segunda-feira, 26 de agosto de 2013

MANDATO COLETIVO

  Chega certo momento que, duas coisas são importantes: olhar para trás rever a caminhada feita e agradecer a Deus, aos companheiros e companheiras, a comunidade em que vivemos, as pessoas que confiam em nosso trabalho e a nós mesmos.
 Rever nos permite ver de novo a caminhada feita. É consciência, hoje, de como agimos ontem, para melhor agir amanhã. Rever a caminhada nos permite perceber as forças e as oportunidades que tivemos para construir um processo de mudança para melhor. Mas é necessário perceber as fraquezas que persistem como desafios, que precisamos enfrentar.
Neste momento é que, nós nos propusemos a entender e aprofundar o trabalho de coletividade e saber que cada conquista realizada depende de muitos e muitas
Uma sexta feira diferente, os secretários e vereador parou, para ouvir o povo que os elegeram e confiam no trabalho que vem sendo desenvolvido por estes.
Parabéns aos secretários de Agricultura e Abastecimento - Eraldo Albuquerque, ao Secretário Antonio Marcos Tavares e ao vereador Pedro Natividade
 
 

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

CRIAÇÃO DE GALINHAS E DE PEIXES EM GAIOLAS – ALTERNATIVA QUE PODE MUDAR A VIDA DE COMUNIDADES DA REGIÃO DE JURUTI VELHO

Dona Ester Pereira
Dona Ester Pereira
 
Juruti Velho, a cerca de 03h de barco do porto de Juruti, Oeste do Pará, é uma região composta por 51 comunidades, onde vivem aproximadamente 9 mil pessoas. Tem atraído a atenção de turistas de várias partes do Brasil e do exterior por suas belezas naturais, que mostram o potencial turístico que a região oferece. As águas escuras que banham Juruti Velho revelam grande atrativo no período de setembro a fevereiro: belas praias de areia branca e de água cristalina, que podem ser encontradas com facilidade em quase todas as comunidades que formam a região. Mas tanta beleza esconde uma triste realidade: capturar o peixe para a alimentação do dia a dia dos comunitários não é nada fácil. A escassez do produto tem levando muitos moradores a investir em outras atividades, como a criação de peixe em gaiola flutuante e a criação de galinha. A iniciativa faz parte de um projeto denominado ACORJUVE Sustentável, criado pela Associação das Comunidades da Região de Juruti Velho.
Há dois anos, a rotina de dona Ester de Matos Pereira, que mora na comunidade Monte Moriá, tem sido a mesma: acordar cedo, preparar o café para o marido e cuidar das galinhas que cria no quintal. A criação de aves foi alternativa encontrada por ela para conseguir um dinheiro a mais, haja vista que a produção de derivados da mandioca, como a farinha e o beiju, não estava sendo suficiente para gerar a renda necessária para a manutenção da família e da pequena propriedade, que fica às margens do lago Juruti Velho.
Além da criação de galinhas e peixes, há a produção de mudas de espécies nobres
 
 Além da criação de galinhas e peixes, há a produção de mudas de espécies nobres
O casal recebe frequentemente a vista de pessoas de várias partes do município de Juruti, interessadas nas galinhas criadas por dona Ester. Segundo ela, a criação dá muito trabalho, mas os resultados são satisfatórios. Em 2012, dona Ester recebeu da Associação das Comunidades da Região de Juruti Velho – ACORJUVE uma importante contribuição que fortaleceu ainda mais a atividade. Com recursos oriundos da associação, ela construiu um novo galinheiro e recebeu 50 pintos. Dona Ester explica que depois de 03 meses as aves estão no ponto de abate. Cada frango é vendido a um preço que varia de R$ 20,00 a R$ 25,00. Alguns chegam a pesar cerca de 02 quilos.
Nos próximos meses, o casal de comunitários pretende preparar um local especial para investir na produção de ovos.
Hoje, dona Ester cuida de aproximadamente 100 aves, que estão no ponto de ser comercializadas. As galinhas são alimentadas duas vezes ao dia, pela manhã e tarde. Diariamente, são necessários 15 quilos de ração ou de milho para alimentá-las.
Enquanto dona Ester cuida das aves, o esposo dela, seu José, trabalha na produção de mudas de espécies nobres, como o Cumaru. As mudas produzidas por ele são usadas no reflorestamento do local onde moram. O casal ainda cultiva árvores frutíferas que, em breve, estarão produzindo e gerando mais uma alternativa de renda.
Gaiolas flutuantes para criação de peixes, como o tambaqui
Gaiolas flutuantes para criação de peixes, como o tambaqui
Hoje, 25 comunitários de Juruti Velho estão investindo na criação de galinha. E esse número deve aumentar, pois outros moradores estão mostrando interesse em desenvolver a atividade, que tem se apresentado como uma boa fonte de renda.
Além da criação de galinha, alguns produtores também apostam na produção de hortaliças e na criação de peixe em gaiola flutuante.
A proposta de criação de peixe em gaiola surgiu no ano passado. Em 2012, alguns moradores de Juruti Velho participaram de treinamento e receberam orientações para desenvolver a atividade. Na oportunidade, os comunitários ficaram entusiasmados e apostaram na idéia. Em janeiro de 2013, trinta e duas pessoas começaram a colocar em prática os conhecimentos adquiridos e, com o apoio da ACORJUVE, estão criando peixes da espécie tambaqui, em gaiolas colocadas no lago Juruti Velho.
As gaiolas são construídas em madeira, encontrada na própria região, e forradas com uma espécie de tela. Recipientes de plástico fixados nas bordas das gaiolas garantem a flutuação. “Apresentamos aos comunitários um material acessível. Tanto a madeira quanto os recipientes plásticos podem ser encontrados com facilidades, a baixo custo”, destaca a técnica em Recursos Pesqueiros da ACORJUVE, Sara Xavier de Oliveira, que presta assistência aos criadores de peixe.
Sara Xavier, técnica de recursos pesqueiros, dá assistência aos produtores
Sara Xavier, técnica de recursos pesqueiros, dá
assistência aos produtores
 
Na comunidade Capitão, por exemplo, a criação de peixe em gaiola é desenvolvida por dois produtores. Seu Antonio Carlos da Silva Magalhães é um deles. Há pouco mais de dois meses deu início à atividade. Numa pequena gaiola, o comunitário colocou 1000 alevinos de tambaqui, dos quais 500 foram doados pela Associação das Comunidades da Região de Juruti Velho, que também vai fornecer a alimentação dos peixes até eles completarem 11 meses, ocasião em que estarão aptos para a comercialização. Enquanto aguarda, seu Antonio tem se dedicado ao plantio da mandioca para a produção de farinha e de outros derivados, bem como à plantação de hortaliças, para o consumo próprio.
Cada gaiola mede pouco mais de 7m³ e é suficiente para manter os 1.000 alevinos confortáveis durante os primeiros 04 meses. Depois, há a necessidade de mais gaiolas para dividir a quantidade de peixes. Com espaço suficiente, o tambaqui adquire peso e tamanho ideais para comercialização. Regulamente, a técnica em recursos pesqueiros, Sara Xavier, visita os produtores, fazendo o acompanhamento da criação.
Seu Antonio fornece o alimento aos peixes, à base de ração balanceada, três vezes ao dia. Por semana são necessários 03 quilos de ração. Quanto à atividade, o comunitário está muito confiante. Para capturar o peixe usado na alimentação de sua família, composto pela mulher e por onze filhos, seu Antonio precisa ir às margens do rio Amazonas, que fica distante da região, e passar horas pescando. Com a criação, que em breve estará pronta para ser comercializada, o comunitário vai aproveitar uma boa parte para alimentar a família.
 
Fonte: RG 15/O Impacto e Udirley Andrade

terça-feira, 20 de agosto de 2013

STTR SANTARÉM INVESTINDO NA FORMAÇÃO DOS SINDICALIZADOS

 
O sindicato dos trabalhadores/as rurais de Santarém tem tido a preocupação em capacitar trabalhadores/as rurais com objetivo de fortalecer a luta sindical e implementar a agricultura familiar sustentável e solidário. Na conclusão dos curso...s os participantes visitarão experiências que vem sendo desenvolvidas na região Oeste do Pará. No período de 23 a 30 de agosto a ACORJUVE, através do Projeto Acorjuve Sustentável receberá 09 participantes do curso, oriundos de diversas regiões de Santarém: Lago Grande, Curuá Una, Várzea e Arapinuns. A equipe permanecerá 07 dias acompanhando os trabalhos nas comunidades que o PAS vem sendo desenvolvidos e no Projeto piloto na sede da ACORJUVE - Vila Muirapinima.

ESTER MULHER DE CORAGEM


Mulher de coragem encara os desafios e faz a vida acontecer.
Dona Ester Matos juntamente com seu esposo seu José, moradores da comunidade Moriá - JV, sempre determinados a conseguir seus objetivos, ela é uma das primeiras a participar do Pr...ojeto Acorjuve Sustentável, iniciou com 50 bicos, de onde tira seu sustento. Domingo (18/08) estivemos na residência de dona Ester, sempre alegre, nos acolheu com uma mesa farta, ela nos contou como tem sido desafiador e satisfatório trabalhar com criação de galinhas.

sábado, 17 de agosto de 2013

FELIZ ANIVERSÁRIO


Um momento especial de renovação para sua alma e seu espírito, porque Deus, na sua infinita sabedoria, deu à natureza, a capacidade de desabrochar a cada nova estação e a nós capacidade de recomeçar a cada dia.

Desejo a você, um ano cheio de amor e de alegrias.
Afinal fazer aniversário é ter a chance de fazer novos amigos, ajudar mais pessoas, aprender e ensinar novas lições, vivenciar outras dores e suportar velhos problemas.
Sorrir novos motivos e chorar outros, porque, amar o próximo é dar mais amparo, rezar mais preces e agradecer mais vezes.
Fazer Aniversário é amadurecer um pouco mais e olhar a vida como uma dádiva de Deus.
É ser grato, reconhecido, forte, destemido.
É ser rima, é ser verso, é ver Deus no universo;
Parabéns a você nesse dia tão grandioso.
 
Desconhecido

terça-feira, 30 de julho de 2013

quinta-feira, 13 de junho de 2013

INCRA E ACORJUVE ENTREGAM TITULOS DA CASA PROPRIA EM JURUTI VELHO

Famílias que moram no Assentamento Juruti Velho, Município de Juruti  receberam novas residências do projeto habitacional construído com recursos do governo federal em parceria com a Associação das Comunidades da Região de Juruti Velho, segundo informações do Diretor de Assuntos Jurídicos e Conflitos Agrários da ACORJUVE Francisco Pinheiro, já foram concluídas 205 casas e entregue aos proprietários, encontram-se em fase de conclusão 301 já levantas faltando apenas o rebocada, concluídas de acordo com a liberação dos recursos. No geral serão 610 casas, aprovadas nesta primeira etapa. A expectativa é de construir 1.800 de acordo com o numero de beneficiários que estão em RB  e tem esse beneficio já aprovados pelo INCRA.


 
Dona Nazaré da comunidade Germano

 
Comunidade Juruti Açú - dona Francisca
 
"Estamos nos esforçando para fazer a nossa parte, juntando as pedras e construindo melhoria de qualidade de vida para o povo de Juruti Velho".
Francisco Pinheiro 
 
 
Comunidade Nova Macaiani

 
Comunidade Ordem

 
Comunidade Monte Sinai Católico
 
 
Dona Nelvane recebendo o titulo de proprietária definitiva.  Parabéns agora a casa é sua de fato de direito. 

ACORJUVE: HÁ NOVE ANOS CONTRIBUINDO COM O DESENVOLVIMENTO DE JURUTI VELHO ítulo da postagem

Em 2004, a fim  de lutar por benefícios que pudessem contribuir para a melhoria da qualidade de vida e para o desenvolvimento da região de Juruti Velho, composta por 49 comunidades, foi criada a ACORJUVE – Associação das Comunidades da Região de Juruti Velho, onde vivem mais de nove mil pessoas.

O atual diretor administrativo da ACORJUVE, Gerdeonor Pereira, lembra que antes da associação, o individualismo era intenso na região. As comunidades eram desunidas, cada morador pensava somente em sua situação e a luta em busca de melhorias era fraca, sem resultados positivos. 

Gerdeonor P. dos Santos Presidente da ACORJUVE
Os investimentos feitos nas comunidades são definidos em reuniões e assembleias organizadas pela ACORJUVE. Com as prioridades definidas, a associação e a comunidade organizam um puxirum. Cabe à ACORJUVE o fornecimento do material necessário para a execução da obra. E à comunidade, o fornecimento da mão de obra. “Deu certo essa parceria entre a comunidade e a diretoria da ACORJUVE, estamos construindo muitas coisas e vamos construir muito mais”, destaca Gerdeonor.

Gerdeonor Pereira também ressaltou que no período de 2005 a 2012 foi feita uma parceria entre a ACORJUVE e a Prefeitura de Juruti para a execução de algumas obras em muitas comunidades. E essa parceria deve ser mantida com o governo atual. Gerdeonor garantiu que os primeiros contatos como o novo prefeito de Juruti, Marco Aurélio Dolzane do Couto, já foram feitos. 

ABASTECIMENTO DE ÁGUA

Uma das grandes conquistas de muitos moradores foi o abastecimento de água potável. Durante décadas os moradores eram obrigados a carregar água em baldes e latas das margens do lago e dos igarapés. Era um sacrifício que se repetia todos os dias e quase sempre protagonizados por mulheres e crianças, já que os homens estavam nas roças ou pescando para garantir o sustento diário. 

Em muitas outras comunidades a ACORJUVE contribuiu e está contribuindo para a ampliação da rede de distribuição de água. É o que vem acontecendo na comunidade de Juruti-Açu, onde vivem 56 famílias. Nesta comunidade, a ACORJUVE vai realizar o sonho de 11 famílias que ainda precisam carregar a água de igarapés, das margens do lago e de casas de vizinhos para beber, tomar banho, lavar louças e roupas, e preparar seus alimentos. O microssistema de abastecimento de água foi construído pela Prefeitura de Juruti e não contemplou todas as famílias da comunidade. No verão, quando o nível da água do lago baixa, os moradores caminhavam bastante para conseguir um pouco de água. “É muito ruim ver muitos vizinhos tomando uma água boa enquanto outros ainda são obrigados a tomar a água do rio. Quando o verão é muito grande a água do lago baixa bastante e fica só uma lama. Era um grande sacrifício. Então, a ACORJUVE viu essa situação e resolveu ampliar a rede para as demais famílias. Agora muitas senhoras, donas de casas, terão um sossego. A água é de qualidade e boa para beber”, disse o líder comunitário Francisco Batista de Almeida, de Juruti-Açu.

“Agradecemos a Deus e a Direção da ACORJUVE pela iniciativa. Antes, a gente precisava caminhar até 200 metros para pegar a água no rio. Era uma dificuldade para todas as famílias. Erámos o
brigados a carregar água a qualquer hora, de dia, de noite, na chuva. Além disso, essa água causava vários problemas de saúde”, ressaltou o pescador João Filho, que há 26 anos mora na comunidade Zé Maria, onde vivem 12 famílias. 

Gerdeonor Pereira garante que oitenta por cento das nossas comunidades do PAE Juruti Velho já possuem água de qualidade.

 
 
 
ENERGIA ELÉTRICA 

Energia elétrica de qualidade também está chegando a muitas famílias da região de Juruti Velho. 

Na comunidade de Pedreira, as 11 famílias que moram ali vão receber energia elétrica em casa nos próximos dias. Com recursos destinados ao uso coletivo, a ACORJUVE adquiriu um gerador de energia e está em fase de implantação da rede de distribuição. 

O coordenador da comunidade, Danilson Teodoro de Almeida, lembra que à noite a escuridão é grande na comunidade. Atualmente, para assistir a um jogo, por exemplo, a família de seu Danilson se reúne, compra o combustível para o funcionamento de um pequeno gerador instalado em uma embarcação. Segundo ele, sair de casa à noite é meio perigoso, pois é comum a presença de animais peçonhentos tanto nas estradas quanto nas águas. Cobras e jacarés são encontrados com facilidade e podem atacar moradores desprevenidos.  

“Vamos reivindicar junto à prefeitura de Juruti e ao Governo Federal para que o programa Luz para Todos possa ser implantado no PAE Juruti Velho para que a gente resolva de uma vez por todas a questão da energia aqui na nossa região. Estamos brigando e vamos brigar para que isso seja possível”, destaca o presidente da ACORJUVE.

SEGURANÇA

A segurança na região de Juruti Velho melhorou consideravelmente com a implantação do Destacamento da Polícia Militar, em 18 de julho de 2012. Essa conquista é fruto de uma parceria entre a Prefeitura de Juruti, Polícia Militar e Associação das Comunidades da Região de Juruti Velho. 

Sargento Pereira, comandante do Destacamento da Polícia Militar em Juruti Velho, lembra que quando chegou à região de Juruti Velho o índice de violência era elevado. “No momento em que chegamos aqui havia apenas um grupo de agentes pacificadores, formado por moradores da região. Hoje, com a realização de reuniões e trabalhos

preventivos o índice de violência diminuiu”. Em Juruti Velho, o destacamento da PM aguarda o repasse de uma viatura e de uma embarcação para atender a todas as 45 comunidades que formam a região. Enquanto isso, a ACORJUVE tem garantido a locomoção, quando necessário, dos policiais e agentes pacificadores fornecendo lanchas e combustível. A ACORJUVE tem contribuído ainda com a alimentação dos policiais. A reforma da casa onde funciona o Destacamento da PM em Juruti Velho também teve o apoio da ACORJUVE. 

O Destacamento da PM em Juruti Velho é composto por 01 sargento, 01 cabo e 04 soldados, além dos 06 agentes pacificadores que já atuavam por lá. Diariamente, os PMs e os agentes fazem rondas nas praças, nas escolas e em locais com grandes fluxos de pessoas, realizando um trabalho preventivo.

“Foram várias as reuniões realizadas em Belém e em Santarém até conseguirmos esta conquista. Hoje a região melhorou. A segurança melhorou oitenta por cento em Juruti Velho com a presença da polícia militar. De tanto a gente bater na porta do governo a gente conseguiu. Foi uma grande luta da ACORJUVE e vai melhorar ainda mais”, destaca Gerdeonor Pereira.

CASA PRÓPRIA

No ano de 2010, a casa própria deixou de ser um sonho e passou a ser realidade para muitas famílias de Juruti Velho. É o que relatou o diretor de formação jurídica e conflitos agrários da ACORJUVE, Francisco Pinheiro. Ele lembra que isso foi resultado de uma luta de mais de 18 anos das famílias da região de Juruti Velho, que queriam ser reconhecidas como verdadeiras proprietárias da terra onde vivem. Direito esse que foi conquistado em 2009. 

A ACORJUVE conseguiu, junto ao INCRA – Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, recursos para a construção de casas populares. De acordo com Francisco Pinheiro já foram entregues 121 casas na região de Juruti Velho. Em breve outras 21 serão entregues. Em fase de construção se encontram outras 355 casas. O INCRA repassa para cada casa recursos no valor de R$ 15.000,00 (quinze mil reais); e a ACORJUE entra com uma parcela para complementar a obra. Para ser contemplada com uma casa popular a pessoa precisa estar cadastrada na Relação de Beneficiários do INCRA.

Com recursos da própria associação foram entregues 12 casas populares a famílias que não estão incluídas na Relação de Beneficiários do INCRA e que precisam de um local digno para morar. 

Antonilzo Ferreira de Lima, 48 anos, morador da comunidade Juruti-Açu, pai de 08 filhos, conseguiu há 02 anos realizar o sonho da casa própria. Hoje, ele comemora essa conquista. “Graças a Deus a luta que começou em 2004 deu resultado positivo. Hoje temos a nossa casa e conseguimos realizar um sonho”, disse o produtor rural.

EDUCAÇÃO

A ACORJUVE tem contribuído com o setor educacional de Juruti Velho. Na Vila Muirapinima, por exemplo, a associação proporcionou a reforma da escola Judith Barroso Pinheiro, onde funcionará a Casa dos Professores e a Escola do Ensino Médio em 2013. Além disso, doou mesa e cadeiras para o funcionamento do Departamento do Ensino Médio, que funciona na Escola Lígia Meirelles.

MEIO AMBIENTE 

A ACORJUVE tem combatido com firmeza a exploração ilegal de madeira. No quilômetro 53 da estrada que liga Juruti à Mina de Bauxita, a associação instalou uma guarita onde seus próprios associados fiscalizam a movimentação de caminhões a fim de evitar a saída ilegal de madeira. “Estamos aguardando que o governo faça a sua parte, que é fiscalizar e combater a exploração ilegal de madeira. Enquanto isso não acontece nós vamos continuar vigiando e defendendo o que é nosso”, destacou Gerdeonor.  

Outro projeto importante em prol do meio ambiente, desenvolvido em parceria com a UFAM – Universidade Federal do Amazonas, é o Pé de Pincha, que visa o repovoamento de rios e lagos da região através da soltura de quelônios. Em Juruti Velho o projeto é desenvolvido desde 2003, em 16 comunidades. 

DENÚNCIA: FACULDADE INVESTIGADA PELO MINISTÉRIO PÚBLICO PODE ESTAR ATUANDO DE FORMA IRREGULAR NA REGIÃO

 13/6/2013

 A reportagem do Jornal da Manhã da Rádio Rural recebeu denúncia de que a Faculdade de Ciências Humanas de Vitória – Favix poderia estar promovendo curso de nível superior em Santarém e em outros municípios do Baixo Amazonas.
 
A suspeita surgiu após consulta junto ao site do Ministério da Educação e o nome da referida faculdade não constar na lista das instituições credenciadas para atuar em Santarém.
 
Outra suspeita é que o CNPJ que consta em documentos oficiais da instituição não foi localizado junto a Receita Federal.
 
Porém, fomos informados que a Faculdade de Ciências Humanas de Vitória, integra um grupo com sede em Brasília denominado Grupo Continental Educacional, do qual fazem parte outras instituições de ensino superior.
 
Por telefone conseguimos falar com algumas pessoas que teriam ligação com a FAVIX, mas ninguém estaria autorizada a falar, mesmo assim informaram que a faculdade tem representantes em várias regiões do país.
 
No site do Ministério Federal consta a lista das instituições que já foram recomendadas a suspender as atividades irregulares no Pará.
 
Inclusive MPF já entrou com ações judiciais para pedir a suspensão dos cursos e propaganda ilegais aqui no Estado. O nome da Faculdade de Ciências Humanas de Vitória – FAVIX consta nessa lista. Além da FAVIX há outras 8 instituições que ministram cursos no Estado no alvo do Ministério Público Federal.
 
No município de Santarém, a FAVIX atua nas comunidades: Murumuru, Guaraná, São Raimundo da Palestina, Curuai, Parauá, Vila Socorro, Vila Gorete e Jacamim. Nesta última, todos os alunos desistiram e estão pedindo ressarcimento do dinheiro pago até agora. Além de Santarém os cursos são ministrados, também, em Monte Alegre, Juruti e Itaituba.

Fonte: Redação da Rádio Rural