Iniciou ontem, 22 de março na comunidade Alemanha, região do Miri, mais uma capacitação do projeto ACORJUVE Sustentavel, participam 30 comunitários, a assessoria é do Assessor técnico Agostinho Guimarães com a colaboração do coordenador do projeto Cleuton Xavier e Sara Oliveira, o curso tem a duração de três dias.
sábado, 23 de março de 2013
ACORJUVE 09 ANOS DE LUTAS E CONQUISTAS
Há
nove anos era fundada a ASSOCIAÇÃO DAS COMUNIDADES DA REGIÃO DE JURUTI VELHO-
ACORJUVE
Fundar ACORJUVE não foi simples, pois nesse período, as pessoas não acreditavam que queríamos fazer uma entidade diferente das que já existiam. A ACORJUVE foi pensada para o coletivo. As pessoas só pensavam no individual.
Fundar ACORJUVE não foi simples, pois nesse período, as pessoas não acreditavam que queríamos fazer uma entidade diferente das que já existiam. A ACORJUVE foi pensada para o coletivo. As pessoas só pensavam no individual.
Durante
06 meses foram realizadas reuniões em cada uma das comunidades da região. Em
algumas não fomos bem recebidos, pois os moradores pensavam que estávamos
fazendo campanha eleitoral. Outros afirmavam que queríamos vender nossas terras
para os alemães. Mas na verdade, íamos às comunidades falar da associação, que
seria diferente de todas as que já existiam: uma entidade coletiva. A
luta não foi fácil. Tinha dia, que íamos à comunidade falar sobre coletividade
do trabalho, decisões em grupos; no outro vinha ALCOA prometendo emprego,
desenvolvimento, dando brindes como camisas, cestas básicas. Era uma queda de
braço todos os dias.
Mas com muita luta, chegamos ao nosso objetivo, e no dia 21 de março de 2004, no centro Tabor com cerca de 3.000 pessoas reunidas fundamos a ACORJUVE. São 09 anos de luta, dedicação, compromisso, sofrimento, decepções, alegrias.
Não esperamos reconhecimento, pois muitos querem sempre mais, mas estamos fazendo e cuidando daquilo que nos foi confiado. Rui Moura morador da comunidade Uxituba lembra que as associações que foram criadas antes da ACORJUVE não tinham a conquista da terra como prioridade, e que ele sempre será um tijolo nesta construção. Destaca que as pedras que são atiradas, machucam e por muitas vezes deixam cicatriz, mas a cura deve está no compromisso, na coragem, na sabedoria de fazer a coisa certa. E nós estamos tentando fazer a coisa certa. E com seu apoio vamos conseguir.
Mas com muita luta, chegamos ao nosso objetivo, e no dia 21 de março de 2004, no centro Tabor com cerca de 3.000 pessoas reunidas fundamos a ACORJUVE. São 09 anos de luta, dedicação, compromisso, sofrimento, decepções, alegrias.
Não esperamos reconhecimento, pois muitos querem sempre mais, mas estamos fazendo e cuidando daquilo que nos foi confiado. Rui Moura morador da comunidade Uxituba lembra que as associações que foram criadas antes da ACORJUVE não tinham a conquista da terra como prioridade, e que ele sempre será um tijolo nesta construção. Destaca que as pedras que são atiradas, machucam e por muitas vezes deixam cicatriz, mas a cura deve está no compromisso, na coragem, na sabedoria de fazer a coisa certa. E nós estamos tentando fazer a coisa certa. E com seu apoio vamos conseguir.
RADIO COMUNITÁRIA MUIRAPINIMA
Terça feira 26 de março, as 13h, no Centro
de Reuniões Jamachi sede da ACORJUVE, Vila Muirapinima acontecerá a
assessembleia da ASSOCIAÇÃO DA RADIO COMUNITÁRIA MUIRAPINIMA, Apresentadores de
programas, tecnicos de som, direção, assesoria, conselho fiscal e presidentes
das associações membros da ARCM estão sendo aguardados para participarem do
evento. Pauta: elaborar resoluções para o bom funcionamento da emissora.
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
POLÍCIA FEDERAL LIBERTA 28 TRABALHADORES DA CONDIÇÃO DE ESCRAVIDAÃO NO PARANÁ
Vinte e oito trabalhadores em condição análoga à escravidão foram localizados em uma fazenda de Inácio Martins, no Centro-Sul do Paraná.
A situação foi descoberta porque um trabalhador conseguiu fugir e denunciou o caso à Polícia Federal (PF).
O grupo vivia em meio à mata nativa e atuava no corte da erva-mate. De acordo com a PF, eles não tinham acesso à assistência médica e as condições de higiene e de alimentação eram inadequadas.
A notícia do jornal Gazeta do Povo.
A notícia do jornal Gazeta do Povo.
Fonte: IHU
OITO MIL METROS CÚBICOS DE MADEIRAS APREENDIDOS EM SANTARÉM
Mais de oito mil metros cúbicos de madeira ilegal,
o que corresponde a 320 caminhões cheios de toras, foram apreendidos ao longo
dos rios Curuatinga e Curuá-Una, a 170 km de Santarém, no oeste do Pará. As informações foram divulgadas
nesta quarta-feira (27) pelo Ibama.
Na ação — uma das primeiras investidas do instituto
desde o início da Operação Onda Verde no estado, em fevereiro —, dezenas de
acampamentos de madeireiros também foram localizados e desmontados no interior
da floresta. Quatro motosserras e dois geradores foram apreendidos, e cinco
portos clandestinos de embarque de toras foram desativados.
Segundo o instituto, esta é a segunda vez em pouco
mais de três meses que o Ibama interrompe atividade madeireira irregular nas
margens do Curuatinga. Em novembro de 2012, os agentes apreenderam 915 toras,
dois tratores e um caminhão na região.
"Estamos rastreando os destinos da madeira
retirada do Curuatinga, os planos de manejo envolvidos nas fraudes que permitem
que ela chegue ao mercado de Belém e vamos responsabilizar as empresas que
financiam todo esse crime ambiental", explica o chefe da Fiscalização do
Ibama em Santarém, o analista ambiental André Gustavo.
Desde o final do ano passado, agentes do Ibama monitoram
de helicóptero o Curuatinga. Na última terça-feira (19), foram localizadas as
novas áreas de estocagem repletas de toras. No mesmo momento que fiscais
ocupavam a extração clandestina, destruíam os acampamentos e apreendiam o
produto florestal irregular, dezenas de balsas vindas de Belém
e dos municípios próximos à capital paraense subiam o rio vazias.
“Elas seguiam em direção aos portos clandestinos
para carregar as toras", revela o analista ambiental Tiago Jara, que
participou da ação. Como não havia flagrante, as balsas foram notificadas a
deixar o local e não mais embarcar madeira no rio Curuatinga. “Não existem
Planos de Manejo Florestais Sustentáveis aprovados nesta região, ou seja, qualquer
madeira saída do Curuatinga é fruto de crime ambiental e será apreendida".
Doação
Parte da madeira apreendida deverá ser doada de imediato à Defesa Civil do Pará, caso a entidade possa retirá-la da mata. O produto florestal que não sair da floresta, cujo acesso é difícil, permitindo sua doação a outras instituições sem fins lucrativos, será destruído pelo Ibama onde se encontra. "A medida é necessária para impedir que os infratores lucrem com o dano ao meio ambiente, porque as toras serão furtadas se ficarem sem vigilância", explica o chefe da Fiscalização.
Parte da madeira apreendida deverá ser doada de imediato à Defesa Civil do Pará, caso a entidade possa retirá-la da mata. O produto florestal que não sair da floresta, cujo acesso é difícil, permitindo sua doação a outras instituições sem fins lucrativos, será destruído pelo Ibama onde se encontra. "A medida é necessária para impedir que os infratores lucrem com o dano ao meio ambiente, porque as toras serão furtadas se ficarem sem vigilância", explica o chefe da Fiscalização.
Fiscalização
A Onda Verde atua em regiões líderes nos índices de desmatamento ilegal na Amazônia Legal. No Pará, três helicópteros e cerca de cem homens combatem a destruição ilegal da floresta amazônica em frentes montadas em Uruará, Anapu e Novo Progresso, no oeste do estado. A operação, que permanecerá todo o ano de 2013 em campo, conta com apoio do Batalhão de Polícia Ambiental do Pará, Ministério do Trabalho e Emprego e Força Nacional. Há mais quatro frentes de ação da Onda Verde, duas no Mato Grosso, uma no Amazonas e outra em Rondônia.
A Onda Verde atua em regiões líderes nos índices de desmatamento ilegal na Amazônia Legal. No Pará, três helicópteros e cerca de cem homens combatem a destruição ilegal da floresta amazônica em frentes montadas em Uruará, Anapu e Novo Progresso, no oeste do estado. A operação, que permanecerá todo o ano de 2013 em campo, conta com apoio do Batalhão de Polícia Ambiental do Pará, Ministério do Trabalho e Emprego e Força Nacional. Há mais quatro frentes de ação da Onda Verde, duas no Mato Grosso, uma no Amazonas e outra em Rondônia.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
FLORESTA AMAZÔNICA SERÁ MAPEADA EM TODA SUA DIMENSÃO
26/2/2013 /
Fonte: Rádio Rural de Santarém
A partir deste ano, a biodiversidade do país começa a ser monitorada de perto com a criação do Inventário Floresta Nacional. A Floresta Amazônica passará por um minucioso mapeamento no segundo semestre deste ano. A iniciativa é do Ministério do Meio Ambiente.
O órgão pretende reunir, até 2016, informações em cerca de 22 mil pontos, sobre todos os biomas brasileiros, inclusive da Amazônia.
A intenção é que as áreas sejam visitadas a cada cinco anos e monitoradas de acordo com a evolução dos recursos florestais existentes, contribuindo assim para elaboração de políticas de uso e conservação das matas.
Um inventário das florestas no Brasil só foi feito uma vez, entre as décadas de 1970 e 1980, ainda assim, mapeando somente os recursos madeireiros disponíveis.
O futuro inventário será voltado para a obtenção de dados como desmatamento, degradação, usos e funções das florestas, biodiversidade e espécies em extinção.
A primeira região amazônica a ser mapeada é conhecida como Arco do Desmatamento, localizada no Pará, Rondônia e Mato Grosso.
Os três estados respondem por 79% dos 35 quilômetros quadrados desmatados na Amazônia Legal em janeiro deste ano, de acordo com o Imazon.
Fonte: Rádio Rural de Santarém
FORÇA NACIONAL DE SEGURANÇA VAI COMBATER DESMATAMENTO NA AMAZÔNIA
26/2/2013 /
Fonte: Redação da Rádio Rural
Nesta semana, 180 soldados da Força Nacional de Segurança serão deslocados para reforçar os trabalhos de agentes ambientais no controle do desmatamento ilegal na Amazônia.
A informação é do presidente do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Volney Zanardi.
Segundo ele, o orçamento do órgão para atividades de fiscalização recebeu, para este ano, um incremento de 76 milhões de reais, passando a mais de 130 milhões. O presidente do IBAMA não informou qual será a área específica da Amazônia que será monitorada pelos policiais.
MPF VAI APURAR DENÚNCIA DE ESPIONAGEM CONTRA O CONSÓRCIO CONSTRUTOR DE BELO MONTE
26/2/2013 /
O Movimento Xingu Vivo para Sempre enviou representação pedindo elucidação dos fatos. O Ministério Público Federal recebeu hoje uma representação do Movimento Xingu Vivo para Sempre informando a descoberta de um agente contratado pelo Consórcio Construtor de Belo Monte que atuava infiltrado no movimento, gravando reuniões, fotografando pessoas e repassando informações para a empresa. A representação deu origem a um procedimento de apuração que será conduzido pela unidade do MPF em Altamira.
A descoberta foi feita durante reunião de planejamento do movimento em Altamira, no último final de semana, quando o funcionário gravava, com uma caneta espiã, tudo que se falava no recinto. De acordo com a representação, assinada pelo advogado do Xingu Vivo, Marco Apolo Santana Leão e pela liderança do movimento Antônia Melo da Silva, depois de flagrado, o próprio funcionário se dispôs a gravar em vídeo um depoimento sobre a natureza de seu trabalho para o Consórcio Belo Monte.
“Num impressionante relato, revelou um esquema de espionagem que chega a ser inacreditável em pleno estado democrático de direito”, diz o pedido de investigação. Ele disse ter sido contatado pela equipe de segurança do Consórcio com uma proposta de receber R$ 3 mil por mês para repassar informações sobre o Xingu Vivo. Negociou e aceitou fazer a espionagem por R$ 5 mil.
Ele disse que estava desempregado, nunca tinha visto tanto dinheiro e por isso aceitou a proposta. Um dos principais alvos seria Antônia Melo, uma das coordenadoras do Xingu Vivo para Sempre e a quem ele conhece pessoalmente desde a infância, por ser morador antigo de Altamira. De acordo com o depoimento em vídeo, ele repassaria tudo que descobrisse para o Consórcio mas, nos próximos dias, uma pessoa da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) iria até Altamira para ver as informações.
Ainda de acordo com o depoimento gravado, era esperado do funcionário que espionasse também os trabalhadores nos canteiros de obras de Belo Monte, para descobrir e apontar possíveis lideranças que buscassem melhorias para os trabalhadores. Ficou nos alojamentos dos operários, fez o mapeamento das lideranças, informou ao Consórcio, que demitiu cerca de 80 trabalhadores graças a essas informações.
“Estes lamentáveis fatos ocorrem em plena democracia num momento em que o Brasil se arvora internacionalmente como defensor de liberdades e signatário de diversos pactos e convenções de direitos humanos. Daí nossa indignação com esses desmandos, que não são cometidos apenas pela CCBM, mas também por uma agência de informações da Presidência da República”, diz a representação.
A representação informa o temor pela segurança dos integrantes do Xingu Vivo e pede ainda providências para a proteção do próprio funcionário. “O agente do Consórcio passa a ser uma testemunha das ilegalidades perpetradas pela empresa, nesse sentido, conforme consta em uma de suas declarações em vídeo, o mesmo se sente ameaçado pela empresa e seu serviço de segurança”, diz o documento. A investigação do MPF sobre as denúncias será conduzida pela procuradora da República Meliza Alves Barbosa.
“Num impressionante relato, revelou um esquema de espionagem que chega a ser inacreditável em pleno estado democrático de direito”, diz o pedido de investigação. Ele disse ter sido contatado pela equipe de segurança do Consórcio com uma proposta de receber R$ 3 mil por mês para repassar informações sobre o Xingu Vivo. Negociou e aceitou fazer a espionagem por R$ 5 mil.
Ele disse que estava desempregado, nunca tinha visto tanto dinheiro e por isso aceitou a proposta. Um dos principais alvos seria Antônia Melo, uma das coordenadoras do Xingu Vivo para Sempre e a quem ele conhece pessoalmente desde a infância, por ser morador antigo de Altamira. De acordo com o depoimento em vídeo, ele repassaria tudo que descobrisse para o Consórcio mas, nos próximos dias, uma pessoa da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) iria até Altamira para ver as informações.
Ainda de acordo com o depoimento gravado, era esperado do funcionário que espionasse também os trabalhadores nos canteiros de obras de Belo Monte, para descobrir e apontar possíveis lideranças que buscassem melhorias para os trabalhadores. Ficou nos alojamentos dos operários, fez o mapeamento das lideranças, informou ao Consórcio, que demitiu cerca de 80 trabalhadores graças a essas informações.
“Estes lamentáveis fatos ocorrem em plena democracia num momento em que o Brasil se arvora internacionalmente como defensor de liberdades e signatário de diversos pactos e convenções de direitos humanos. Daí nossa indignação com esses desmandos, que não são cometidos apenas pela CCBM, mas também por uma agência de informações da Presidência da República”, diz a representação.
A representação informa o temor pela segurança dos integrantes do Xingu Vivo e pede ainda providências para a proteção do próprio funcionário. “O agente do Consórcio passa a ser uma testemunha das ilegalidades perpetradas pela empresa, nesse sentido, conforme consta em uma de suas declarações em vídeo, o mesmo se sente ameaçado pela empresa e seu serviço de segurança”, diz o documento. A investigação do MPF sobre as denúncias será conduzida pela procuradora da República Meliza Alves Barbosa.
Fonte: Redação da Rádio Rural com informações do MPT
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
ELEIÇÃO DA NOVA DIRETORIA DA ACORJUVE
92,15% DOS COMUNITÁRIOS
E COMUNITÁRIAS DE JURUTI VELHO, ASSOCIADOS DA ACORJUVE, CONFIRMAM LIDERANÇA DE
GERDEONOR, RECONDUZINDO-O PARA DIRIGIR A ENTIDADE PELO QUARTO MANDATO
CONSECUTIVO.
Comunitários
e comunitárias de todas as idades, crianças, jovens, idosos, mulheres com
filhos pequenos no colo chegavam alegres e conversadores, dirigindo-se com
muita determinação para a sede do Boca Junior Esporte Clube (local da
Assembleia), que ficou completamente tomado, inclusive as bancadas fixadas nas
laterais do clube, como se fossem a mais um enfrentamento que costumeiramente
fazem, em defesa de seus direitos e de suas riquezas naturais, que
paulatinamente estão sendo consumidos pelos grandes projetos econômicos
autorizados pelo Estado, como é o caso da ALCOA.
Numa
demonstração de democracia participativa, 2.030 comunitários das 49 comunidades
tradicionais da região de Juruti Velho que integram o Projeto de Assentamento
Agroextrativista Juruti Velho – PAE Juruti Velho, associados da Associação das
Comunidades da Região de Juruti Velho (ACORJUVE), representando 78% (setenta e
oito por cento) de todos os associados/as da Entidade, participaram da
Assembleia Geral Ordinária para eleição e posse da nova diretoria executiva da ACORJUVE
para mandato de março de 2013 a março de 2016, que aconteceu na sexta-feira,
dia 15/02/2013. Foi uma festa de democracia, em que todas as atenções da região
e da própria cidade de Juruti estavam voltadas para o evento que transformou a
Vila Muirapinima, principal distrito da região de Juruti Velho, num verdadeiro
centro de discussões em torno da disputa das duas chapas que concorreram à
eleição: “CHAPA 1 VENCER SEMPRE”, encabeçada por Gerdeonor, atual diretor
administrativo da ACORJUVE, e “CHAPA 2”, encabeçada por Zequinha, atual
presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Juruti.
Ao
final da assembleia, que iniciou às 9 horas, em segunda convocação, finalizando
às 15 horas, a Comissão Eleitoral apurou o seguinte resultado: CHAPA 1-VENCER SEMPRE, encabeçada por
Gerdeonor: 1.844 votos; CHAPA 2, encabeçada por Zequinha: 157 votos. Havendo tão somente 29 abstenções.
Esse
resultado demonstra a forte unidade dos comunitários e comunitárias da região
de Juruti Velho, bem como confirma a liderança incontestável do comunitário,
agricultor familiar, Gerdeonor Pereira dos Santos, o Gerder, que vai assumir o
quarto mandato como diretor administrativo da ACORJUVE.
Na
defesa das propostas de sua chapa, Gerdeonor lembrou dos primeiros momentos da
ACORJUVE, fundada no dia 21 de março de 2004, como meio de unificação da luta das comunidades tradicionais,
congregando todas os ideais e credos, objetivando a regularização fundiária e
reconhecimento do território de parte da Gleba Juruti Velho às famílias que, há
décadas, sempre utilizaram, moraram e produziram na área respeitando e
convivendo em harmonia com o meio ambiente, que se mostravam preocupadas e
indignadas com a perda significativa de território para o projeto minerário da
ALCOA, ficando impedidos de extrair e coletar produtos da floresta. Rememorou
que foi com a luta e unidade do povo que conseguiram a titulação de suas terras,
por meio do Contrato de Concessão de Direito Real de Uso (CDRU), de caráter
perpétuo, emitido pelo INCRA, em 2009, e a grande vitória contra a ALCOA que se
negava a pagar direitos dos comunitários tradicionais pelo uso de parte de seu
território, e que hoje se concretiza com o recebimento de 1,5% do lucro líquido
da bauxita explorada pela ALCOA, como participação nos resultados da lavra,
havendo ainda em negociação os direitos a danos e prejuízos e renda pela
ocupação do território, em cumprimento da legislação minerária, agrária e
ambiental em consonância com os fundamentos da Constituição Brasileira e de
acordo com os princípios e diretrizes do Decreto 6.040/2009 (Política Nacional
dos Povos e Comunidades Tradicionais) e da Convenção 169 da Organização
Internacional do Trabalho (OIT).
Gerder, como comunitariamente é
tratado por seus companheiros, enumerou todas as vitórias concretas e os projetos
e parcerias que têm ajudado a transformar a vida de mais de 2.600 famílias
tradicionais permanentes que habitam a região de Juruti Velho: programa de apoio à unidade familiar (cartão
acorjuve); projeto costurando relações; construção de 10 microssistemas de
abastecimento d’água com rede completa de distribuição às moradias em 10
comunidades; construção de 05 redes de distribuição d’água de microssistemas
construídos em parceria Prefeitura/INCRA; projeto criação de galinha caipira; projeto de
criação de peixes; projeto de plantação de hortaliças e verduras; construção da
sede própria da ACORJUVE; implantação de curso de informática na Vila
Muirapinima que funciona na sede da ACORJUVE; capacitação de jovens e
lideranças; capacitação de diretores e conselheiros; construção de barracões
comunitários em comunidades do PAE; construção de infraestrutura nas
comunidades da região (pontes e escadarias); auxílio sociocultural às
comunidades do PAE Juruti Velho; apoio às lutas dos comunitários das glebas
Curumucuri, Mamuru Planalto, Mamuru Rio e territórios de várzea, integrando o
Movimento Juruti em Ação (MJA); parcerias com a Prefeitura de Juruti para
abertura e manutenção de ramais, construção de escolas e iluminação pública,
entre outros.
Gerder agradeceu aos 1.844 votos que sua
chapa obteve, representando a vontade livre e soberana dos comunitários e
comunitárias das comunidades que fazem parte da ACORJUVE, reconhecendo que a
responsabilidade da diretoria eleita e empossada é muito maior a partir de
agora, pois a ACORJUVE precisa consolidar suas vitórias por meio de projetos
que melhorem cada vez mais as vidas das famílias, bem como continuar unificados
para as lutas que ainda virão e para continuar avançando sempre, pedindo a
todos os diretores eleitos que se empenhem para que, nos próximos três anos de
mandato, saiam do papel as propostas discutidas com as comunidades nas visitas
que fez durante a campanha para eleição da ACORJUVE, como: créditos jovem, mulher e fomento junto ao INCRA; implantação do
Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (PRONERA); regularização do
ensino médio na região de Juruti Velho; ampliação dos cursos de informática nas
comunidade polo; continuidade e ampliação do projeto de formação de lideranças
de base comunitária; continuar a capacitação de conselheiros e diretores da
ACORJUVE; implementar a formação de comunicadores sociais; incentivo à criação
de grupos de economia solidária; incentivo à criação de acordos de pesca nas
comunidades polos; continuidade do apoio à unidade familiar (cartão ACORJUVE);
apoio às ações de todas as igrejas; ampliação do programa Bolsa Verde a 2.500
famílias do PAE Juruti Velho; expansão do projeto Construindo Relações; expansão
dos projetos produtivos de plantio de hortaliça e verduras, criação de galinha
caipira e de peixe para atingir 500 famílias; aquisição de patrulha agrícola
para mecanização da agricultura familiar; parceria com órgãos estatais para
continuidade das ações de cidadania; parcerias com a Prefeitura de Juruti para
implantação dos cursos de informática básica e avançada em todas as escolas
municipais da região de Juruti Velho e para implantação de cursos de
qualificação profissional em diversas áreas; legalização completa da Rádio
Comunitária Muirapinima; construção de microssistemas de abastecimento de água
em parceria com o INCRA e Prefeitura nas comunidades que ainda não possuem;
implantação de um posto avançado do BANPARÁ na sede da ACORJUVE.
Assessoria da ACORJUVE
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