segunda-feira, 29 de julho de 2013
quinta-feira, 13 de junho de 2013
INCRA E ACORJUVE ENTREGAM TITULOS DA CASA PROPRIA EM JURUTI VELHO
Famílias que moram no Assentamento Juruti Velho, Município de Juruti receberam novas residências do projeto habitacional construído com recursos do governo federal em parceria com a Associação das Comunidades da Região de Juruti Velho, segundo informações do Diretor de Assuntos Jurídicos e Conflitos Agrários da ACORJUVE Francisco Pinheiro, já foram concluídas 205 casas e entregue aos proprietários, encontram-se em fase de conclusão 301 já levantas faltando apenas o rebocada, concluídas de acordo com a liberação dos recursos. No geral serão 610 casas, aprovadas nesta primeira etapa. A expectativa é de construir 1.800 de acordo com o numero de beneficiários que estão em RB e tem esse beneficio já aprovados pelo INCRA.
Dona Nazaré da comunidade Germano
Comunidade Juruti Açú - dona Francisca
"Estamos nos esforçando para fazer a nossa parte, juntando as pedras e construindo melhoria de qualidade de vida para o povo de Juruti Velho".
Francisco Pinheiro
Comunidade Nova Macaiani
Comunidade Ordem
Comunidade Monte Sinai Católico
Dona Nelvane recebendo o titulo de proprietária definitiva. Parabéns agora a casa é sua de fato de direito.
ACORJUVE: HÁ NOVE ANOS CONTRIBUINDO COM O DESENVOLVIMENTO DE JURUTI VELHO ítulo da postagem
Em 2004, a fim de lutar por
benefícios que pudessem contribuir para a melhoria da qualidade de vida e para
o desenvolvimento da região de Juruti Velho, composta por 49 comunidades, foi
criada a ACORJUVE – Associação das Comunidades da Região de Juruti Velho, onde
vivem mais de nove mil pessoas.
O atual diretor administrativo
da ACORJUVE, Gerdeonor Pereira, lembra que antes da associação, o
individualismo era intenso na região. As comunidades eram desunidas, cada
morador pensava somente em sua situação e a luta em busca de melhorias era
fraca, sem resultados positivos.
| Gerdeonor P. dos Santos Presidente da ACORJUVE |
Os investimentos feitos nas
comunidades são definidos em reuniões e assembleias organizadas pela ACORJUVE.
Com as prioridades definidas, a associação e a comunidade organizam um puxirum.
Cabe à ACORJUVE o fornecimento do material necessário para a execução da obra.
E à comunidade, o fornecimento da mão de obra. “Deu certo essa parceria entre a
comunidade e a diretoria da ACORJUVE, estamos construindo muitas coisas e vamos
construir muito mais”, destaca Gerdeonor.
Gerdeonor Pereira também
ressaltou que no período de 2005 a 2012 foi feita uma parceria entre a ACORJUVE
e a Prefeitura de Juruti para a execução de algumas obras em muitas
comunidades. E essa parceria deve ser mantida com o governo atual. Gerdeonor
garantiu que os primeiros contatos como o novo prefeito de Juruti, Marco
Aurélio Dolzane do Couto, já foram feitos.
ABASTECIMENTO DE ÁGUA
Uma das grandes conquistas de
muitos moradores foi o abastecimento de água potável. Durante décadas os moradores
eram obrigados a carregar água em baldes e latas das margens do lago e dos
igarapés. Era um sacrifício que se repetia todos os dias e quase sempre
protagonizados por mulheres e crianças, já que os homens estavam nas roças ou
pescando para garantir o sustento diário.
Em muitas outras comunidades a
ACORJUVE contribuiu e está contribuindo para a ampliação da rede de
distribuição de água. É o que vem acontecendo na comunidade de Juruti-Açu, onde
vivem 56 famílias. Nesta comunidade, a ACORJUVE vai realizar o sonho de 11
famílias que ainda precisam carregar a água de igarapés, das margens do lago e
de casas de vizinhos para beber, tomar banho, lavar louças e roupas, e preparar
seus alimentos. O microssistema de abastecimento de água foi construído pela
Prefeitura de Juruti e não contemplou todas as famílias da comunidade. No
verão, quando o nível da água do lago baixa, os moradores caminhavam bastante
para conseguir um pouco de água. “É muito ruim ver muitos vizinhos tomando uma
água boa enquanto outros ainda são obrigados a tomar a água do rio. Quando o
verão é muito grande a água do lago baixa bastante e fica só uma lama. Era um
grande sacrifício. Então, a ACORJUVE viu essa situação e resolveu ampliar a
rede para as demais famílias. Agora muitas senhoras,
donas de casas, terão um sossego. A água é de qualidade e boa para beber”,
disse o líder comunitário Francisco Batista de Almeida, de Juruti-Açu.
“Agradecemos a Deus e a Direção
da ACORJUVE pela iniciativa. Antes, a gente precisava caminhar até 200 metros
para pegar a água no rio. Era uma dificuldade para todas as famílias. Erámos
o
brigados a carregar água a qualquer hora, de dia, de noite, na chuva. Além
disso, essa água causava vários problemas de saúde”, ressaltou o pescador João
Filho, que há 26 anos mora na comunidade Zé Maria, onde vivem 12
famílias.
Gerdeonor Pereira garante que
oitenta por cento das nossas comunidades do PAE Juruti Velho já possuem água de
qualidade.
ENERGIA ELÉTRICA
Energia elétrica de qualidade
também está chegando a muitas famílias da região de Juruti Velho.
Na comunidade de Pedreira, as 11
famílias que moram ali vão receber energia elétrica em casa nos próximos dias.
Com recursos destinados ao uso coletivo, a ACORJUVE adquiriu um gerador de
energia e está em fase de implantação da rede de distribuição.
O coordenador da comunidade,
Danilson Teodoro de Almeida, lembra que à noite a escuridão é grande na
comunidade. Atualmente, para assistir a um jogo, por exemplo, a família de seu
Danilson se reúne, compra o combustível para o funcionamento de um pequeno
gerador instalado em uma embarcação. Segundo ele, sair de casa à noite é meio
perigoso, pois é comum a presença de animais peçonhentos tanto nas estradas
quanto nas águas. Cobras e jacarés são encontrados com facilidade e podem
atacar moradores desprevenidos.
“Vamos reivindicar junto à
prefeitura de Juruti e ao Governo Federal para que o programa Luz para Todos
possa ser implantado no PAE Juruti Velho para que a gente resolva de uma vez
por todas a questão da energia aqui na nossa região. Estamos brigando e vamos
brigar para que isso seja possível”, destaca o presidente da ACORJUVE.
SEGURANÇA
A segurança na região de Juruti
Velho melhorou consideravelmente com a implantação do Destacamento da Polícia
Militar, em 18 de julho de 2012. Essa conquista é fruto de uma parceria entre a
Prefeitura de Juruti, Polícia Militar e Associação das Comunidades da Região de
Juruti Velho.
Sargento Pereira, comandante do
Destacamento da Polícia Militar em Juruti Velho, lembra que quando chegou à
região de Juruti Velho o índice de violência era elevado. “No momento em que
chegamos aqui havia apenas um grupo de agentes pacificadores, formado por
moradores da região. Hoje, com a realização de reuniões e trabalhos
preventivos o índice de violência
diminuiu”. Em Juruti Velho, o destacamento da PM aguarda o repasse de uma
viatura e de uma embarcação para atender a todas as 45 comunidades que formam a
região. Enquanto isso, a ACORJUVE tem garantido a locomoção, quando necessário,
dos policiais e agentes pacificadores fornecendo lanchas e combustível. A
ACORJUVE tem contribuído ainda com a alimentação dos policiais. A reforma da
casa onde funciona o Destacamento da PM em Juruti Velho também teve o apoio da
ACORJUVE.
O Destacamento da PM em Juruti
Velho é composto por 01 sargento, 01 cabo e 04 soldados, além dos 06 agentes
pacificadores que já atuavam por lá. Diariamente, os PMs e os agentes fazem
rondas nas praças, nas escolas e em locais com grandes fluxos de pessoas,
realizando um trabalho preventivo.
“Foram várias as reuniões
realizadas em Belém e em Santarém até conseguirmos esta conquista. Hoje a
região melhorou. A segurança melhorou oitenta por cento em Juruti Velho com a
presença da polícia militar. De tanto a gente bater na porta do governo a gente
conseguiu. Foi uma grande luta da ACORJUVE e vai melhorar ainda mais”, destaca
Gerdeonor Pereira.
No ano de 2010, a casa própria
deixou de ser um sonho e passou a ser realidade para muitas famílias de Juruti Velho. É o que relatou o diretor de formação jurídica e conflitos agrários da
ACORJUVE, Francisco Pinheiro. Ele lembra que isso foi resultado de uma luta de
mais de 18 anos das famílias da região de Juruti Velho, que queriam ser
reconhecidas como verdadeiras proprietárias da terra onde vivem. Direito esse
que foi conquistado em 2009.
A ACORJUVE conseguiu, junto ao
INCRA – Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, recursos para a
construção de casas populares. De acordo com Francisco Pinheiro já foram
entregues 121 casas na região de Juruti Velho. Em breve outras 21 serão
entregues. Em fase de construção se encontram outras 355 casas. O INCRA repassa
para cada casa recursos no valor de R$ 15.000,00 (quinze mil reais); e a
ACORJUE entra com uma parcela para complementar a obra. Para ser contemplada
com uma casa popular a pessoa precisa estar cadastrada na Relação de
Beneficiários do INCRA.
Com recursos da própria
associação foram entregues 12 casas populares a famílias que não estão
incluídas na Relação de Beneficiários do INCRA e que precisam de um local digno
para morar.
Antonilzo Ferreira de Lima, 48
anos, morador da comunidade Juruti-Açu, pai de 08 filhos, conseguiu há 02 anos
realizar o sonho da casa própria. Hoje, ele comemora essa conquista. “Graças a
Deus a luta que começou em 2004 deu resultado positivo. Hoje temos a nossa casa
e conseguimos realizar um sonho”, disse o produtor rural.
EDUCAÇÃO
A ACORJUVE tem contribuído com o
setor educacional de Juruti Velho. Na Vila Muirapinima, por exemplo, a
associação proporcionou a reforma da escola Judith Barroso Pinheiro, onde
funcionará a Casa dos Professores e a Escola do Ensino Médio em 2013. Além
disso, doou mesa e cadeiras para o funcionamento do Departamento do Ensino
Médio, que funciona na Escola Lígia Meirelles.
MEIO AMBIENTE
A ACORJUVE tem combatido com
firmeza a exploração ilegal de madeira. No quilômetro 53 da estrada que liga
Juruti à Mina de Bauxita, a associação instalou uma guarita onde seus próprios
associados fiscalizam a movimentação de caminhões a fim de evitar a saída
ilegal de madeira. “Estamos aguardando que o governo faça a sua parte, que é
fiscalizar e combater a exploração ilegal de madeira. Enquanto isso não
acontece nós vamos continuar vigiando e defendendo o que é nosso”, destacou
Gerdeonor.
Outro projeto importante em prol
do meio ambiente, desenvolvido em parceria com a UFAM – Universidade Federal do
Amazonas, é o Pé de Pincha, que visa o repovoamento de rios e lagos da região
através da soltura de quelônios. Em Juruti Velho o projeto é desenvolvido desde
2003, em 16 comunidades.
DENÚNCIA: FACULDADE INVESTIGADA PELO MINISTÉRIO PÚBLICO PODE ESTAR ATUANDO DE FORMA IRREGULAR NA REGIÃO
13/6/2013
A reportagem do Jornal da Manhã da Rádio Rural recebeu denúncia de que a Faculdade de Ciências Humanas de Vitória – Favix poderia estar promovendo curso de nível superior em Santarém e em outros municípios do Baixo Amazonas.
A suspeita surgiu após consulta junto ao site do Ministério da Educação e o nome da referida faculdade não constar na lista das instituições credenciadas para atuar em Santarém.
Outra suspeita é que o CNPJ que consta em documentos oficiais da instituição não foi localizado junto a Receita Federal.
Porém, fomos informados que a Faculdade de Ciências Humanas de Vitória, integra um grupo com sede em Brasília denominado Grupo Continental Educacional, do qual fazem parte outras instituições de ensino superior.
Por telefone conseguimos falar com algumas pessoas que teriam ligação com a FAVIX, mas ninguém estaria autorizada a falar, mesmo assim informaram que a faculdade tem representantes em várias regiões do país.
No site do Ministério Federal consta a lista das instituições que já foram recomendadas a suspender as atividades irregulares no Pará.
Inclusive MPF já entrou com ações judiciais para pedir a suspensão dos cursos e propaganda ilegais aqui no Estado. O nome da Faculdade de Ciências Humanas de Vitória – FAVIX consta nessa lista. Além da FAVIX há outras 8 instituições que ministram cursos no Estado no alvo do Ministério Público Federal.
No município de Santarém, a FAVIX atua nas comunidades: Murumuru, Guaraná, São Raimundo da Palestina, Curuai, Parauá, Vila Socorro, Vila Gorete e Jacamim. Nesta última, todos os alunos desistiram e estão pedindo ressarcimento do dinheiro pago até agora. Além de Santarém os cursos são ministrados, também, em Monte Alegre, Juruti e Itaituba.
Fonte: Redação da Rádio Rural
Fonte: Redação da Rádio Rural
sexta-feira, 31 de maio de 2013
PROTESTO CONTRA A ALCOA, EM JURUTI, REÚNE MAIS DE TRÊS MIL PESSOAS EM AUDIÊNCIA PÚBLICA
Mais
de três mil pessoas participaram, na tarde da última 4ª feira, 29 de m
aio, de
uma audiência pública realizada na sede Sygnus Clube, em Juruti, promovida pelo
Movimento Acorda Juruti. Na oportunidade, representantes das mais de vinte
entidades que integraram o movimento mostraram sua insatisfação com a empresa
ALCOA, responsável pela exploração de bauxita no município.
Dentre
as entidades que integram o Movimento Acorda Juruti estão a Associação
Comercial e Empresarial de Juruti (ACERJ), Associação das Comunidades da Região
de Juruti Velho (ACORJUVE), Movimento Juruti no Limite, Movimento Juruti em
Ação, Sindicato dos Mototaxistas de Juruti, Associação das Comunidades da Gleba
Curumucuri (ACOGLEC) e Associação das Comunidades do Planalto Mamuru (ACPM). Mas
a a
usência da empresa ALCOA, que não enviou representantes à audiência, deixou
muita gente insatisfeita. “A ausência da empresa é um desrespeito total. Isso
mostra que a empresa não quer falar a verdade para o povo. Demonstra que não é
verdade tudo aquilo que vem dizendo que investiu no município de Juruti”, disse
Gerdeonor Pereira, presidente da ACORJUVE.
Na
oportunidade, o assessor jurídico do movimento, advogado Dilton Tapajós,
apresentou informações que, segundo ele, vão de encontro com as informações
d
ivulgadas pela ALCOA. Dilton fez um comparativo do que a empresa prometeu em
2005, por ocasião de sua instalação em Juruti e do que foi realizado de
concreto. Segundo Dilton, em 08 anos de implantação e operação a empresa falta
cumprir muitos compromissos assumidos em audiência púbica promovida há 08 anos.
De acordo com dados apresentados pelo advogado, nessa audiência pública a
empresa prometeu gerar 5.800 empregos diretos, mas está gerando somente 2.109
de forma direta e indireta. É o que mostra, de acordo com Dilton, um panfleto
distribuído pela ALCOA.
O
prefeito em exercício de Juruti, Jonas Moraes, participou da audiência e disse
que a reivindicação da comunidade é legal, democrática. Lamentou a ausência da
ALCOA, que, segundo ele, perdeu uma oportunidade de conversar com a comunidade.
Com relação à Agenda Positiva, na qual a empresa prometeu realizar diversas
ações em Juruti, Jonas disse que muitas obras ainda não foram executadas. “Nós
estamos sentando com a empresa para avaliar a Agenda Positiva e discutir novas
propostas para executar na atual administração”, destacou o prefeito em
exercício.
Outra
informação apresentada pelo assessor jurídico do Movimento Acorda Juruti, que
também chamou a atenção das pessoas que estiveram presentes no manifesto da
última 4ª feira: a ALCOA prometeu integração com a comunidade, que não iria
construir vilas especiais para funcionários etc. Mas está fazendo o oposto do
que prometeu. A prova, de acordo com Dilton, é a construção de um residencial
no bairro Bom Pastor, em que tanto a empresa contratada para executar o serviço
de construção quanto o material utilizado na obra são provenientes de outras
cidades, deixando de ofertar emprego para moradores de Juruti e deixando de
gerar renda no comércio local, que poderia muito bem fornecer o material de
construção necessário.
Mas
a indignação do advogado não para por aí. Ele também quis saber das ações para
aproveitamento científico da vegetação, com informações à comunidade; criação e
manutenção de unidade de conservação; apoio na implantação do plano diretor de
Juruti, com infraestrutura necessária, inclusão para a realocação da população
remanejada, em especial aqueles moradores que vivem em áreas por onde passa a
ferrovia da mina, que coloca em risco a vida de muita gente, principalmente de
crianças; plano de oportunidades de investimentos e incentivos às atividades
locais; cursos profissionalizantes seriam realizados no período entre a licença
prévia e a licença de instalação; empregos seriam primeiramente para moradores
de Juruti; cursos de capacitação para professores e construção de mais salas de
aula etc. “Mas, infelizmente nem um representante da empresa veio a esta
audiência pública para esclarecer esses fatos”, lamentou Dilton Tapajós.
O
ex-prefeito de Juruti, Henrique Costa, também participou da audiência. Na
oportunidade, ele propôs uma prestação de conta dos recursos repassados pela
ALCOA durante sua administração (2005-2012), bem como mostrar em que foram
utilizados esses recursos, repassados através de impostos à Prefeitura de
Juruti.
O
deputado estadual Zé Maria (PT), filho de Juruti, também se manifestou na
audiência pública, e se mostrou favorável à implantação d
e uma empresa para o
beneficiamento da bauxita em Juruti. “Uma das alternativas pra geração de
emprego e renda é a industrialização dessa bauxita, em Juruti. Do contrário,
nós estaremos alimentando uma possibilidade da geração de outros empregos, que
não tem. Pois nós já conhecemos que apenas a forma de extração, como está sendo
feita hoje, gera poucos empregos. Eu acho que a saída para essa questão da
mineração em Juruti é buscar alternativas para verticalizar essa produção de
minério”, disse o parlamentar.
“Vamos
fechar a nossa pauta de reivindicações e entregar o
documento ao Ministério
Público Federal para o mesmo seja encaminhado à ALCOA. Esperamos que a empresa
dê uma resposta ao Ministério Público e, de acordo com essa resposta, o
movimento vai avaliar e tomar uma decisão de como vai proceder a partir de
agora. A nossa pauta de reivindicações possui 22 itens. Não e nada de absurdo.
É tudo que a empresa prometeu em 2005 e que não vem sendo cumprido”, finalizou
Gerdeonor Pereira.
A
audiência durou cerca de 05 horas. E, no final, o documento, que apresenta as reivindicações levantadas pelas 22 entidades
que formam o Movimento Acorda Juruti, foi entregue à Ticiana Nogueira,
representante do Ministério Público Federal – MPF, que veio de Brasília
especialmente para participar da audiência pública.
Texto: Udirley
Andrade
Fotos: Isabel
Cristina/ACORJUVEAUDIÊNCIA PUBLICA REALIZADA DIA 29 DE MAIO
Momento de assinatura do documento final da audiência publica do dia 29 de maio
na sede social Signos Clube
Gerdeonor Pereira - Presidente da ACORJUVE
Deputado Estadual Zé Maria
POPULAÇÃO DE JURUTI FAZ MANIFESTO REIVINDICANDO INVESTIMENTOS DA ALCOA
Mais de 3 mil pessoas participaram de uma reunião com a presença do ministério Público Federal para discutir e elaborar uma série de reivindicações à empresa que até hoje não gerou os empregos prometidos aos moradores da cidade.
Gerdeonor Pereira, representante do movimento social diz que a empresa não respeita a população, nem as autoridades municipais, quando não comparece para resolver questões referentes a situação causada pela própria companhia.
Durante a reunião surgiu a proposta de fechar o trabalho da mineradora no município, como forma de chamar a atenção das autoridades para a problemática que se criou depois da instalação da empresa naquele município.
O deputado estadual Zé Maria (PT) esteve na reunião e diz qual seu posicionamento a respeito dessa proposta. Ele sugeriu que a empresa faça a industrialização da bauxita na região, como forma de gerar emprego para a população.
O prefeito em exercício de Juruti Jonas Moraes defende o manifesto da população e se coloca a disposição da sociedade para dialogar com a empresa.
Fonte: Redação da Rádio Rural
ALCOA FAZ CHANTAGEM E AFRONTA JURUTI E O PARÁ COM AMEAÇAS
A empresa se recusa a negociar com os moradores da cidade, boicotará a reunião e está fazendo todo tipo de pressão para que o evento não ocorra, ameaçando demitir os trabalhadores e até fechar a sua planta na região.
No blog da Franssinete
Na próxima quarta-feira, 29, o Movimento Acorda Juruti realiza audiência pública para debater os impactos sociais e ambientais causados pela Alcoa no município de Juruti, no Oeste do Pará. Em 2006, a mineradora assumiu o compromisso de realizar diversas obras para compensar a extração de bauxita. Após 7 anos, a comunidade denuncia o descumprimento das promessas e exige o que ficou acordado.
Os maiores impactos da lavra ocorreram nas comunidades tradicionais do entorno do Lago Grande de Juruti Velho, distante cerca de 45 Km da cidade de Juruti, com desmatamento contínuo de árvores centenárias e o uso da água do rio para lavar a bauxita, afetando as principais fontes de sobrevivência da comunidade, pesca e extrativismo vegetal, denuncia a população local, aduzindo que os problemas se arrastam desde 2002, quando a Alcoa iniciou sua instalação, desestruturando continuamente a vida social e econômica das comunidades que vivem na região há mais de 100 anos.
Na época, as irregularidades foram observadas pelo MPE-PA, que recomendou a suspensão da licença para operação da empresa, considerando que os critérios políticos não podem desprezar os estudos socioambientais do projeto, que atraiu milhares de trabalhadores de todo o País, multiplicando o custo de vida local, desestruturando os serviços públicos e criando bolsões de miséria.
Uma moção de apoio ao Movimento Acorda Juruti foi assinada por 21 entidades representativas dos munícipes, denunciando que a população vivencia hoje “os mais variados e angustiantes problemas, jamais ocorridos antes da chegada da Alcoa, como retenção dos investimentos da cidade, não contratação das empresas e mão de obra local e inchaço populacional”.
A Câmara Municipal também se manifestou solidária ao Movimento Acorda Juruti, através de Moção aprovada em plenário.
A Alcoa divulgou carta na qual avisa que não irá à audiência pública e joga a responsabilidade pela situação nas costas do Estado, do Município e da União, para os quais diz ter recolhido R$ 427 milhões em tributos, impostos e compensações, de 2006 ao primeiro trimestre de 2013, com o que considera que já fez mais do que devia em troca do lucro bilionário que retira de lá, alfinetando inclusive o governo do Estado quanto à aplicação do dinheiro – R$ 36 milhões entre 2008 e 2013 - que pagou a título de CFEM (Compensação Financeira pela exploração de recursos Minerais), os chamados royalties da mineração, e R$ 4,6 milhões entre 2012 e o primeiro trimestre deste ano, de TRFM (Taxa de Controle, Acompanhamento e Fiscalização das Atividades de Pesquisa, Lavra, Exploração e Aproveitamento de Recursos Minerários).
E ainda ameaça “reduzir ou mesmo parar a operação de Juruti, tendo como consequência a redução da arrecadação de taxas, impostos e compensações”.
Está mesmo na hora de serem tomadas sérias e urgentes providências. MPF, MPE, Governo do Estado e Alepa precisam se posicionar perante tão grave questão, que afronta todos os paraenses.
Postado por Manuel Dutra às 17:13
JURUTI PEDE SOCORRO
No dia 29 de maio está prevista para ocorrer uma Audiência Pública para debater os impactos sociais e ambientais da Mineradora Alcoa na cidade de Juruti, Oeste do Pará.
Em 2006, a empresa se comprometeu em realizar diversas obras na cidade para compensar a sua intensa extração de bauxita, usada para fazer alumínio.
Após 7 anos, a comunidade denuncia que as obras não foram realizadas e organizou o Movimento Acorda Juruti para exigir o que ficou acordado.
Porém, a empresa se recusa a negociar com os moradores da cidade e está fazendo todo tipo de pressão para que a nova Audiência Pública não ocorra, ameaçando demitir os trabalhadores e fechar a sua planta na região.
Os maiores impactos da intensa exploração extrativista mineral ocorreram em nas comunidades tradicionais do entorno do Lago Grande de Juruti Velho, distante cerca de 45 km da cidade de Juruti, com desmatamento contínuo de árvores centenárias e o uso da água do rio para lavar a bauxita, afetando as principais fontes de sobrevivência da comunidade, pesca e extrativismo vegetal.
Os problemas se arrastam desde 2002, quando a Alcoa iniciou a instalação da sua estrutura empresarial, desestruturando continuamente a vida social e econômica das comunidades que vivem na região há mais de 100 anos.
Na época, as irregularidades foram observadas pelo Ministério Público Estadual que recomendou a suspensão da licença para operação da empresa, considerando os critérios políticos não podem desprezar os estudos ambientais e os critérios técnicos que garantissem a viabilidade ambiental do projeto que atraiu trabalhadores de outras regiões, aumentando o custo de vida na cidade.
Uma moção de apoio ao Movimento Acorda Juruti foi assinado por 21 entidades representativas dos munícipes, denunciando que a população vivencia hoje “os mais variados e angustiantes problemas, jamais ocorridos antes da chegada da Alcoa, como retenção dos investimentos da cidade, não contratação das empresas e mão de obra local e inchaço populacional”.
Isolados pelo poder econômico da empresa, que domina os meios de comunicação para impedir qualquer divulgação negativa que possa influenciar novos investimentos internacionais, a comunidade de Juruti vem a público pedir socorro para as entidades sociais se manifestarem em sua defesa.
Assim, solicitamos que as entidades sociais enviem notas de solidariedade ao Movimento Acorda Juruti para o e-mail acorjuve.10@gmail.com, e divulguem para a imprensa em suas cidades, estados e regiões.
Outras informações podem ser obtidas com Geodonor Pereira dos Santos, diretor da Associação das Comunidades de Juriti Velho (Acojuve), pelo telefone (093) 91763973. O blog da entidade é: acorjuve-acorjuve.blogspot.com.
O que é bauxita
Bauxita é um minério que deve conter, no mínimo 30% de óxido de alumínio para que sua produção seja economicamente viável. São necessárias quatro toneladas de bauxita para produzir uma tonelada de alumínio. O Pará é o maior produtor de bauxita do país, representando 85% da extração do minério.
-
Enviada por Ruben Siqueira para Combate Racismo Ambiental.
sábado, 25 de maio de 2013
PROGRAMA “LUZ PARA TODOS”. INCLUSÃO DO PROJETO DE ASSENTAMENTO AGROEXTRATIVISTA FEDERAL JURUTI VELHO (PAE JURUTI VELHO), GLEBA JURUTI VELHO, NO PROGRAMA DE OBRAS 2011/2014
Vila Muirapinima, Região de Juruti Velho, Juruti (PA), 22
de maio de 2013.
Excelentíssimo
Senhor
EDISON LOBÃO
Ministro
de Estado do Ministério de Minas e Energia
Brasília
– DF
Assunto: PROGRAMA “LUZ PARA TODOS”. INCLUSÃO DO PROJETO DE ASSENTAMENTO AGROEXTRATIVISTA
FEDERAL JURUTI VELHO (PAE JURUTI VELHO), GLEBA JURUTI VELHO, NO PROGRAMA DE
OBRAS 2011/2014
Senhor Ministro,
Cumprimentando-o,
a Associação das Comunidades da Região de Juruti Velho (ACORJUVE), CNPJ
07.023.341/0001-21, com sede na comunidade Vila Muirapinima, entidade
associativa sem fins econômicos, que congrega em torno de 2.500 unidades
familiares, moradoras de 48 comunidades tradicionais da região de Juruti Velho,
zona rural do município de Juruti, oeste do Estado do Pará, cujo território de
96.000 ha (noventa e seis mil hectares) foi destinado definitivamente pelo
INCRA ao Projeto de Assentamento Agroextrativista Juruti Velho (PAE Juruti
Velho), Gleba Juruti Velho, neste ato representada por seu Diretor
Administrativo, Sr. Gerdeonor Pereira dos Santos,
brasileiro, solteiro, agricultor familiar, residente e domiciliado na Vila
Muirapinima, região de Juruti Velho, zona rural do Município de Juruti/PA, RG
nº 1108031-0 SSP/AM, CPF nº 445.580.072-72, vem, respeitosamente,
considerando que o Programa “LUZ PARA TODOS” tem como objetivo propiciar
o atendimento, em energia elétrica, à parcela da população do meio rural que
ainda não possui acesso a esse serviço público, estabelecendo prioridade para os assentamentos rurais, SOLICITAR a V. Exa. que envide todos os esforços
e meios necessários para incluir o Projeto de Assentamento Agroextrativista
Juruti Velho (PAE Juruti Velho), Gleba Juruti Velho, no Programa de Obras
2011/2014, justificando nosso pedido pelas seguintes razões:
·
O PAE Juruti Velho está localizado na
Gleba Juruti Velho, no município de Juruti, no limite com o município de
Parintins/AM, na parte oeste do Estado do Pará, é integrado por 48 comunidades
tradicionais ribeirinhas, com aproximadamente 2.500 unidades familiares, com
uma população estimada em 10.000 (dez mil) pessoas, cuja renda familiar não
ultrapassa três salários mínimos, provinda da agricultura, pesca, extrativismo,
pequena pecuária, pequeno comércio e aposentadoria rural; tratando-se,
portanto, de região carente, com certo isolamento do centro administrativo da
cidade Juruti: a Vila Muirapinima, distrito administrativo do PAE Juruti Velho,
dista 1 hora, de lancha pequena, da cidade de Juruti e 12 horas, de barco, da
cidade de Santarém;
·
Todas as comunidades que integram o
PAE Juruti Velho utilizam sistema próprio de energia, por meio de motor de luz
a diesel, com funcionamento primordial das 18 ás 24 horas, e, também, para
abastecer os sistemas de captação de água comunitário (em média 50 unidades
familiares/comunidade);
·
Somente a Vila Muirapinima, distrito
administrativo do PAE Juruti Velho, que conta com 700 unidades familiares
concentradas, aproximadamente 3.000 pessoas, onde há duas escolas municipais, posto
de saúde, posto da Polícia Militar e o pequeno comércio mais significativo,
consome 24.000 litros de diesel/mês, para funcionar 10horas/dia, com custo de
R$ 80.000,000/mês;
·
A multinacional ALCOA está minerando em parte
do território destinado pelo INCRA ao PAE Juruti Velho, o que ocasionou um
crescimento na demanda de energia nas comunidades, haja vista que muitos
comunitários que tinham suas rendas familiares baseadas em atividades
econômicas da agricultura, pesca, pequena pecuária e extrativismo, foram
estimulados a buscar empregos na ALCOA ou em suas contratadas e subcontratadas,
abandonando suas atividades primárias, mas sem conseguir se firmar como
empregados, o que os levou posteriormente a montar pequenas vendas,
motivado-os, também, pelo recebimento do direito na participação dos resultados
da lavra, pagos pela ALCOA, o que levou ao consumo de eletrodomésticos e outros
bens que requerem energia para conservação de alimentos, bebidas etc;
·
Atualmente, há forte pressão
socioeconômica nos moradores da região de Juruti Velho em decorrência do
empreendimento minerário sob responsabilidade da multinacional ALCOA, mudando a
essência cultural tradicional das comunidades que integram o PAE Juruti, o que
requer que projetos alternativos sejam cultivados, o que exige,
necessariamente, o acesso ao serviço público de eletrificação rural, sob pena
de exclusão social em massa e êxodo para as cidades mais urbanizadas, a exemplo
de Juruti, Parintins ou Santarém;
·
Igualmente, houve aumento da
criminalidade na cidade de Juruti e na Vila Muirapinima, com muitos casos de
uso de drogas e bebidas, brigas entre comunitários, furtos, ou seja, violência
social, o que antes não fazia parte daquelas comunidades tradicionais, requerendo
a presença institucional da Polícia Militar e da Policia Civil na Vila
Muirapinima, onde estará sendo construído o prédio que abrigará o Destacamento
da Polícia Militar de Juruti Velho e da Delegacia de Juruti Velho;
·
A Gleba Juruti Velho já havia sido
contemplada no Programa “LUZ PARA TODOS”, conforme se depreende pelos
documentos que ora anexamos a este expediente: (i) RELATÓRIO ELABORADO PELA REDE CELPA – DIRETORIA DE PROJETOS
ESPECIAIS – GERÊNCIA DE ELETRIFICAÇÃO RURAL: Atendimento da Gleba Juruti Velho,
Análise das Possibilidades de Atendimento pelo PLT, fevereiro de 2011; (ii)
MEMÓRIA DE REUNIÃO OCORRIDA MO MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA – SECRETARIA DE
ENERGIA ELÉTRICA; (iii) EXPEDIENTE CTA-DER-Nº 186/2011, DATADO DE 11/11/2011.
Pelo
exposto, considerando que ao Ministério de Minas e Energia compete coordenar o
Programa “LUZ PARA TODOS” e outras atribuições constantes do Manual de
Operacionalização – PROGRAMA “LUZ PARA TODOS”, pg. 09, tendo presente, ainda,
que o atendimento com energia elétrica da Gleba Juruti Velho, no município de
Juruti-PA, por meio do Programa “LUZ PARA TODOS”, já estava previsto, inclusive
com elaboração do Relatório “Atendimento da Gleba Juruti Velho, Análise
das Possibilidades de Atendimento pelo PLT”, elaborado em fevereiro de
2011, pela Diretoria de Projetos Especial – Gerência de Eletrificação Rural, da
Rede Celpa, e outros atos para firmar a operacionalização dos serviços, o que
não ocorreu por falta de abertura de acessos às comunidades que integram a região
de Juruti Velho (compromisso da Prefeitura de Juruti/PA); considerando,
notadamente, que as famílias não podem ser prejudicadas pelo descaso dos
poderes públicos constituídos; e considerando que a pressão socioeconômica enfrentada
pelas comunidades da região de Juruti Velho requer o acesso ao serviço público
de eletrificação rural, sob pena de exclusão social e êxodo de muitas unidades
familiares, SOLICITAMOS a V. Exa. que
envide todos os esforços e meios necessários para incluir o Projeto de Assentamento
Agroextrativista Juruti Velho (PAE Juruti Velho), Gleba Juruti Velho, no
Programa de Obras 2011/2014, do Programa “LUZ PARA TODOS”,
comprometendo-nos a diligenciar parceria com a Prefeitura de Juruti para dar
apoio aos serviços suplementares necessários.
Sendo o que se apresenta para o momento, oportunidade em
que apresentamos votos de respeito e consideração.
Atenciosamente,
GERDEONOR PEREIRA DOS SANTOS
Diretor Administrativo da ACORJUVE
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