sábado, 10 de setembro de 2011

E QUEM OPTOU PELO SISTEMA DE EMISSÃO DO DOCUMENTO ELEITORAL DENOMINADO TÍTULO NET DEVE CORRER CONTRA O TEMPO.

 O sistema, que consiste no preenchimento prévio dos dados do eleitor pela internet, possibilita que a pessoa agilize o tempo no momento da emissão documento.
 Mas para isso, a pessoa deve se apressar, pois o preenchimento do formulário não garante a emissão do título eleitoral.
  Segundo o diretor da Central, o sistema beneficia, principalmente aqueles que se alistarem para receberem a primeira via do título eleitoral.
  O Título Net foi desenvolvido pelo Tribunal Superior Eleitoral, TSE, e é válido em todo o Brasil.
  Quem quiser utilizar essa modalidade deve acessar o endereço eletrônico WWW.TRE – pa.gov.br

APENAS 27 POR CENTO DOS ASSENTADOS DO OESTE DO PARÁ FORAM BENEFICIADOS COM LINHAS DE CRÉDITO

A informação foi repassada pela superintendência do Banco da Amazônia em Santarém.
Dos 11 mil assentados pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária na região, apenas três mil são beneficiados e os outros oito mil não tiveram acesso a créditos.
O benefício é referente ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar, Pronaf, do Ministério do Desenvolvimento Agrário. O programa financia projetos individuais ou coletivos, que gerem renda aos agricultores familiares e assentados da reforma agrária.
O superintendente do Banco da Amazônia, MARIVALDO DE MELO, não informou o motivo de tantos assentados não terem sido contemplados.
  O governo federal repassou 40 milhões de reais ao Incra para a Reforma Agrária, mas não informou como vai executar.
  Ao Incra também cabe selecionar as pessoas que devem ser beneficiadas seguindo critérios do próprio órgão e o BASA deve entrar também como financiador de créditos e recursos

VACINAÇÃO CONTRA PARALISIA E SARAMPO VAI ATÉ DIA 16

A segunda etapa da campanha de multivacinação infantil contra a paralisia infantil (poliomielite) e sarampo encerra na próxima sexta feira, dia 16 de setembro.
  No Pará, cerca de 60 municípios já atingiram as metas de vacinação contra a pólio para crianças menores de cinco anos. Mas a procura pela vacina contra o sarampo ainda está abaixo do esperado pela coordenação da campanha no Estado.
  Até agora foram imunizadas 645 mil 774 crianças, que representam 71,67% do total. O Ministério da Saúde tem como meta atingir cerca de 14 milhões e 700 mil crianças em todo o país em 2011.
 Mesmo após o encerramento o período da campanha, os pais podem procurar os postos de saúde munidos dos carnês de vacinação e devem ficar atentos às datas estabelecidas no cartão.

PROERD É IMPLANTADO EM JURUTI


Representantes da Polícia Militar do Pará estiveram em Juruti, no mês de agosto, para a implantação do Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência – PROERD.

O lançamento foi no auditório da Secretaria Municipal de Saúde, e reuniu lideranças comunitárias, entidades que trabalham para garantir os direitos das crianças e dos adolescentes e educadores.

Dos 18 municípios localizados no extremo oeste do Pará, apenas os municípios de Oriximiná e Juruti contam com o Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência.

Esses 18 municípios estão sob a responsabilidade da Décima Segunda Companhia Independente de Polícia Militar, localizada em Oriximiná.

Em Juruti, o PROERD foi implantado, inicialmente, nas escolas municipais Maria Pereira e Maria Lúcia. Vai beneficiar 120 alunos do 6º e do 9º ano do ensino fundamental.
Mas, idéia e expandir as atividades a todas as escolas da rede municipal de ensino.

ESTADO DO TAPAJÓS – LIDERANÇAS POLÍTICAS SE UNEM PARA GARANTIR A VITÓRIA DO SIM NO DIA 11 DE DEZEMBRO

A prefeita de Santarém, Maria do Carmo, o deputado federal, Lira Maia, e o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Santarém, Alberto Oliveira, estiveram em Juruti.
O objetivo foi pedir o apoio de políticos e lideranças locais para garantir a vitória do SIM, no plebiscito pela criação dos Estados do Tapajós e de Carajás.
Lira Maia, que é do DEM, e Maria do Carmo, do PT, deixaram de lado as divergências políticas a fim de mostrar que é hora de todos se unirem para obter êxito no plebiscito de 11 de dezembro.
A  reunião, que aconteceu no auditório da Secretaria Municipal de Saúde de Juruti.

PESCADORES QUE NÃO HAVIAM RECEBIDO O SEGURO DEFESO JÁ TIVERAM AS CONTAS ACERTADAS COM O MINISTÉRIO DO TRABALHO.

 O pagamento é retroativo e referente aos meses de dezembro de 2010, janeiro, fevereiro e março deste ano, somando quase dois mil reais para cada pescador.
 A data que o superintendente do trabalho no Estado Pará, ODAIR CORRÊA, havia dado para o início do pagamento do benefício era de 15 de agosto, a partir da confecção das carteiras de trabalho.
Mas, o pagamento só começou a ser feito no dia 25 de agosto e, mesmo assim, muitos pescadores ainda enfrentam problemas para receber o seguro.
Os documentos dos pescadores que estão nessa situação já foram enviados para Belém a fim de que a Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca possa resolver as irregularidades.

PACTO PELO BEM' COMEÇA A SER ELABORADO PELO GOVERNO E A IGREJA CATÓLICA

O 'pacto pelo bem', firmado há duas semanas entre o governador do estado e a Igreja Católica do Pará passou a ganhar forma.
Nesta sexta-feira (9) com a reunião do arcebispo metropolitano de Belém, Dom Alberto Taveira e do bispo de Abaetetuba, Dom Flávio Giovenale, com o governador Simão Jatene para definir as principais áreas que devem ser prioridade no pacto.
As áreas da segurança, educação e cultura ganharão projetos específicos que serão coordenados pelas secretarias responsáveis como a de Segurança Pública (Segup), de Estado de Educação (Seduc) e o Pro Paz.
Por esse motivo, o secretario de segurança, Luiz Fernandes, o secretário especial de Promoção Social, Nilson Pinto e a coordenadora do Pro Paz, Izabela Jatene, também participaram do encontro.

'Agora daremos início ao segundo passo do nosso projeto. Apresentamos ao governador algumas propostas e os secretários e gestores irão estudá-las para nos dizer o que poderá ser colocado em prática', explicou o bispo de Abaetetuba.

Uma das propostas apresentadas pela Igreja ao governador é promover a educação por uma cultura de paz, envolvendo principalmente as escolas estaduais e a Igreja. 'Queremos fazer um trabalho preventivo. Na igreja, nós conseguimos ter uma aproximação com os problemas da comunidade, das escolas e outras instituições. Por isso é importante juntarmos forças com o governo para construirmos um pacto pelo Pará', concluiu Dom Alberto Taveira

terça-feira, 6 de setembro de 2011

MORADORES DE JURUTI VELHO REALIZA A NOITE DA LAMPARINA.

Comunitários saíram as ruas da Vila Muirapinima na quinta-feira dia 01 de setembro para protestar contra o descaso do governo do município de Juruti. Há três meses a vila vem sofrendo com péssimo serviço de energia elétrica e a falta de iluminação pública nos bairros.
O moradores do bairro do Alegre fizeram uma caminhada pelas ruas colocando lamparina nos postes.
Os bairros da castanheira e do alegre são os que mais sofrem com a oscilação de energia o que tem causado prejuízo a eles.

Na sexta feira à noite foi realizada uma assembleia com os moradores dos dois bairros, para tirar uma delegação para participar de uma audiência com o prefeito, tendo como pauta de reivindicação a instalação a curto prazo da usina termoelétrica garantida em campanha pelo governo.

MOVIMENTO JURUTI EM AÇÃO 04 DE SETEMBRO

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Estados do Tapajós e Carajás por que isso é bom para a democracia no Brasil

O número maior ou menor de estados numa federação nacional não empobrece o país, pelo contrário, com mais estados num país com 195 milhões de habitantes, diminui a desigualdade de distribuição de renda e pode, facilitar a participação da sociedade civil na administração do patrimônio comum da nação. O argumento do senador Suplicy, de São Paulo é falacioso, de que não será justo dois novos pequenos estados terem tantos senadores e deputados federais, tirando o domínio político/econômico de São Paulo.
Belém também não tem razão para ser contra os dois novos estados, a não ser pelo mesquinho interesse de quem sempre usufruiu da ideologia do Centro/Periferia, quando a arrecadação do Estado do Pará, sempre foi aplicada em maior parte  na estrutura da capital, em detrimento dos municípios mais distantes. Uma coisa é puro separatismo, motivado por litígios, outra coisa é a emancipação, ato que sustenta a maturidade de uma região para caminhar com seus próprios pés.
Dizer que os dois novos estados não têm viabilidade econômica para se sustentar, é tapar os olhos com peneira. Afinal, as maiores riquezas naturais do Pará estão exatamente nas regiões sul e Oeste: minerais, florestas, rios, turismo, cultura, populações. Mais de um milhão de habitantes em cada uma das duas regiões. O que pleiteiam é emancipação, caminhar com seus próprios recursos, construindo sua própria história. Assim fizeram o Amazonas a seu tempo, quando se emancipou da Província do grão Pará, e assim também Amapá, Roraima, sem que morressem de inanição, ou até hoje estivessem dependendo dos recursos do tesouro nacional.
Falso é também o argumento de que os dois novos estados teriam gastos insuportáveis à nação. Hoje o tesouro nacional é generoso às obras do Programa de aceleração do crescimento econômico, o PAC e ninguém reclama. Mesmo sabendo que tais gastos são em sua maioria para atender aos interesses do grande capital, para exportar as riquezas da Amazônia, pelos oceanos Atlântico e Pacífico, para os  ricos mercados asiáticos, europeus e norte americanos. Ninguém reclama que os cofres do Banco Nacional de desenvolvimento Econômico e Social, o BNDES estejam jorrando fortunas em função da Copa do mundo e dos jogos olímpicos de 2016. O Senador paulista e  a senadora alenquerense não
questionam tais gastos nacionais.
Criar o Estado do Tapajós é uma necessidade para a possibilidade de esenvolvimento dos povos da região, até hoje fadada ao atrazo, como colônia de saque do sul e do capital estrangeiro. Basta ver as grandes empresas aqui presentes, Cargill, ALCOA, MRN, Serabi, Golden, Vale, Caulin/celulose de Monte Dourado, entre outras. Levam as riquezas e deixam os buracos e a destruição da natureza. Os grandes desafios para o novo Estado do Tapajós são mais internos que externos à região. São
eles:
A despolitização da sociedade civil;
O jogo de interesses da elite econômica de visão curta;
A fome de poder de políticos oportunistas;
A pretensão visível de Santarém ser capital;
O primeiro desafio, se não for superado com muitos seminários promovidos pelos formadores de opinião, igrejas, sindicatos, associações para que a sociedade assimile o significado de uma nova constituição, de preparação de novas lideranças comprometidas e competentes, o risco será de ela não tomar parte ativa na construção da coisa pública; não se pode esperar para depois do plebiscito, é preciso logo ao mesmo tempo, que se motiva o voto do SIM, se promova a compreensão da verdadeira democracia do Nov Estado.
O segundo desafio é muito perigoso. A elite econômica tem manifestado visão oportunista e míope. Olha o que pode lhe trazer vantagens imediatas. Por isso, hoje aplaude os projetos das mineradoras, das
empresas forasteiras que invadem a frente da cidade de Santarém, destruindo praias, instalando armazéns. A elite econômica vê desenvolvimento, onde só acontece crescimento econômico de poucos e lhes sobra migalhas para seus cofres. Isso é muito ruim para o novo Estado porque é uma visão corporativista e ignora o bem comum da sociedade.
O terceiro desafio é superar a fome de poder dos políticos profissionais que até hoje nada têm feito para implantar políticas públicas urgentes para o bem estar da população. A safra que se tem hoje é muito pobre de espírito público, pobre de cidadania. Basta ver a pobreza das administrações municipais da região, basta acompanhar a ausência de deputados e senadores paraenses na defesa da soberania do Estado.  Nenhum se levanta contra a lei Kandir que extorque os cofres do Pará, com a isenção de impostos de exportação, nenhum se levanta contra os projetos federais de construir monstros hidrelétricos nas bacias do Xingu, Tapajós e Jari. Se se deixar a construção do novo Estado só nas mãos dos políticos profissionais, eles farão o que os políticos de Tocantins e de Roraima fizeram de seus novos estados.
Hoje eles dominam lá como suas capitanias hereditárias. É urgente se criar cursos de administração pública, de política para que surja nova geração de políticos, “ficha limpa” e competentes.
Por fim, um desafio a mais, a ser superado, a capital do novo Estado. Uns dizem que não se deve preocupar com isso agora, porque se o SIM ganhar ainda se terá mais uns 5 a 8 anos até a constituição do novo
Estado. Falsa estratégia. A construção do estado do Tapajós não é como uma escada a ser escalada, um degrau, depois o outro. E Santarém, precisa levar em conta que outros municípios também podem ser a
capital. Por isso, muitos habitantes da periferia geográfica, como Faro, Trairão, Novo Progresso, os municípios ao longo da Transamazônica provavelmente não olham com bons olhos essa sem cerimônia dos mocorongos anunciarem Santarém com naturalmente A Capital do Tapajós. Isso pode até ser um motivo para desinteresse com a luta pelo Novo Estado. É preciso sim se admitir que outra cidade pode ser a capital sem detrimento da cidade de Santarém. Pode ser Rurópolis, geograficamente mais central, por que não?
Finalmente, como se quer mesmo o novo Estado para ser realmente novo?
Algumas pistas podem ser explicitadas:
Uma sociedade civil participativa, consciente, com direito inclusive a referendos em casos de decisões que envolvam os direitos da maioria; com conselhos estaduais com participação direta de representantes da
sociedade civil dos pólos estaduais e que sejam conselhos deliberativos, com maioria de membros da sociedade e não do poder público;
Uma constituição cidadã, construída em amplos seminários nos diversos municípios do novo Estados. Que leve em conta priorização de políticas públicas

Pe. Edilberto Sena,
Rádio Rural de Santarém - 2011