sábado, 13 de agosto de 2011

Monitoramento via satélite combate crimes ambientais no Pará


O sistema é coordenado pelo Núcleo de Monitoramento Florestal do Instituto de Desenvolvimento de Floresta do Pará (Ideflor), que, desde 2008, realizou um levantamento dos últimos 25 anos sobre as áreas florestais públicas do Estado. “Esta análise histórica serviu para identificarmos quais intervenções ocorreram, e quando ocorreram, nas florestas paraenses, com a sua respectiva quantificação. Há casos que verificamos no fim dos anos oitenta a degradação de uma área e, em análises mais recentes, já percebemos a regeneração do mesmo local”, explica Pedro Bernardo, coordenado do Núcleo no Ideflor.

Segundo Pedro, as ocorrências identificadas por meio do sistema são o desmatamento, ou o chamado corte raso, quando há destruição total da vegetação; o corte seletivo, quando há derrubada de determinada espécie de árvore, além da abertura de estradas e pistas de pouso clandestinas. “As ocorrências identificadas nesta análise histórica geraram um mapa que chamamos de ‘marco-zero’, com tudo o que aconteceu nas florestas estaduais do Pará”, ressalta.

Pedro diz que a partir deste "marco-zero" o governo acompanha em tempo real qualquer alteração nas áreas florestais, facilitando, inclusive, a ação de combate a determinado crime, que passou a ser mais ágil com as observações permanentes. “Os crimes ambientais devem ser reduzidos nas florestas estaduais graças às análises fornecidas pelo sistema, com as quais conseguimos chegar em tempo hábil para flagrar a ação ilegal”, assegura.

De acordo com o coordenador, diversas ações em todas as regiões do Estado são planejadas a partir das análises via satélite. Algumas serão executadas em breve, outras já foram ou estão em andamento. É o caso da operação Mamuru, na gleba Curumucuri, a 50 Km de Juruti, no oeste paraense. Desde o último sábado, 6, os órgãos ambientais e de segurança pública do governo desocupam a área de aproximadamente 33 mil hectares, que nos últimos anos era alvo de madeireiras e posseiros ilegais. Neste local o Estado irá implantar o primeiro centro de treinamento de manejo florestal do Pará.

Além de facilitar o plano de ação do Estado, o sistema de monitoramento de florestas utiliza tecnologia de georeferenciamento. Pedro Bernardo destaca que após identificarem um crime ambiental por meio das imagens de satélite, um plano é elaborado e, com a ajuda do sistema e de GPS’s, eles vão a campo fazer a fiscalização da área. “Com a ajuda de tecnologia e metodologia de ponta, utilizada em vários países, nós verificamos as ocorrências e partimos para a área afetada. O GPS aponta o local aonde queremos chegar. Em outras palavras, sabemos exatamente onde queremos chegar e aonde devemos ir”, afirma. As missões desenvolvidas a partir das análises do satélite também são realizadas pelo ar. Pedro conta, que além de utilizar a tecnologia de georeferenciamento em terra, sobrevôos também são feitos nas áreas apontadas como degradadas.

Fonte:http://www.brasilocal.com

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Tropas federais serão enviadas para garantir segurança no plebiscito do Pará

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), aprovou ontem o envio de tropas federais para 14 cidades paraenses em dezembro, durante o plebiscito que irá definir se o estado será dividido, com a criação do Tapajós e de Carajás.
  O pedido de reforço policial foi solicitado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA).
  A data de votação é o dia 11 de dezembro, no horário entre as 8h e as 17h. Primeiro, os eleitores paraenses responderão se querem ou não a criação do Tapajós, e depois responderão o mesmo sobre Carajás.
 Segundo a relatora do pedido, ministra Cármem Lúcia, a solicitação foi feita com base no relato do secretário de Segurança Pública do Estado, Luiz Fernandes Rocha.
  A ministra acentuou que a área é historicamente conflitante pelo intenso fluxo migratório, inclusive com atritos de natureza fundiária.
  Os municípios que terão reforço na segurança são: Altamira, Brasil Novo, Monte Alegre, Santarém, Alenquer, Óbidos, Juruti;
 E ainda, Marabá, Oriximiná, Santana do Araguaia, São Félix do Xingu, Tucumã, Orilândia do Norte, Pacajá e Anapu.
   Além da segurança, as tropas federais vão dar apoio logístico para o evento, com o transporte de urnas para regiões afastadas com o auxílio de helicópteros e barcos


Fonte:http://www.radioruraldesantarem.com.br
10/8/2011

terça-feira, 9 de agosto de 2011

OPERAÇÃO MAMURU FISCALIZA ÁREA DE DESMATAMENTO EM JURUTI


Fotos Bel

A segunda etapa da operação Mamuru, que o governo do Estado intensificou a partir desta segunda-feira (8), na Gleba Curumucuri, a cerca de 50 quilômetros do município de Juruti, no oeste paraense, fiscalizou diversos pontos onde agentes ambientais identificaram atividades ilícitas de exploração de madeira e desmatamento na região. A fiscalização começou no quilômetro 43 da rodovia PA-257.

Um ramal que dá acesso à área de exploração dava um exemplo da ousadia dos madeireiros, que construíram uma porteira proibindo a entrada de estranhos no local. O acesso é difícil. Estrada de terra, com trechos de atoleiros e mata fechada, onde apenas carros traçados conseguem trafegar, e ainda assim com dificuldade.

A equipe é coordenada pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal do Pará (Ideflor), com a parceria com a Delegacia Estadual de Meio Ambiente (Dema), da Polícia Civil, Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Terras do Pará (Iterpa), Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) e Instituto de Perícias Científicas Renato Chaves. Os agentes estaduais percorreram pelo ramal e dentro da mata os pontos identificados pelo monitoramento via satélite feito pelo Ideflor.

Clareiras – “Há diversos pontos identificados pelo nosso sistema de monitoramento. Verificamos essas ocorrências e estamos fiscalizando in loco essas situações, a fim de garantir a segurança no local, sem a presença de exploradores ilegais”, afirma o coordenador da operação pelo Ideflor, Pedro Bernardo.
Ao longo da rota de fiscalização é possível encontrar clareiras no meio da mata, com poucas árvores grandes ainda em pé. Da maioria restou apenas parte do tronco. Tábuas de madeira já beneficiadas também foram encontradas pela fiscalização. Muitas, segundo os peritos do Renato Chaves, já estavam abandonadas há quase um ano.


Pedro Bernardo explica que os extrativistas trabalham mais na época do verão e que quando percebem fiscalizações abandonam todo o material no local e fogem. Segundo ele, essas são serrarias móveis. Os madeireiros usam uma estrutura fácil de montar e desmontar, sem prejudicá-los num momento de fuga. Por isso, não é difícil encontrar vários pontos de extração ilegal dentro da mata.


Um desses pontos fiscalizados pelos agentes parecia ser um sítio, com plantação de frutas e legumes, mas ao fundo o local apresentava diversas irregularidades, entre elas, segundo o agente de fiscalização da Sema, Victor Mendes, estão a construção de um forno de carvão, desmatamento e a captação e o represamento de água em um córrego que passa atrás da propriedade, que teria sido abandonada há poucos dias.
“Aqui no local não há ninguém para prestar esclarecimentos, está aparentemente abandonado. O dono deste local será autuado por crime ambiental”, afirmou Victor.

Em outra propriedade próxima, policiais civis e do Batalhão Ambiental encontraram pólvora, gasolina, óleo diesel e dentes de motosserra. Tudo estava escondido no mato. O material é rotineiramente usado por quem pratica a extração ilegal de madeira, segundo os policiais. O homem que estava na casa negou ser dono do material e disse que tudo, assim como o terreno, pertence a um empresário de Juruti. A Polícia está investigando o envolvimento deste empresário no caso.


Manejo – A operação Mamuru tem como objetivo desocupar a área de 33 mil hectares, que nos últimos anos tem sido alvo de madeireiras ilegais e onde o Estado vai implantar um centro de treinamento de manejo florestal. Desde o último sábado (6), homens do BPA formaram barreiras na área, a fim de evitar a fuga dos madeireiros. Já foram apreendidas seis espingardas, duas delas de calibre 12, de alto poder de destruição, três motosserras e um caminhão com duas toras de Ipê. Ao longo desta semana outros materiais devem ser apreendidos pela operação.


A partir desta semana, com a ação policial e ambiental, a gleba será ocupada pelos órgãos do Estado a fim de garantir a segurança do local. Um posto policial fixo será instalado para impedir a extração ilegal de madeira. A Gleba Curumucuri faz parte do conjunto de cinco glebas conhecido como Mamuru-Arapiuns. O nome faz referência aos dois rios que cercam a região. A área total deste complexo corresponde a 1,312 milhão de hectares, o equivalente a 1,3 milhão estádios do Mangueirão.

Diversas comunidades vivem no local, mas a ação predatória tem prejudicado a fauna e a flora da região. Segundo o coordenador do Ideflor, pelo menos dois mil hectares já foram desmatados na gleba Curumucuri. A partir de agora, com a retomada da área, no local será implantado o Centro de Treinamento de Manejo Florestal do Estado.


Data:09.08.11

sexta-feira, 29 de julho de 2011

JURUTI ENTRA EM FESTA EM MAIS UMA EDIÇÃO DO FESTIVAL DAS TRIBOS

 O município de Juruti, na região oeste do Pará, entrou em clima de festa e rivalidade desde quinta-feira (28), com o tradicional Festival das Tribos, que tem como tema 'Amazônia: magia da vida, explosão tribal'.
Quem subiu no palco da arena do Tribódromo de Juruti para abrir oficialmente o Festribal foi a banda Biquíni Cavadão.
A programação segue até hoje dia 30, com o grande duelo das tribos Mundurukus e Muirapinima. Ontem, aconteceu a apresentação das tribos mirins e hoje, o grande duelo das tribos Mundurukus e Muirapinima, no Tribódromo do município. A tribo Muirapinima vai levar para a arena este ano o tema 'Ancestralidade'. Já a Tribo Mundurukus apresenta 'Sabedoria Indígena'.
A cidade está dividida entre as cores amarelo e vermelho dos Mundurukus e  azul e vermelho, dos Muirapinima. A rivalidade pode ser vista na decoração das casas, nas roupas usadas pelos moradores, nas bandeiras que colorem o céu de Juruti neste mês de julho e, principalmente, nos acessórios indígenas.
 Os turistas conferem de perto toda esta movimentação. A movimentação de chegada dos visitantes é intensa na cidade desde o início desta semana e mais de 30 mil pessoas devem participar do Festribal durante este final de semana.





fonte: http://www.orm.com.br/2009/noticias/default.asp?id_modulo=24&id_noticia=544846

CAMPANHA ESTIMULA CUIDADOS COM HEPATITES

Serviço inédito na internet avisará jovens sobre a hora de se vacinar contra a doença

Imagem: http://www.google.com.br/search
Entre 1999 e 2010 foram notificados 307.446 casos de hepatites virais no Brasil, incluindo os cinco tipos da doença – A, B, C, D e E. Esses foram os dados divulgados pelo Boletim Epidemiológico das Hepatites Virais no Brasil apresentado pelo Ministério da Saúde nesta quinta-feira (28). Diante desse quadro, foi lançada uma campanha nacional para conscientizar a população sobre os riscos e prevenção para enfrentamento das hepatites virais, com o objetivo de reduzir a incidência desses males e melhorar a qualidade de vida dos portadores da doença. A fim de marcar o Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais no Brasil, o ministério fez o lançamento de campanha publicitária com a produção de cartazes, fôlderes, spot de rádio e vídeo para TV, além de um serviço eletrônico inédito na internet que avisará os jovens sobre a hora de se vacinar contra a doença. 
O foco da campanha são fatores de risco e vulnerabilidade, prevenção, importância do diagnóstico precoce e vacinação contra a hepatite B. Com o slogan “Hepatites B e C são doenças silenciosas”, o material informativo passa mensagens específicas para seis públicos: manicures, tatuadores, gestantes, profissionais de saúde, jovens e adultos. 
As peças destinadas aos adultos estimulam o diagnóstico precoce. A hepatite B é mais frequente na faixa etária de 20 a 49 anos e a C entre as pessoas de 30 a 59 anos, mas muitas pessoas desconhecem sua condição sorológica. Os testes estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) e podem prevenir as complicações que as hepatites podem causar, como a evolução para cirrose ou câncer de fígado. Além disso, a falta de diagnóstico precoce para a hepatite C também é a principal causa de indicação de transplante de fígado no Brasil.

Doença - A hepatite viral é a inflamação do fígado produzida por um vírus e pode permanecer vários anos sem apresentar sintomas. Muitas pessoas só percebem que estão doentes (principalmente as que têm os tipos B e C), quando as manifestações já são graves, como cirrose ou câncer de fígado

Fonte: Ministerio da Saude

SOLDADO CIDADÃO

 
Soldado Cidadão
Foto: Ministério da Defesa
Quando 2011 chegar ao fim, cerca de 16.500 jovens que prestam o Serviço Militar Obrigatório estarão aptos a enfrentar o mercado de trabalho em igualdade de condições com aqueles que não tiveram uma passagem da vida no quartel. A projeção é feita pelo Departamento de Mobilização (DEPMOB) do Ministério da Defesa, órgão responsável por coordenar o Projeto Soldado Cidadão. Criado em 2004, o projeto visa investir na formação profissional do jovem, para que ele saia da corporação capacitado a realizar atividades mais integradas ao cotidiano civil. O Soldado Cidadão alcança 134 municípios de todo o país. Há desde cursos em serviços gerais (eletricistas, pedreiros, marceneiros, pintores) até áreas mais específicas, como aprovisionamento (cozinheiros, padeiros, garçons), transportes (mecânicos, motoristas, pintura automotiva), saúde (auxiliares de laboratório e de farmácia) e informática (montagem e manutenção de redes, webdesigner). Somente em 2010, o Projeto formou 14.800 jovens.

por Secom em 28/07/2011 20:57hs

quinta-feira, 28 de julho de 2011

REUNIÃO DA DIRETORIA, CONSELHO E ASSESSORIA DA ACORJUVE

A Diretoria e conselho deliberativo da ACORJUVE, reuniu na manhã do dia 27 de julho de 11, no centro catequético da Região da Vila Muirapinima
Participaram da reunião 44 conselheiros/as

domingo, 24 de julho de 2011

A PURA E MAIS BELA IMAGEM DA INFANCIA

CAPACITAÇÃO DIGITAL PARA JOVENS DO PAE JURUTI VELHO


No período de 23 a 25 de julho de 2011, uma equipe formada por três pessoas da Casa Puraqué, que é uma entidade não-governamental que trabalha com ferramentas tecnológicas em Software-Livre, ministram oficinas para jovens da Região de Juruti Velho, as oficinas acontecem no Telecentro que é coordenado pela ACORJUVE. O objetivo das oficinas é socializar conhecimentos no mundo digital, para que possam repassar esse conhecimento para outras pessoas, tornando-os multiplicadores digitais.


Pe. ANCHIETA E AMIGOS/AS VISITAM SALA DA ACORJUVE


Na manhã de sábado a diretoria da Acorjuve recebeu visita do Pe. José Anchieta, pároco da Paroquia Nossa Senhora da Saúde – Juruti e amigos do Estado de Minas Gerais, que estão em férias na região Norte.
Fotos: Bel
Os visitantes foram acolhidos pela Simone Castro - Secretaria da Acorjuve que fez uma explanação sobre as atividades da instituição