terça-feira, 13 de dezembro de 2011

BELO MONTE É MAIS BARATA E MENOS POLUENTE

Custos de mitigação dos impactos sócioambientais é inferior ao custo ambiental que uma térmica a gás natural ocasionaria

 A Usina Hidrelétrica de Belo Monte, que está sendo construída no Rio Xingu (PA) vai trazer menos impactos ambientais do que a utilização de alternativas com energias fósseis e os custos serão menores do que outras fontes renováveis. A conclusão está no estudo Análise Comparativa entre Belo Monte e Empreendimentos Alternativos: Impactos Ambientais e Competitividade Econômica, elaborado pelo Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Na análise, os professores Nivalde José de Castro, André Luis da Silva Leite e Guilherme Dantas avaliam quais seriam as fontes alternativas a Belo Monte para o atendimento da demanda crescente por energia e os impactos ambientais dessas fontes. Segundo eles, caso Belo Monte não viesse a ser construída, seria necessária a implementação de fontes alternativas que suprissem a demanda, que teriam impactos ambientais maiores ou que não teriam consistência suficiente, em termos de segurança energética, para atender ao crescimento da necessidade por energia elétrica projetada para os próximos anos no Brasil.

“Belo Monte é uma obra eficiente, que tem que ser feita. O Brasil precisa de energia e qualquer nova unidade geradora de energia causa impacto ambiental, e temos que analisar o custo-benefício em relação às outras fontes de energia. Nesse estudo fica claro que a hidrelétrica é a que apresenta o melhor custo-benefício em relação às outras fontes”, disse Castro.

Os estudiosos apontam que o Brasil tem um grande potencial de fontes alternativas e renováveis de energia elétrica: eólica, biomassa e solar, mas a prioridade a essas fontes implicaria perda de competitividade da economia brasileira, em função do diferencial de custos em relação à hidreletricidade. Também poderia haver problemas de garantia e segurança de suprimento em razão da sazonalidade e da intermitência dessas fontes alternativas.
“Desta forma, em um cenário em que não fosse construída a usina de Belo Monte, a construção de usinas termoelétricas seria obrigatória de forma a manter o equilíbrio e segurança entre a carga e a oferta de energia. A questão que se coloca é quais seriam os impactos ambientais das alternativas fósseis e a comparação deles com os impactos ambientais de Belo Monte”, avalia o estudo.

A análise aponta também que os custos de mitigação dos impactos sócioambientais da Usina de Belo Monte são de cerca de R$ 3,3 bilhões, o que é inferior ao custo ambiental que uma térmica a gás natural ocasionaria, que seria de mais de R$ 24 bilhões. “Ou seja, a opção térmica possui um impacto ambiental quase oito vezes maior que o custo de mitigação ambiental de Belo Monte”.

Belo Monte é uma das principais obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e deve ser concluída até 2015. Com potência instalada de 11,2 mil megawatts, será a maior hidrelétrica totalmente brasileira (Itaipu, que tem 14 mil megawatts de potência, é binacional) e a terceira maior do mundo.



Fonte: ABr

RIO JARI PODERÁ TER MAIS TRÊES HIDRELÉTRICAS

O Rio Jari, que fica na divisa dos estados do Pará e Amapá, poderá ter mais três hidrelétricas, além da Santo Antônio do Jari que está em construção. Os estudos de inventário hidrelétrico da Bacia Hidrográfica do Rio Jari foram aprovados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e totalizam uma potência de 1.362 megawatts (MW), divididos em três empreendimentos.

Com a aprovação do inventário hidrelétrico, o próximo passo é a elaboração do projeto básico e dos estudos de viabilidade para a construção de novas usinas no Rio Jari, afluente da margem esquerda do Rio Amazonas.
Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), que elaborou os estudos, os três aproveitamentos hidrelétricos podem ser construídos no curso do rio principal. O Açaipé B, o maior identificado, tem potência instalada de 831,1 MW. Os demais, Urucupatá e Carecuru, têm respectivamente 291,5 MW e 240,2 MW.

A Usina Santo Antônio do Jari terá potência instalada de 373,4 (MW) e já recebeu licença de instalação para o início das obras. A previsão é que a hidrelétrica comece a operar em dezembro de 2014.

Fonte: Agência Brasil

DIA DE PUXIRUM NO TERRENO DA RADIO MUIRAPINIMA

Por Belo Monte, Altamira diz ‘não’ à separação

A cidade de Altamira, onde está sendo construída a usina hidrelétrica de Belo Monte, foi exceção no plebiscito de anteontem no Pará, marcado pela polarização entre as regiões que defendiam a divisão do Estado, no sul e no oeste, e a capital e arredores, onde a maioria dos eleitores votou pela manutenção do atual território.

Apesar de estar incluída no território de Tapajós, Estado que seria criado na região oeste caso os separatistas tivessem vencido, Altamira votou majoritariamente contra a divisão. O placar foi de 64,5% pelo “não” a Tapajós e 35,5% pelo “sim”, votação até “equilibrada”, já que, na maioria das cidades, o lado vitorioso ficou com mais de 90% dos eleitores.

Houve até um virtual consenso em Santarém, que pretendia ser a capital de Tapajós. Lá, a proposta de divisão conquistou nada menos que 98,6% dos votos válidos. O título de cidade mais separatista do Pará, no entanto, coube a Piçarras, onde a causa teve que 99,5% dos votos.

Os líderes da frente pró-Tapajós já temiam a derrota em Altamira. Alguns consideram que um dos erros estratégicos dos separatistas foi a inclusão da sede de Belo Monte na área que postulava a separação. “Se Altamira tivesse ficado no mapa do Pará, não haveria, para o pessoal de Belém, o impacto psicológico de uma perda tão grande de território”, disse a prefeita de Santarém, Maria do Carmo (PT), que ontem decretou luto oficial por causa do resultado do plebiscito. 

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Prefeita Maria do Carmo decreta luto oficial em Santarém

11/12/2011 as 22h03min       

Neste domingo (11), o eleitor paraense foi às urnas para opinar sobre a criação de dois novos estados, a partir do Pará. Com o resultado parcial da apuração dos votos, que indicava a vitória do Não, os membros da Frente Pró-Estado do Tapajós se reuniram em uma entrevista coletiva com a imprensa Santarena.

Na ocasião estiveram presentes alguns políticos da região, como o deputado Federal Lira Maia, o deputado estadual Alexandre Von e a prefeita de Santarém, Maria do Carmo.

Para o deputado Lira Maia, as regras do Plebiscito favoreceram em vários tópicos a campanha do Não. Para ele, a luta está apenas começando. “Quero dizer que todo este esforço de mais de 1.146.762 pessoas, não foi em vão e nem desperdiçada, pois este numero será a lenha para a nova batalha daqui pra frente”.

A prefeita Maria do Carmo concordou com o deputado e ressalta que o resultado poderia ser diferente se apenas os ‘novos Estados’ fossem consultados. – “1.146.762 não é 'meia dúzia de políticos' como haviam falado no decorrer da campanha, e se dependesse da votação na região interessada, hoje estaríamos comemorando a criação de 2 novos estados.. – Ainda em seu discurso, a Prefeita declarou luto oficial na cidade. Nesta segunda-feira (12) as bandeiras serão hasteadas a meio mastro.

Olavo das Neves, um dos líderes do Movimento Pró-Estado do Tapajós, destacou o descaso da população metropolitana da capital das necessidades da região. – “Nós nos curvamos a democracia, mas não posso deixar de registrar o quanto fomos chamados de parasitas, forasteiros, bandidos, ladrões e etc, por pessoas que realmente não conhecem a região, e eu como filho de Belém e conhecedor das necessidades desta região não posso desistir desta luta, agora mais ainda por uma questão de honra”.
Com informações da Frente Pró-Estado do Tapajós

Fonte:http://notapajos.globo.com

IMAGEM DE JURUTI VELHO

domingo, 11 de dezembro de 2011

ASSEMBLEIA DE VOTAÇÃO DO PDA DO PAE JURUTI VELHO



Termina votação em plebiscito que vai decidir sobre divisão do Pará

Divisão do Pará (Foto: Editoria de Arye/G1)

Foi encerrada às 17h (18h no horário de Brasília) deste domingo (11) a votação no plebiscito sobre a divisão do território do Pará para a criação de mais duas unidades da federação, Tapajós e Carajás. As seções eleitorais foram abertas as às 8h (9h no horário de Brasília) para receber os cerca de 5 milhões de eleitores paraenses aptos a votar.

Fonte:http://g1.globo.com

Eleitores do Pará vão às urnas para decidir sobre divisão do estado

 

Cerca de 4,6 milhões de paraenses vão as urnas hoje (11) para decidir sobre a divisão do estado. O plebiscito poderá desmembrar o território do segundo maior estado do país em até três partes: um Pará remanescente e duas novas unidades da federação, Carajás e Tapajós.
Se aprovado no plebiscito, Tapajós, no oeste  do Pará, vai ficar com 59% da área do atual estado, divididas em 27 municípios, com população total de 1,2 milhão de habitantes. O novo estado nasceria com Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 6,4 bilhões.
Tapajós seria o mais “verde” dos estados resultantes da divisão do Pará, com grande parte do território protegido em unidades de conservação e terras indígenas. No entanto, herdaria a polêmica obra da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, que está sendo construída nos limites do novo estado. Caso a criação do Tapajós seja aprovada, as cidades de Santarém e Altamira são as principais candidatas ao posto de capital.
Já Carajás, no sul do estado, ficaria com 39 municípios, 24% do atual território do Pará e 1,5 milhão de habitantes. Pólo de exploração mineral de ferro e cobre, o novo estado teria PIB de R$ 19,6 bilhões. Mas já nasceria com alguns dos piores indicadores sociais do país.

COMUNITÁRIOS DE JURUTI VELHO E CURUMUCURI FAZEM MANIFESTAÇÃO PEDINDO DIREITO A TERRA

Na última quinta-feira, 17, aconteceu na cidade de Juruti uma manifestação popular liderada pela Associação das Comunidades da Região de Juruti Velho (ACORJUV) que reuniu mais de mil pessoas nas ruas da cidade e findou no Fórum de Justiça local, onde deveria ter ocorrido uma audiência sobre reintegração de posse.

Segundo o assessor jurídico da ACORJUV, Dilton Tapajós, há uma ação contra o presidente da Associação, Gerdeonor Pereira, e contra o presidente da Associação das Comunidades da Gleba Curumucuri (ACOGLEC), Isaias Vitor. A autor da ação, o senhor Antônio Cabral Abreu, afirma ser dono de 122 mil hectares de um área que abrande tanto Juruti Velho, como Curumucuri e Mamuru. Há 2.500 famílias na área, que podem ser despejadas, caso a justiça dê parecer favorável ao autor.

A audiência para ouvir as partes envolvidas foi adiada, e de acordo com Dilton Tapajós, a próxima audiência deverá ocorrer em meados de março de 2012. Gerdeonor Pereira afirma que eles não vão abrir mão da terra que pertencem às famílias tradicionais. “Jamais nós vamos abrir mão da terra onde nós nascemos e estamos crescendo e de onde tiramos o nosso sustento de cada família. Estamos preparados para enfrentar o Abreu. Se caso a juíza der o direito a ele, vamos ter que ir para um enfrentamento mais radical”, frisou o presidente da ACORJUV.

Mas para o Isaias Vitor, a justiça ficará do lado do povo. “A ACOGLEC estará junto com a ACORJUV nessa luta, porque essas famílias merecem o nosso apoio. A gente tem a parceria da Prefeitura, da Igreja, então nós vamos usar todos esses nossos parceiros para lutarmos juntos. Sei que a vitória será nossa”, disse o representante do Curumucuri.

O prefeito Henrique Costa falou que a Prefeitura de Juruti não poderia deixar de apoiar a luta pelo bem do povo e do que é direito das famílias tradicionais. “Não temos nenhuma postura política, mas de apoio de todo o nosso governo e não poderia ser diferente, e qualquer pessoa de bem não pode ter outra postura se não de apoio”.

Segundo o prefeito, ele vai solicitar que a Procuradoria do Município acompanhe este processo, que se é de interesse público, é de interesse da Prefeitura.

Fonte PMJ/Secon