quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Iterpa quer apurar fraudes fundiárias

Através de ofício encaminhado ontem ao delegado geral da Polícia Civil, Nilton Jorge Barreto Atayde, o presidente do Instituto de Terras do Pará (Iterpa), Carlos Lamarão, solicitou a instauração de inquérito policial para apurar o que se configura claramente, até mesmo pelo uso de documentos forjados, como mais uma tentativa de fraude contra o patrimônio fundiário do Estado.
De acordo com Carlos Lamarão, o inquérito será um procedimento inicial e preparatório à propositura de ação criminal, com base em dispositivos do Código de Processo Penal, destinado a apurar “a materialidade dos fatos e a autoria dos delitos praticados contra o patrimônio fundiário do Estado do Pará”.
O presidente do Iterpa observou que o Estado do Pará vem sendo alvo, há muitos anos, de enorme variedade de golpes envolvendo áreas devolutas pertencentes ao seu patrimônio. São casos, disse ele, em que pessoas inescrupulosas tentam, por diferentes meios fraudulentos, obter vantagens ilícitas em prejuízo do interesse público.
Foi exatamente o que aconteceu mais uma vez, conforme frisou, no caso em questão, em que certo indivíduo, ainda não identificado, apresentou à Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) um expediente em nome de Cesar Busnello. O documento - Informação nº 084/2011 -, que Lamarão classifica como “inquestionavelmente falso”, é datado de 22 de junho deste ano e foi produzido em papel contendo o timbre e carimbos de reconhecimento de assinatura de cartórios de notas, todos forjados, de modo a configurar documento oficial do Iterpa.
A intenção do fraudador, segundo ele, não era outra senão a de iludir os funcionários da Sema, visando à aprovação de projeto de manejo florestal sobre área já reservada pelo Decreto nº 2.560/2010, para concessão florestal e gestão direta. Essa mesma área, conforme acentuou, foi posteriormente afetada por ato do atual governo para a implantação do Centro de Treinamento de Manejo de Produtos Madeireiros. O documento forjado faz referência a duas áreas, totalizando ambas perto de 8 mil hectares, no município de Juruti.
Esclareceu o presidente do Iterpa, na correspondência ao delegado geral da Polícia Civil, que a cópia do documento falsificado foi encaminhada à direção do Instituto na última sexta-feira, dia 21, pelo presidente do Instituto de Desenvolvimento Florestal do Pará (Ideflor), Alberto Colares. Tendo obviamente colocado sob suspeição a autenticidade do documento, Alberto Colares ajudou a detectar a fraude e deverá ser também ouvido durante o inquérito para apurar os fatos e identificar seus autores.
“É necessário, portanto, acionar a força policial do Estado para identificar, autuar e punir o responsável (ou responsáveis) por tais atos criminosos”, enfatizou Carlos Lamarão. O presidente do Iterpa, que é advogado, assinalou que, pela análise dos fatos e dos documentos disponíveis - por ele encaminhados ao delegado geral -, caracteriza-se o cometimento de três delitos capitulados no Código Penal, sem prejuízo de outros previstos na legislação ambiental.
Trata-se, disse ele, de estelionato, falsificação de documento público e falsidade ideológica. O crime de estelionato caracteriza-se pela obtenção, para si ou para outrem, de vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil ou qualquer outro meio fraudulento. (Diário do Pará)

Fonte:http://diariodopara.diarioonline.com.br
Quarta-feira, 26/10/2011

Exército vai reforçar segurança durante plebiscito no Pará

Homens das Forças Armadas vão atuar em áreas violentas e com histórico de confronto durante disputas eleitorais

Wilson Lima, iG Maranhão | 09/11/2011

Dezesseis municípios do Pará contarão com a ajuda do Exército no reforço da segurança durante o plebiscito sobre a divisão do Pará em mais outros dois Estados (Carajás e Tapajós). A votação acontecerá das 8h às 17h, horário local, no próximo dia 11 de dezembro.

Entre as cidades que contarão com o reforço das tropas federais estão Marabá, capital de Carajás, Santarém, capital de Tapajós, e São Félix do Xingu, onde estão sendo realizadas as obras da usina hidrelétrica de Belo Monte.

As demais cidades que contarão com reforço policial são Alenquer, Altamira, Anapu, Brasil Novo, Juruti, Monte Alegre, Óbidos, Oriximiná, Ourilândia do Norte, Pacajá, Redenção, Santana do Araguaia e Tucumã.

Estas cidades foram escolhidas por históricos de violência em eleições anteriores ou por prevenção a eventuais conflitos. Nas outras cidades paraenses a segurança ficará a cargo da Polícia Militar e Polícia Civil do Estado do Pará. Além de reforçar na segurança, os homens do Exército ajudarão na logística e proteção às urnas eletrônicas durante a votação.

Ao todo, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TER-PA) acreditam que devem gastar algo em torno de R$ 24 milhões na consulta plebiscitária. Cerca de 60% destes custos serão bancados pelo TSE. Os números ainda não estão fechados. Os maiores custos serão com logística de transporte e transmissão de dados de votação. Cerca de 4,8 milhões de eleitores votarão no plebiscito de 11 de dezembro. A campanha em rádio e TV começa na próxima sexta-feira.



Foto: Reprodução
Pela proposta, o Pará será o menor dos três Estados oriundos da divisão

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Bolsa Verde entra em vigor e deve beneficiar mais de mil famílias no PAE Juruti Velho

A lei que cria o Programa de Apoio à Conservação Ambiental, conhecido como Bolsa Verde, que faz parte do Plano Brasil sem Miséria do Governo Federal. No Amazonas, a primeira fase do programa beneficiará 1.112 famílias que residem em Unidades Federais de Conservação  de Uso Sustentável e projetos de assentamento da reforma agrária (PAE, APAS, REXES).
O Bolsa Verde vai pagar R$ 300 por trimestre a famílias em situação de extrema pobreza que vivam em unidades de conservação e desenvolvam ações para preservá-las. Em Juruti Velho o cadastramento inicia no inicio do mês de novembro. O recurso será pago pela Caixa Econômica Federal. Em todo o país, o programa federal pretende atender 75 mil famílias, com recursos da ordem de R$ 240 milhões, até 2014.
Para receber o benefício, as famílias devem fazer parte do cadastro único para programas sociais do governo federal e desenvolver atividades de conservação nas áreas previstas. A família também deverá estar inscrita em cadastro a ser mantido pelo Ministério do Meio Ambiente e aderir ao Programa de Apoio à Conservação Ambiental por meio da assinatura de termo de adesão. A transferência dos recursos será feita por até dois anos, podendo ser prorrogada.
Entre as áreas de conservação abrangidas pela lei estão florestas nacionais, reservas extrativistas e de desenvolvimento sustentável federais; projetos de assentamento florestal, agroextrativista e projetos instituídos pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Estão incluídos também territórios ocupados por ribeirinhos, extrativistas, populações indígenas, quilombolas e outras comunidades tradicionais.

Nova portaria regulamenta a radiodifusão comunitária


A nova portaria do Ministério das Comunicações para regulamentar o serviço de radiodifusão comunitária (Radcom) foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (18). As novas regras começam a valer já no próximo aviso de habilitação de Radcom, que vai atender cidades em Minas Gerais e no Espírito Santo. A portaria foi submetida à consulta pública em junho e recebeu mais de 300 contribuições. Entre as mudanças implementadas, as entidades interessadas em operar o serviço passam a ter 60 dias para inscrição nos avisos de habilitação. 
O critério com maior peso na contagem de pontos entre concorrentes passa a ser a manifestação de apoio de entidades comunitárias ou associativas constituídas há mais de dois anos na área onde a rádio vai funcionar. Outras inovações trazidas pela portaria são as regulamentações dos dispositivos previstos em lei como a definição de apoio cultural e a formação de redes de radiodifusão comunitária em casos de calamidade pública. Além disso, os Planos Nacionais de Outorga estão previstos na portaria. O ministério vai priorizar nos avisos de habilitação a universalização do serviço e o atendimento da demanda reprimida por meio dos Cadastros de Demonstração de Interesse (CDI). 

por Secom em 18/10/2011

Salas verdes receberão kits com 59 livros


Começou a ser distribuído nesta terça-feira (18), pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), o kit 2011 de publicações para as 284 Salas Verdes em atividade em todo o território nacional. As Salas Verdes são espaços físicos que disponibilizam, por meio dos livros e demais publicações, o acesso a informações socioambientais. O espaço é utilizado também para cursos, palestras, oficinas e reuniões sobre o tema, e atende professores, estudantes e demais interessados na agenda socioambiental. Cada kit tem 59 livros recentes editados pelo MMA. Dentre essas publicações estão o “Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção”, dividido em dois volumes, com 479 páginas cada. Outra publicação é a cartilha da campanha “Saco é um Saco” que, em três volumes, procura orientar as pessoas para o consumo sustentável, substituindo as sacolas plásticas por alternativas que evitem o impacto ambiental desse resíduo.

por Secom em 18/10/2011

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

SEMINÁRIO MUNDIAL TERRITÓRIOS, AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO NA AMAZÔNIA: A LUTA CONTRA OS GRANDES PROJETOS HIDRELÉTRICOS NA BACIA DO XINGU

Falo assim sem tristeza,
Falo por acreditar
Que é cobrando o que fomos
Que nós iremos crescer
Nós iremos crescer,
Outros outubros virão
Outras manhãs, plenas de sol e de luz
Alertem todos alarmas
Que o homem que eu era voltou
A tribo toda reunida, 
Nação dividida ao sol
E nossa vera cruz,
Quando o descanso era luta pelo pão
E aventura sem par
Quando o cansaço era rio
E rio qualquer dava pé
 (Fragmento da canção “O que foi feito deverá”)

Atendendo ao chamado dos povos do Xingu, em especial dos pescadores que, sem ter respostas do governo querem saber o que realmente acontecerá com suas vidas, com a vida da floresta, com a vida do rio se a usina de Belo Monte for construída, diversas organizações, movimentos sociais, fóruns e indivíduos se reuniram para construir um grande seminário mundial denominado “Territórios, ambiente e desenvolvimento na Amazônia: a luta contra os grandes projetos hidrelétricos na bacia do Xingu”.

Este seminário objetivará, a luz dos estudos e pesquisas científicas já realizadas, mas também a partir das experiências concretas vivenciadas na região, discutir com estudantes, trabalhadores das áreas rurais e urbanas, especialistas, juristas, com os povos da Amazônia e do mundo, os impactos e problemas ambientais, sociais, econômicos, políticos e culturais, entre outros, que decorrerão de Belo Monte.

O seminário será realizado de 25 a 27 de outubro de 2011, na cidade de Altamira/PA, esperando-se a participação de pessoas de todo o Brasil, e de diversos outros países do mundo.

Outros outubros sempre virão, mas, antes do próximo terminar, todos os povos do mundo estarão na Amazônia, estarão em Altamira, estarão no Xingu, defendendo as pessoas, a floresta, os rios e a vida.

BOLSA VERDE BENEFICIA ASSENTAMENTOS AMBIENTALMENTE DIFERECIADOS

A partir de outubro, famílias em situação de pobreza extrema que vivem do Assentamento Juruti Velho em Juruti - Pa começam a fazer cadastro para receber o Bolsa Verde, benefício concedido pelo Governo Federal como ação do Plano Brasil Sem Miséria. Das 18 mil famílias beneficiadas em 2011, 11 mil vivem em assentamentos ambientalmente diferenciados da reforma agrária. 

A cada três meses, as famílias vão receber R$ 300,00 por serviços ambientais de conservação das áreas onde vivem e trabalham. O objetivo é estimular a preservação dos ativos ambientais em Unidades de Conservação, Florestas Nacionais, Reservas Extrativistas e Projetos de Assentamento ambientalmente diferenciados, como Projetos de Assentamento Florestal, de Desenvolvimento Sustentável ou Agroextrativistas. Até 2014, o Governo Federal pretende atender 72 mil famílias com o Bolsa Verde.

As famílias atendidas estão inscritas no Cadastro Único para programas sociais do Governo Federal e desenvolvem atividades de conservação ambiental. As áreas devem apresentar cobertura vegetal mínima exigida pela legislação ambiental ou estar em processo de regularização ambiental. O recurso será pago por dois anos, pode ser prorrogado e será transferido por meio do cartão do Bolsa Família.

O Bolsa Verde é uma ação desenvolvida pelo ministério do Meio Ambiente (MMA), em parceria com os ministérios do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e do Desenvolvimento Agrário (MDA). O MMA é responsável pelo repasse de recursos à Caixa Econômica Federal, agente financeiro que vai operar o benefício, além de presidir o Comitê Gestor do Bolsa Verde, do qual também são membros os ministérios da Fazenda (MF), do Planejamento, Orçamento e Gestão (MP) e a Casa Civil.

Geração de renda no meio rural
Um dos eixos do Plano Brasil Sem Miséria é a inclusão produtiva com geração de renda para as famílias que vivem em situação de extrema pobreza no meio rural. Para isso, o Governo Federal criou novas alternativas e fortaleceu um conjunto de políticas para essa inclusão, com destaque para o apoio à comercialização dos produtos da agricultura familiar.  Um exemplo é a ampliação da participação desses nos programas de compras públicas, como os programas de Alimentação Escolar (PNAE) e de Aquisição de Alimentos (PAA), e nas redes privadas, como prevê o acordo com a Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) para aumento da quantidade e variedade de produtos da agricultura familiar nas redes varejistas.

No evento desta quarta-feira, realizado no Teatro Amazonas, cooperativas da agricultura familiar assinam com o poder público e com redes privadas de supermercados contratos de fornecimento de produtos.
Um exemplo é a Cooperativa Agroindustrial dos Produtores do Projeto de Assentamento Uatumã que vai fornecer para prefeitura de Manaus 730 toneladas (R$ 3,4 milhões) de banana, mamão, melancia, abacaxi, limão, laranja, cheiro verde, abóbora, macaxeira, couve, arroz, farinha de mandioca e farinha de tapioca para a merenda de 260 mil alunos de 430 escolas.
Uma rede de supermercados do Acre vai comprar mensalmente 174,8 toneladas de aves (R$ 742 mil ) da Cooperativa dos Fornecedores de Aves de Brasiléia (Agroaves), projeto apoiado pelo programa Territórios da Cidadania.