sexta-feira, 15 de julho de 2011
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Trabalhadores e trabalhadoras de Anapu se preparam para 6ª Romaria da Floresta
Em Anapu, no Pará, região Norte do Brasil, os trabalhadores e trabalhadoras do Projeto Sustentável Esperança (PDS) e do Comitê Dorothy Stang se preparam para realizar a 6ª Romaria da Floresta que acontece de 21 a 24 de julho. Serão três dias de Romaria, seguindo um percurso de 55 quilômetros da sede do município de Anapu até chegar ao local onde Irmã Dorothy Stang, religiosa defensora das causas rurais no município, foi assassinada. No final, será celebrada uma missa.
Todas essas atividades têm motivo para acontecer. No último final de semana, os trabalhadores se mobilizaram para impedir que José Júnior Avelino Siqueira, fazendeiro da região, levasse as madeiras as quais ele diz ser dono. Amanhã (2), às 19h, está agendada uma reunião do Comitê em Defesa de Anapu para tratar o assunto.
A questão está acirrada desde janeiro deste ano, quando os moradores do local decidiram acampar em frente à entrada da reserva do projeto como forma de impedir a extração ilegal de madeira apreendida pela Polícia Federal e pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
A decisão de acampar se deu após audiência realizada em janeiro de 2011, como forma de impedir a entrada dos madeireiros da região. Outra medida foi a contrução de duas guaritas construídas pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), mas até agora, somente uma está em construção.
"Reconhecemos a demora por conta do quadro invernoso que foi muito forte esse ano, e somente iniciaram a construção da primeira guarita em maio. A outra não se tem previsão de quando vai ser construída, no entanto, não vemos agilidade e rapidez na solução dos problemas. A corrupção, violência, ameaça correm rápido frente às ações do governo”, afirma Irmã Jane Dwyer, membro da Comissão de Pastoral da Terra (CPT) e do Comitê Irmã Dorothy.
De acordo com informações do Comitê, cerca de 80% das terras são de floresta legal e protegida pelos moradores da região que defendem a vida e a natureza. "Os trabalhadores esperam por uma solução desde janeiro e até hoje nenhuma providencia foi tomada”, afirma irmã Jane. Ela acrescenta que no último final de semana, seguranças a mando de José Avelino tentaram afastar os trabalhadores para retirar a madeira.
"Entramos em contato com a polícia e ele foi preso. O mesmo já havia sido detido e obrigado a assinar um termo que impedia sua entrada nas terras, mas ele descumpriu a ordem e foi novamente detido. A violência e a impunidade na região deixam a população sem defesa. O povo sozinho não tem força para se defender”, disse a religiosa.
Irmã Dorothy
Irmã Dorothy Stang, da Congregação das Irmãs de Nossa Senhora de Namur, era uma religiosa norte-americana naturalizada brasileira. Atuava juntos aos trabalhadores rurais de Anapu buscando melhorias na geração de emprego e renda com projetos de reflorestamento e diminuição dos conflitos fundiários na região. Foi assassinada em fevereiro de 2005 por defender as causas dos trabalhadores e trabalhadoras rurais locais.
terça-feira, 12 de julho de 2011
Um pacote para o setor de alumínio
O governo prepara um pacote de estímulos para a indústria do alumínio. Entre as medidas de apoio estão desde estratégias para redução da tarifa de energia até ações fiscais que incentivem o adensamento da cadeia de produção. O objetivo é dar condições para que o setor continue a ser um grande exportador, e não importador. Um grupo interministerial foi montado para estruturar uma política voltada exclusivamente para indústria do alumínio. Uma das ações será incentivar a presença dos produtores de alumínio em projetos de geração de energia, afirma o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão
Plano para garantir oferta no país
O governo prepara um pacote de estímulos para a indústria do alumínio. As medidas de apoio ao setor, conforme apurou o Valor, envolverão desde estratégias para redução da tarifa de energia, até ações fiscais que incentivem o adensamento da cadeia de produção do metal no país. Na prática, o governo quer garantir o suprimento do alumínio no mercado interno - ameaçado a depender de importações em alguns anos - e, paralelamente, apoiar a indústria nacional de transformação do metal. O objetivo é dar condições para que o setor continue a ser um grande exportador, e não importador.
Um grupo interministerial já foi montado para estruturar uma política voltada exclusivamente para indústria do alumínio. Esse comitê reunirá representantes dos ministérios de Minas e Energia, Fazenda e Desenvolvimento, Indústria e Comércio. O BNDES também vai compor o grupo. Dentro de até 90 dias, o governo vai divulgar um plano de ações.
As informações foram confirmadas pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. "O Brasil continua a ser um grande exportador de alumínio. Acontece que há um crescimento significativo da economia do país e, dada a projeção de crescimento do PIB para os próximos anos e a demanda nesse mercado, nós estamos prevendo que, a partir de 2015 poderemos ter dificuldades com o fornecimento de alumínio, se nada for feito", afirmou Lobão, em entrevista ao Valor.
Nas próximas semanas, segundo o ministro, será feito um levantamento detalhado para traçar um mapa do consumo atual do setor de alumínio no país, sua capacidade atual de produção, as necessidades futuras e o que pode ser feito como estímulo. "Essa política para o alumínio brasileiro será coerente com o crescimento do país, o atendimento ao consumo interno", afirmou.
Procurados, a Abal, entidade do setor, e representantes da indústria não quiseram se pronunciar.
Segundo Lobão, uma das ações será incentivar a presença dos produtores de alumínio em projetos de geração de energia. "Daremos todos os estímulos para que entrem nesses projetos. Estamos concluindo, por exemplo, a construção da usina hidrelétrica de Estreito, que vai gerar 1,1 mil MW. Ali, a Alcoa já está presente", comentou o ministro. "Veja o caso da Vale em Belo Monte. Chegou a ser dito que a Vale foi compelida a entrar no projeto [no lugar do grupo Bertin ]. Não é nada disso. A Alcoa queria entrar, a Votorantim também. A Vale competiu para participar do consórcio e ganhou. E ela é uma produtora de alumínio."
Na verdade, a Vale vendeu seus ativos de alumínio para a norueguesa Norsk Hydro no ano passado, alegando falta de escala e de custo competitivo no suprimento de energia no país para investir em novas fábricas. Em 2009, decidiu fechar a Valesul, em Santa Cruz (RJ), que fazia 90 mil toneladas devido ao elevado custo da energia para aquela fábrica.
A presença dos produtores de alumínio também é esperada em outros projetos, como o de Serra Quebrada, hidrelétrica de 1,3 mil MW, a ser instalada no rio Tocantins, entre Maranhão e Tocantins.
"A indústria do alumínio requer tarifas [de energia] mais baixas. O que tem ocorrido até aqui é que muitos contratos antigos que contemplavam essa indústria com tarifa baixa estão vencendo e as tarifas vão sofrendo algum reajuste", disse Lobão. "Por outro lado, o dólar baixo também influencia em um custo mais elevado do alumínio nacional. Isso tudo está sendo visto e considerado", completou.
A criação de uma política industrial para o alumínio é um pleito antigo do setor. Este ano, o volume de produção de alumínio primário no país caiu, devido ao fechamento de outra fábrica, a da Novelis, em Aratu, na Bahia, no fim de 2010. De janeiro a maio, foram produzidas 592,5 mil toneladas do metal, uma queda de 6,6% comparado ao mesmo período de 2010, segun
Um grupo interministerial já foi montado para estruturar uma política voltada exclusivamente para indústria do alumínio. Esse comitê reunirá representantes dos ministérios de Minas e Energia, Fazenda e Desenvolvimento, Indústria e Comércio. O BNDES também vai compor o grupo. Dentro de até 90 dias, o governo vai divulgar um plano de ações.
As informações foram confirmadas pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. "O Brasil continua a ser um grande exportador de alumínio. Acontece que há um crescimento significativo da economia do país e, dada a projeção de crescimento do PIB para os próximos anos e a demanda nesse mercado, nós estamos prevendo que, a partir de 2015 poderemos ter dificuldades com o fornecimento de alumínio, se nada for feito", afirmou Lobão, em entrevista ao Valor.
Nas próximas semanas, segundo o ministro, será feito um levantamento detalhado para traçar um mapa do consumo atual do setor de alumínio no país, sua capacidade atual de produção, as necessidades futuras e o que pode ser feito como estímulo. "Essa política para o alumínio brasileiro será coerente com o crescimento do país, o atendimento ao consumo interno", afirmou.
Procurados, a Abal, entidade do setor, e representantes da indústria não quiseram se pronunciar.
Segundo Lobão, uma das ações será incentivar a presença dos produtores de alumínio em projetos de geração de energia. "Daremos todos os estímulos para que entrem nesses projetos. Estamos concluindo, por exemplo, a construção da usina hidrelétrica de Estreito, que vai gerar 1,1 mil MW. Ali, a Alcoa já está presente", comentou o ministro. "Veja o caso da Vale em Belo Monte. Chegou a ser dito que a Vale foi compelida a entrar no projeto [no lugar do grupo Bertin ]. Não é nada disso. A Alcoa queria entrar, a Votorantim também. A Vale competiu para participar do consórcio e ganhou. E ela é uma produtora de alumínio."
Na verdade, a Vale vendeu seus ativos de alumínio para a norueguesa Norsk Hydro no ano passado, alegando falta de escala e de custo competitivo no suprimento de energia no país para investir em novas fábricas. Em 2009, decidiu fechar a Valesul, em Santa Cruz (RJ), que fazia 90 mil toneladas devido ao elevado custo da energia para aquela fábrica.
A presença dos produtores de alumínio também é esperada em outros projetos, como o de Serra Quebrada, hidrelétrica de 1,3 mil MW, a ser instalada no rio Tocantins, entre Maranhão e Tocantins.
"A indústria do alumínio requer tarifas [de energia] mais baixas. O que tem ocorrido até aqui é que muitos contratos antigos que contemplavam essa indústria com tarifa baixa estão vencendo e as tarifas vão sofrendo algum reajuste", disse Lobão. "Por outro lado, o dólar baixo também influencia em um custo mais elevado do alumínio nacional. Isso tudo está sendo visto e considerado", completou.
A criação de uma política industrial para o alumínio é um pleito antigo do setor. Este ano, o volume de produção de alumínio primário no país caiu, devido ao fechamento de outra fábrica, a da Novelis, em Aratu, na Bahia, no fim de 2010. De janeiro a maio, foram produzidas 592,5 mil toneladas do metal, uma queda de 6,6% comparado ao mesmo período de 2010, segun
do dados da Associação Brasileira do Alumínio (Abal). A fábrica da Novelis tinha capacid
ade de quase 60 mil toneladas por ano. A empresa alegou na época custo de energia superior a US$ 60 o MWhora na renovação de contrato com a Chesf.
O Brasil é hoje o sexto maior produtor mundial de alumínio primário, atrás de China, Rússia, Canadá, Estados Unidos e Austrália. Mas a previsão é se estagnar na produção de metal. Dono da terceira maior jazida de bauxita do planeta, que é a matéria-prima do metal, o país é o quarto maior produtor de alumina. Caminha para se transformar em grande exportador das duas matérias-primas.
Novelis e Votorantim / CBA já estão importando metal bruto para suprirem suas laminações. Ao fortalecer a cadeia de empresas que atuam no set
O Brasil é hoje o sexto maior produtor mundial de alumínio primário, atrás de China, Rússia, Canadá, Estados Unidos e Austrália. Mas a previsão é se estagnar na produção de metal. Dono da terceira maior jazida de bauxita do planeta, que é a matéria-prima do metal, o país é o quarto maior produtor de alumina. Caminha para se transformar em grande exportador das duas matérias-primas.
Novelis e Votorantim / CBA já estão importando metal bruto para suprirem suas laminações. Ao fortalecer a cadeia de empresas que atuam no set
or, o governo quer evitar uma situação que hoje preocupa no mercado de minério de ferro, no qual o país é o segundo maior exportador, mas já importa aço acabado para atender a demanda doméstica. (Colaborou Ivo Ribeiro, de São Paulo)
Fonte:Valor Econômico - 05/07/2011
André Borges | De Brasília
sábado, 9 de julho de 2011
HOJE É DIA DE ELEIÇÃO PARA ESCOLHER OS NOVOS INTEGRANTES DO CONSELHO TUTELAR DE JURUTI
De acordo com as informações do COMDECA (Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente) qualquer pessoa que estiver em dia com a justiça eleitoral pode votar. No momento da votação o cidadão terá que apresentar o Título de Eleitor, Identidade ou qualquer outro documento oficial com fotografia.
Os Conselhos Tutelares surgiram com a criação da Lei Nº. 8.069, de 13 de julho de 1990. Esta Lei é conhecida como Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O Conselho Tutelar é composto por cinco membros, eleitos pela comunidade para acompanharem as crianças e os adolescentes e decidirem em conjunto sobre qual medida de proteção para cada caso.
Devido ao seu trabalho de fiscalização a todos os entes de proteção (Estado, comunidade e família), o Conselho goza de autonomia funcional, não tendo nenhuma relação de subordinação com qualquer outro órgão do Estado.
Em Juruti, de acordo com o Ministério Público Estadual, é grande número de abusos sexuais praticados contra a criança e o adolescente. A justiça tem se mobilizado para combater esse tipo de crime. Mas, a família e a comunidade também são convidadas a se mobilizar.
Para ser Conselheiro Tutelar, a pessoa deve ter mais de 21 anos, residir no município e reconhecida idoneidade moral. Mas cada município pode criar outras exigências para a candidatura a Conselheiro, como carteira nacional de habilitação ou nível superior.
O exercício efetivo da função de Conselheiro Tutelar constitui serviço público relevante e lhe assegurará prisão especial, em caso de crime comum, até definitivo julgamento. De acordo com o artigo 132 do ECA, em cada município haverá, no mínimo, um Conselho Tutelar.
A eleição para escolher os novos integrantes do Conselho Tutelar de Juruti inicia às 08h da manhã e se estenderá até às 05h da tarde.
CRIANÇAS COM SUSPEITA DE PNEUMONIA PRECISAM RECEBER O ANTIBIÓTICO O QUANTO ANTES.
A Pastoral da Criança, em parceria com o Ministério da Saúde e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), lançou (dia 4 de julho) em Curitiba a campanha "Antibiótico: primeira dose imediata". O objetivo da campanha é orientar os gestores municipais de saúde, e principalmente a sociedade, sobre a necessidade de ministrar a primeira dose de antibiótico nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) logo após a consulta, em especial nos casos de crianças com suspeita de pneumonia.
E atenção você eleitor que já fez sua opção pelo sim, você terá até setembro para regularizar título.
Os eleitores que estão irregulares com o título terão até o dia 10 de setembro para se regularizar.
O cadastro encerra noventa dias antes da data do plebiscito, que se dará no dia onze de dezembro.
Então, dia onze de setembro já estará suspenso a administração do cadastro, ou seja, nós não poderemos fazer nenhuma movimentação que seja transferência, revisão ou alistamento”.
Após o encerramento do prazo, apenas a emissão de segunda via do Título de Eleitor e algumas certidões serão permitidas.
Espera-se que na consulta pública de 11 de dezembro todos os eleitores estejam regulares para que possam expressar o seu desejo sobre a divisão territorial do Pará através do voto.
A LUTA PELA CRIAÇÃO DO ESTADO DO TAPAJÓS TRILHAS NOVOS CAMINHOS
Instalado na cidade de Juruti na última 5ª feira Comitê Pró-Criação do Estado do Tapajós.
O vereador santareno Reginaldo Campos, PSB, participou do evento representando o presidente do Instituto Cidadão Pró-Criação Estado do Tapajós, professor Edivaldo Bernardo.
Na oportunidade, lideranças empresariais, políticas e comunitárias de Juruti lançaram a campanha em favor do SIM no Plebiscito.
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