e Acre (0,5%).
A degradação florestal acumulada no período de agosto de 2010 a maio de 2011 totalizou 6.081 quilômetros quadrados. Um aumento de 363%, em relação ao mesmo período do ano anterior, quando a degradação somou 1.312 quilômetros quadrados.
Carbono Afetado pelo Desmatamento
O Imazon também realiza o levantamento do carbono florestal comprometido pelo desmatamento. Em maio de 2011, foram 2,8 milhões de toneladas (com margem de erro de 303 mil toneladas). Isso representa um aumento de 55,6% em relação a maio de 2010 quando o carbono florestal afetado foi de 1,8 milhões de toneladas.
Em relação ao período acumulado, de agosto de 2010 a maio de 2011, foi de 22,8 milhões de toneladas (com margem de erro de 587 mil toneladas). Em relação ao mesmo período do ano anterior (agosto de 2009 a maio de 2010) houve um aumento de 5,7% na quantidade de carbono comprometido pelo desmatamento.
O aumento relativo (10,1%) do carbono florestal afetado pelo desmatamento no período de agosto de 2010 a maio de 2011 em relação ao período anterior (agosto de 2009 a maio de 2010) foi menor do que o aumento relativo de 24% do desmatamento detectado pelo SAD durante o mesmo período. Isso sugere que o desmatamento esse ano está ocorrendo em áreas com menores estoques de carbono florestal.
PASTORAL DA CRIANÇA EM PARCERIA COM A ECOOIDEIA INCENTIVA A PRODUÇÃO DE PLANTAS E ERVAS MEDICINAIS EM JURUTI VELHO
A produção de ervas e plantas medicinais iniciou na Vila Muirapinima há cerca de 45 dias, com a implantação de uma horta nas dependências do Casulo Municipal. O trabalho já apresenta bons resultados e por isso será levado a outras comunidades da Região de Juruti Velho.
Na próxima terça-feira, dia 28 de junho, às 9 horas da manha, representantes da Pastoral da Criança e da Ecooideia estarão na comunidade do Pompom a fim de incentivar os moradores de lá a implantarem uma horta medicinal. Com isso, eles pretendem contribuir com uma vida saudável, fazendo com que as pessoas possam usar da farmácia viva utilizando os conhecimentos e a sabedoria popular.
O uso de plantas medicinais pela população mundial tem sido muito significativo nos últimos tempos. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que cerca de 80% da população mundial fez o uso de algum tipo de erva na busca de alívio de alguma doença dolorosa ou desagradável.
Desse total, pelo menos 30% deu-se por indicação médica. A utilização de plantas medicinais, tem inclusive recebido incentivos da própria OMS.
São muitos os fatores que vêm colaborando no desenvolvimento de práticas de saúde que incluam plantas medicinais, principalmente econômicos e sociais.
REGIÃO DE JURUTI VELHO RECEBE EQUIPE DA FORÇA NACIONAL
sexta-feira, 24 de junho de 2011
segunda-feira, 20 de junho de 2011
PUXIRUM NO TERRENO DA ASSOCIAÇÃO CULTURAL DA RÁDIO COMUNITARIA MUIRAPINIMA
ACORJUVE, STTR de Juruti, Colonia de Pescadores Z42, ACOPRUJA, APROCINGA, ACOPRUCE, ACOPRUCA, ACOMUIRA, ACOPRUP, Igreja Assembleia de Deus, Igreja Catolica: Perceferança, Pastoral da Criança, Pastoral da Juventurde e Irmãs de Maristelas.
Limpeza do predio da Radio
É hora e botar a conversa em dia
ACORJUVE INSTALA GUARITA PARA IMPEDIR RETIRADA ILEGAL DE MADEIRA
A retirada ilegal de madeira na região do PAE - Projeto Agroextrativista Juruti Velho tem sido constante. Madeireiros aproveitam a pouca fiscalização que há no local para retirar toras de madeira considerada nobre. Nas comunidades de Prudente, Galileia, Surval e nas áreas Mutum, Pacoval a presença de madeireiros tem causado sérios problemas ambientais com a abertura de ramais e o desmatamento de grandes áreas da floresta.
Ramal aberto pelos madeireiro |
A atuação dos órgãos competentes tem deixado a desejar, pois não há agentes de fiscalização suficientes para atuar em toda a região do município de Juruti.
Por essa razão, a Associação das Comunidades da Região de Juruti Velho (ACORJUVE) decidiu intensificar as ações que já vinham sendo realizadas com a finalidade de combater tais crimes ambientais.
Há cerca de quinze dias, a ACORJUVE instalou na estrada que liga Juruti Velho a Parintins uma guarita a fim impedir a saída de caminhões carregados de madeira retirada ilegalmente da floresta. A extração da madeira, de acordo com a ACORJUVE, tem sido feita por madeireiros das cidades de Juruti e de Santarém.
A fiscalização é feita durante o dia e a noite por um grupo de comunitários da região de Juruti Velho ligados à ACORJUVE. “Os comunitários são responsáveis para abrir o portão da guarita para a passagem dos carros. Qualquer pessoa, qualquer veículo pode passar na estrada. Só é proibida a passagem de caminhões carregados de madeira. Seja lá quem for que tente passar com madeira na estrada, os comunitários fazem a apreensão do produto”, enfatizou Gerdenor Pereira, presidente da ACORJUVE.
Levantamento feito pela ACORJUVE mostrou que a atuação ilegal de madeireiros tem sido grande em Juruti Velho. Na floresta, ramais foram construídos para facilitar a passagem dos caminhões. O desmatamento já atinge grandes áreas. Uma vistoria feita recentemente pela associação em uma área do PAE Juruti Velho detectou, por exemplo, que arvores nobres, como Pau D’Arco, estavam demarcadas para serem derrubadas nos próximos dias. No entanto, a ação imediata da ACORJUVE conseguiu impedir que o crime ambiental fosse concretizado. “Conseguimos a tempo construir essa guarita que tem impedido a derrubada e a saída dessa madeira”, disse Gerdenor.
No PAE Juruti Velho, a saída da madeirada ilegal tem sido feita pelas estradas que dão acesso a Parintins, no Amazonas, e à comunidade de Prudente. Perguntado sobre a possibilidade de instalar uma guarita na estrada que dá acesso à comunidade de Prudente, Gerdenor informou que, por enquanto, não há necessidade, pois a fiscalização naquela área tem sido feita pelos próprios comunitários.
Outra preocupação da Associação das Comunidades da Região de Juruti Velho tem sido a ação de madeireiros na região da Gleba Curumucuri, pois lá também a fiscalização é precária o que facilita a ação de madeireiros ilegais. A ideia, segundo Gerdenor, é verificar junto com a Associação da Gleba Curumucuri a possibilidade de instalar naquela região uma guarita semelhante a que foi colocada na estrada que liga Juruti Velho a Parintins.
O presidente da ACORJUVE também informou que os órgãos competentes, como a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Juruti,(SEMMA) a Secretaria Estadual de Meio Ambiente (SEMA) , o Instituto de Terras do Pará (ITERPA) e o Ministério Público Estadual(MPE), Ministério Público Federal(MPF) INCRA, IBAMA, Polícias Civil e Federal, Prefeitura de Juruti, Câmara Municipal de Juruti já foram comunicados da construção dessa guarita. A ACORJUVE aguarda agora uma manifestação por parte dessas entidades. Gerdenor espera que esses órgãos se sensibilizem com a ideia da ACORJUVE porque, segundo ele, não está sendo fácil fiscalizar a retirada ilegal de madeira e manter a presença constante dos comunitários na guarita de fiscalização dentro da floresta para coibir a prática no PAE Juruti Velho.
O mesmo comunicado foi feito à ALCOA que também tem uma guarita próxima à estrada e que, de acordo com Gerdenor, “não estava nem aí para a retirada ilegal de madeira da região”. Vale ressaltar que essa estrada foi construída pelo multinacional para garantir a passagem dos caminhões carregados de bauxita.
Nos últimos dez meses, através de ações de fiscalização, a ACORJUVE conseguiu apreender 25 toras de Pau D´Arco; 05 toras de Guaruba; 420 pranchas de madeira, sendo 100 pranchas de Pau D’Arco, 80 de muiracatiara, 40 de angelim; e 20 esteios de Itaúba.
Das toras apreendidas, 15 foram beneficiadas para a construção de casas na Vila de Juruti Velho. Uma parte ainda encontra-se na floresta a esperada de um veículo de grande porte para transportar o material.
Sobre o destino que será dado ao restante da madeira apreendida, o presidente da ACROJUVE informou ainda que parte dela será usada para a confecção de móveis que serão usados na nova sede da Associação das Comunidades da Região de Juruti Velho, que está em fase de construção. “Outra parte nós nos comprometemos em doar para a comunidade de Santa Rita, que fica perto de Juruti, para a construção de uma escola. Uma quantidade dessa madeira também será doada para a construção da sede da associação da comunidade Ilha do Vale”, finalizou Gerdeonor.
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