sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
NOVAS TURMAS DE QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL NA AREA DE INFORMATICA BASICA.
As turmas funcionarão nos horários da manhã, tarde e noite. Aos sábados, as aulas irão até o meio-dia e atenderão conselheiros fiscais, comunitários e diretores da ACORJUVE.
ACORJUVE REUNE COM ENTIDADES PARA FIRMAR PARCERIA EM 2014.

etaria de Abastecimento, Secretaria de Meio Ambiente e o Representante do Banco da Amazônia Ag. Óbidos, a reunião teve como objetivo confirmar parceria entre ACORJUVE e demais órgãos de assistência técnicas aos créditos na área da agricultura familiar na região do PAE Juruti Velho. Durante a reunião o representante da EMATER e o diretor da ACORJUVE estabeleceram calendário de atendimento aos agricultores familiares que já tiveram suas DAP's aprovadas, o atendimento será no período de 10 a 16 de fevereiro/14 na sede da EMATER na cidade de Juruti. Outra boa notícia foi a de que o Banco da Amazônia estará credenciando técnicos que prestam serviços na secretaria de Abastecimento do município de Juruti e na ACORJUVE.
A PARÁBOLA DOS POÇOS
Era uma vez um país de poços. Qualquer visitante que chegasse, enxergava somente poços: grandes, pequenos, feios, lindos, ricos e pobres...
Os poços conversavam entre si, mas à distância, porque eram separados por terra seca. Na realidade, quem falava era a boca do poço que ficava ao nível da terra. E como a boca era oca, o poço criava eco, dando uma sensação de vazio, angús...tia, solidão e tristeza...
Havia poços com bocas muito largas, permitindo receber um monte de coisas. Por mais que suas bocas fossem grandes e recebessem esse monte de coisas, elas continuavam vazias, ressequidas e sedentas, bem como a terra ao seu redor. Nada preenchia aquele vazio que sentiam bem lá no fundo. E NO FUNDO... O POÇO NÃO ESTAVA CONTENTE!
E por falar em fundo... No meio desses poços, havia alguns que se permitiam olhar para o fundo, através das frestas deixadas pelas coisas que eram jogadas em suas bocas. Lá no fundo, existia algo diferente; algo que parecia assustador porque era muito diferente do que eles estavam acostumados a ver. Mas mesmo assim se sentiam impulsionados a descobrir o que era.
Depois de terem passado pelo meio de tantas coisas acumuladas em seu interior, conseguiram ter um leve vislumbre: foi o momento em que perceberam que havia água lá no fundo. Diante desta sensação tão rara, alguns tiveram medo e procuraram evitar o contato. Outros, porque tinham coisas demais abarrotando a boca, esqueceram logo a “sensação do profundo” e se ocuparam novamente com a superfície...
Às vezes, na superfície, algum poço falava desta experiência diferente. Até que houve um poço que, olhando bem para seu interior, entusiasmou-se e quis continuar. Como as coisas que abarrotavam a sua boca o incomodavam, procurou libertar-se delas, lançando-as corajosamente para longe. E o silêncio chegou! E ele começou a ouvir o borbulhar da água lá no fundo e sentir uma paz profunda, viva e duradoura... refrescante e salutar.
Este poço descobriu que sua razão de ser era a vida que se encontrava na profundidade de si mesmo e não na superfície ou na multidão de coisas que antes se acumulavam em sua boca. E SE TORNAVA MAIS POÇO, QUANTO MAIS PROFUNDIDADE TINHA!
Feliz com a descoberta, procurou tirar água de seu interior. Ao sair, a água refrescou a terra seca ao seu redor e tornou-a fértil e boa e as flores começaram a brotar.
A notícia se espalhou e as reações foram diversas: uns se mostraram incrédulos, outros sentiam o impulso por também fazer a experiência do profundo de si mesmo. Mas muitos desprezaram a novidade difícil. Era mais fácil deixar tudo como estava; ficar na superfície era mais cômodo...
Sem dúvida, alguns tentaram fazer a experiência e começaram a libertar-se dos objetos inúteis que abarrotavam sua boca e igualmente encontraram água em seu interior. A partir de então, as surpresas aconteceram: por mais água que se retirasse para regar ao redor, o poço não se esvaziava! E aprofundando ainda mais, descobriram que: ELES ESTAVAM UNIDOS ENTRE SI POR ALGO EM COMUM : A ÁGUA ERA A MESMA! E começou uma comunicação profunda, porque as paredes dos poços deixaram de ser limites...
Mas a descoberta mais sensacional veio depois: A ÁGUA QUE LHES DAVA VIDA VINHA DE UM MESMO LUGAR: O MANANCIAL...
O manancial estava bastante longe: na montanha que dominava o País dos Poços. A montanha estava sempre lá: majestosa, serena, pacífica! E com o segredo da vida em seu interior. Algumas vezes apenas visível entre as nuvens; outras vezes radiante de esplendor...
O manancial não tinha sido percebido antes, porque os poços se preocupavam somente com sua superfície. A partir da nova descoberta, trabalhavam por aumentar seu interior, crescendo em profundidade para que o manancial chegasse mais facilmente... E A ÁGUA QUE TIRAVAM DELES TORNOU A TERRA BELA.
Enquanto isso, lá fora, os que não faziam a experiência do profundo, continuavam a aumentar sua boca, procurando inutilidades para preencher o vazio...
Desconhecemos o autor
terça-feira, 26 de novembro de 2013
MINISTÉRIO PUBLICO REALIZA ENCONTRO PARA DISCUTIR MATRIZ DE LICENCIAMENTO DA ALCOA EM JURUTI
PROJETO ACORJUVE SUSTENTAVEL REALIZA OFICINA DE PRODUÇÃO DE RAÇÃO
ACORJUVE INSENTIVA NA QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAIS DE JOVENS DE JURUTI VELHO
Aconteceu sábado dia 16 de novembro, no centro de reuniões Jamachi - sede da ACORJUVE, a apresentação dos jovens que iniciaram os cursos de qualificação profissional nas áreas de Beleza e Instalações elétricas, ao todos são 30 jovens das diversas comunidades do PAE Juruti Velho. Estiveram presentes pais e responsáveis para conhecer os cronogramas dos cursos.
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
FALTA DE ENERGIA PREJUDICA MAIS DE 4 MIL PESSOAS NA VILA MUIRAPINIMA
A alegria dos moradores dos
bairros Central, Alegre, Castanheira e Prainha durou pouco...
Há
04 dias, os mais de quatro mil moradores da Vila Muirapinima, na região de
Juruti Velho, estão sem energia elétrica. Até o momento a população ainda não
sabe o real motivo do problema. Alguns acreditam que o gerador foi danificado
em virtude da qualidade do óleo diesel usado para garantir o funcionamento da
máquina, outros, pela falta de qualificação e de capacitação do profissional responsável
pela manutenção do mesmo.
O
gerador que abastece a vila e que foi adquirido pelo governo municipal, após
diversas solicitações dos moradores, e entregue à Vila Muirapinima no dia 23 de
outubro deste ano. Com o não funcionamento do máquina, a vila toda encontra-se
sem energia elétrica, com exceção de alguns que possuem gerador próprio. A situação
tem causado diversos prejuízos, principalmente aos comerciantes da vila que
todos os dias são obrigados a jogar no lixo dezenas de alimentos perecíveis,
que necessitam de refrigeradores para garantir a qualidade.
“Os fregueses reclamam porque o refrigerante está quente.
Antes a pessoa chegava ao comércio e levava pra casa dois, três frangos. Hoje
ela não pode fazer isso porque não tem como conservar o alimento. Nós,
comerciantes, também não podemos comprar muitos produtos para abastecer nossos
estabelecimentos. Diminuímos a quantidade de peixe e de carne. O governo
precisa ter mais responsabilidade com a população da Vila Muirapinima. Aqui já
é uma cidade. Só perdemos para Juruti Novo”, ressalta o comerciante João
Pimentel.
Antes
da entrega do atual gerador, a vila era abastecida por outros dois menores, que
foram desativados com a chegada do novo.
“A gente
percebe que está faltando o administrador do distrito dar uma explicação aos
consumidores. A vila recebeu um gerador novo, mas não sabemos se o problema
realmente é o que está sendo comentado. Alguns dizem que o problema foi
provocado pela qualidade do óleo diesel, outros dizem que a pessoa que opera a
máquina não recebeu o treinamento adequado”, destaca o professor Genildo
Pereira.
O professor
também está preocupado com o andamento das aulas do ensino médio regular, que
iniciaram recentemente, e que foram interrompidas por causa da falta de energia
na escola. “As aulas estavam programadas para encerrar em 2016, mas essa data
deve ser adiada”, lamenta. Genildo Pereira elenca ainda outros problemas que os
moradores da Vila Muirapinima estão enfrentando em virtude da falta de energia
elétrica. “À noite, além dos carapanãs, que podem causar problemas de saúde, a
escuridão também ameaça a segurança pública”, ressalta o educador. As aulas das
escolas da rede municipal, que à noite são reservadas aos alunos da EJA –
Educação de Jovens e Adultos estão suspensas.
Por sorte, a
Unidade de Saúde da Vila Muirapinima, que é referência na região de Juruti
Velho, tem gerador de energia próprio. Caso contrário, até o atendimento de
saúde seria prejudicado. A energia elétrica do DPM – Departamento de Polícia
Militar da Vila Muirapinima tem sido fornecida por um dos comunitários, para
que o trabalho desenvolvido pelos policiais militares e agentes comunitários
não seja interrompido.
O fornecimento
de água também não sofre nem um problema porque os microssistemas que garantem
o abastecimento das famílias possuem gerador de energia.
A revolta dos
moradores é por causa da falta de comunicação por parte do governo municipal,
que não informa a verdadeira causa da interrupção no fornecimento de energia e
nem fala sobre as providências que estão sendo tomadas para resolver o
problema.
PÉ DE PINCHA GARANTE REPOVOAMENTO DE QUELÔNIOS NO LAGO JURUTI VELHO
Há dez anos, a
Universidade Federal do Amazonas auxilia comunitários de Juruti Velho na
preservação de quelônios, ajudando tirar da extinção diversas espécies.
Durante muitos anos, a captura de
quelônios para a alimentação e para a comercialização foi uma atividade
constante na vida de moradores de diversas comunidades que formam a região de
Juruti Velho, no município de Juruti/PA. Atividade essa que reduziu
drasticamente a população de quelônios. Com o passar dos anos, os próprios
moradores foram percebendo que a captura dos quelônios estava se tornando uma
atividade difícil, que a quantidade de animais estava diminuindo. A fim de
reverter essa situação, moradores de Juruti Velho foram em busca de ajuda e
encontraram no Projeto Pé-de-Pincha uma alternativa que, ao longo de dez anos, tem ajudado a garantir
o repovoamento de quelônios no lago da região.
O projeto Pé-de-Pincha foi criado no
ano de 1999 por comunitários do município de Terra Santa/PA e por pesquisadores
da Universidade Federal do Amazonas – UFAM. O nome do projeto refere-se às
pegadas do Tracajá (Podocnemis unifilis)
que na areia ficam o formato de “pinchas” (tampinha de refrigerantes de
garrafas de vidro). O Pé-de-Pincha tem como missão preservar e conservar as
populações de quelônios da Amazônia, bem como realizar trabalhos sociais com as
comunidades ribeirinhas. Atualmente, o Pé-de-Pincha está presente em 15
municípios.
“Nós temos alcançado resultados
maravilhosos. No contexto geral já fizemos a soltura de mais de um milhão de
filhotes. É muito bom, é muito satisfatório. Muita gente que chegou criança
para participar do projeto hoje em dia já é adolescente, adulto, e tem repassado
a mensagem da conservação para as gerações. A gente vê os resultados. O lago tá
repovoado. Se você perguntar para as pessoas como era esse local antes e como
está depois da chegada do projeto você vai perceber que há muitas diferenças.
Em locais onde praticamente não havia mais quelônios, hoje em dia você encontra
bastante. E isso é muito engrandecedor”, declarou Cléo Ohana, engenheira
florestal, integrante da coordenação do Pé-de-Pincha.
No município de Juruti, o Pé-de-Pincha
atua desde o ano de 2003, beneficiando dezesseis comunidades da região de Juruti
Velho. Nesses quase dez anos de atividades os comunitários, com o auxílio dos
profissionais da UFAM, já depositaram nas águas do Lago Juruti velho mais de 32
mil quelônios. A iniciativa, além de garantir o repovoamento do lago, evita a
extinção de diversas espécies de quelônios.
O trabalho dos comunitários começa no
mês de setembro, época da desova dos quelônios. Os animais encontram nas praias
formadas nas margens do lago Juruti Velho o local ideal para depositar os ovos,
que, posteriormente são recolhidos por moradores e colocados em chocadeiras
naturais, também nas margens do lago, mas em locais protegidos da ação de
predadores, principalmente do homem. O nascimento dos animais acontece dois
meses depois. Após o nascimento, os quelônios recebem tratamento adequado até
completarem sete/oito meses, para então ser soltos nas águas do lago.
O dia
dedicado à soltura dos quelônios começa com um grande ritual. No mês de
setembro, a equipe da VOX GREEN acompanhou o trabalho do Pé-de-Pincha
desenvolvido na comunidade Surval, em Juruti Velho. Um ritual, que mobiliza
toda a comunidade, antecede a soltura dos animais. Na capela dedicada a Nossa
Senhora do Livramento, comunitários realizam a celebração da vida. Na frente do
altar, uma bacia cheia dos pequenos animais é colocada a fim de receber a
proteção divina.
Após a
celebração, vem a segunda parte da programação, que acontece no barracão
comunitário. Na oportunidade, os moradores que participam ativamente do projeto
recebem certificados pelos trabalhos prestados à natureza. Aos demais são
repassadas orientações que vão auxiliá-los no combate à captura ilegal de
quelônios no lago Juruti Velho.
A terceira
e última etapa do ritual acontece às margens do Lago Juruti Velho. É quando os
pequenos animais são conduzidos por moradores ao seu novo lar. As crianças são
as mais entusiasmadas. Desde pequenas elas participam do Pé-de-Pincha e
aprendem o quanto é importante preservar a natureza. Nesta etapa, a comunidade
Surval soltou 1.158 quelônios de várias espécies.
A parceria
com a ACORJUVE – Associação das Comunidades da Região de Juruti Velho tem sido
primordial para que o Pé-de-Pinha alcance seu principal objetivo. Boa parte da
estrutura necessária para o desenvolvimento das atividades do projeto nas
comunidades da região é cedida pela ACORJUVE. Na comunidade Surval, o
comunitário Reginaldo Souza Guerreiro, é um dos que percorrem a região reunindo
com moradores e repassando uma série de orientações a fim de preservar o lago e
garantir a permanência dos quelônios. “Através do diálogo a gente vai
conquistando muita gente. Mas, infelizmente, muitas pessoas ainda não têm essa
consciência de preservar, querendo só destruir”, lamenta o comunitário, que faz
parte da diretoria da ACORJUVE.
Um dos problemas que a região enfrenta
para a preservação dos quelônios é a falta de fiscalização. “Precisamos de
agentes ambientais voluntários para fazer a fiscalização e com isso não deixar
que o trabalho seja prejudicado”, declarou o engenheiro de pesca Alex Leão,
integrante do Pé-de-Pincha.
“O papel da comunidade é inspecionar,
fiscalizar, evitar que as pessoas coletem os ovos dos locais protegidos. Muita
gente só pensa em pegar os ovos e os quelônios para comer, sem se preocupar com
a preservação dos animais. O trabalho não para, é contínuo, muita vigilância”,
informou o coordenador do Pé-de-Pincha na comunidade Surval, Davi Assunção
Matos.
Em 2014
haverá nova soltura de quelônios no Lago Juruti Velho. De acordo com Davi
Assunção, neste ano já foram recolhidos mais de 50 ovos de quelônios só na
comunidade Surval. “No ano que vem a nossa meta é soltar pelo menos três mil
quelônios”, informou o coordenador.
ANO
|
QUANTIDADE
|
2003
|
1.527
|
2004
|
1.755
|
2005
|
3.109
|
2006
|
4.320
|
2007
|
3.697
|
2008
|
3.193
|
2009
|
1.630
|
2010
|
4.410
|
2011
|
5.061
|
2012
|
3.753
|
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